quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ressaca, Cólica, Teoria e Prática....Tudo Junto e Misturado....

Quase um mês do meu Arthur e aos poucos vamos nos acostumando com a nova rotina. Sorte a nossa que providenciamos alimentos saudáveis para essas primeiras semanas, porque quando o bebê dá um tempo, a gente não sabe se quer dormir ou comer... ou tomar um banho... parece brincadeira, mas tem horas que não dá tempo pra nada!!! O corpo pede descanso, a mente já não raciocina com rapidez, sinto como se estivesse em uma piscina: vista turva, o som parece que demora pra chegar e eu mais ainda pra responder, tipo uma ressaca que já dura 27 dias.....

Banho de Ofurô
Esse primeiro mês tem sido punk mesmo, e se já não era suficiente a maratona do bebê, ainda vem as infelizes cólicas perturbar a paz do lar. O Arthur não é de muito choro, mas o coitado reclama, se contorce todo, e tem dificuldade para dar continuidade ao sono, acorda com dor. Tem dias que tem cólica, outro não... tadinho! Parte dessa cólica parece ser imaturidade do sistema nervoso, tenho lido que o bebê tem esses espasmos por conta da adaptação ao mundo exterior ao útero, tanta informação, tudo novo, que o corpinho sente... parece que neste caso é quando ele fica todo retesado, perninhas estendidas, barriga dura, e muito irritadiço. Só o consolo do colo, ambiente quieto e escuro parece dar jeito. Outro tipo de cólica é quando ele está todo encurvado, pernas e braços flexionados, em posição fetal mesmo, e neste caso a dor é atribuída ao sistema digestório que está passando a ser utilizado agora, imaturo, ainda tem que aprender a combinar o movimento peristáltico, desprendendo os gases e liberando as fezes. Para isso, massagem em movimento circular, sentido horário, bolsa térmica e como último recurso um remedinho para alívio. Em boa parte dos casos tem funcionado bem, o bebê também faz força e parece aliviar os sintomas. Não posso afirmar as duas teorias, até porque de tudo que li não há consenso sobre o assunto, mas para mim faz sentido.

Como tudo é aprendizado (para o bebê e para os papais) temos tentado criar uma rotina. Salvo quando há crise de cólica, porque a dor não quer saber de entrar na escala, parece que essa rotina faz o bebê se sentir mais seguro e aprende também a não trocar noite pelo dia, progressivamente. À noite mantemos a casa mais escura, TV e vozes baixas. Nesses últimos dias, com ou sem cólica, se ele está muito agitado temos dado um banho de ofurô, uma boa mamada e berço. Pena ter feito tanto vento neste janeiro, não pudemos nem dar um passeio no parque e tomar um banho de sol para gastar um pouco de energia durante o dia, nos limitamos a ficar em casa, sair somente pra consulta e pra casa da vovó.

Aliados do treino em casa.
Enfim, como ainda estamos tentando nos adequar a rotina do bebê, alguns dias consegui retornar ao treino. Não na academia, isso já seria muito, mas aqui em casa mesmo, alguns exercícios, combinados, para acordar a musculatura e preparar meu corpo pra pegar pesado em breve. Além disso, os exercícios ajudam a deixar o corpo menos cansado e dolorido, principalmente as costas, que pedem descanso e uma boa noite de 8 horas de sono, que não virão tão cedo.... Quando consegui me exercitar me senti bem, dolorida no dia seguinte, como gosto, e livre daquela sensação de ressaca. Os dias em que a cólica bateu forte, doeu em todos nós, e o treino não rolou.... Afinal só dá para se exercitar com qualidade quando o corpo está descansado (dentro do possível), senão o melhor é aquela máxima: Seu bebê dormiu, vá pro berço também.

Para as futuras mamães deixo aqui pequenas dicas que me ajudaram nesses dias iniciais:
*Tente organizar uma boa despensa e congelados para comer algo rápido, saudável e fácil.
*Prepare seu corpo com atividade física pois o que enfrentamos é uma maratona quando o bebê nasce
*Tente manter sua casa limpa e organizada, ao menos pra mim, quando está tudo no lugar, eu não me perco na minha própria casa
*Tenha paciência com seu marido, ele está tão aflito quanto você
*Mantenha a calma acima de tudo, passando tranquilidade ao bebê
*Tenha paciência com você mesma, chore se preciso for, não tente ser a Super-Mãe (mas chore longe do bebê)
*Acima de tudo ouça a si mesma, todo mundo tem uma receita mas os bebês não nascem em linha de produção.... são artesanais, ou seja, um diferente do outro, tente seguir seus princípios captando das colegas aquilo que achar que se encaixa no seu perfil e no perfil do seu bebê. Certamente isso será o melhor para você e sua família.
*Quando o bicho pegar, assim que possível, tente tomar um bom banho, com a porta fechada, respire fundo, faça uns alongamentos e pense que logo logo essa fase vai acabar e você só precisará de disposição para brincar com seu baby, que já não terá mais dores e dormirá um pouco mais à noite.

Vamo que vamo....
;)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Gravidez, Maternidade e Primeiras Impressões

Ufa!!!!!

Fazem 19 dias que meu pequeno está em meus braços, e o que sinto é um misto de cansaço e alegria, uma emoção diferente de tudo que já senti. Mesmo quando estou esgotada e quase durmo durante as mamadas da madrugada, o sentimento não é de reclamar.... estranho demais pra quem gostava de dormir boas horas de sono... mas certamente isso faz parte do tal sentimento materno.

Quero comentar um pouco sobre minha gravidez, agora que já terminou, consigo fazer um balanço e, salvo os enjoos dos meses iniciais, a pubalgia constante e uma azia no último trimestre, o saldo foi positivo. Gostei de engravidar, me senti bem e bonita, bastante feminina, apesar do barrigão (coisa contra a qual sempre lutei e me manterei em luta), nunca imaginei que ostentaria, orgulhosa, um barrigão. Acredito que pra mim será uma experiência única, visto que pretendemos parar no Arthur mesmo... Consegui treinar até meados do 7° mês e só parei por conta do púbis, caso contrário teria mantido uma rotina de treino até o fim, mesmo porque no dia do parto estava super disposta, sem dor ou inchaço.

O parto é um turbilhão de emoções, apesar da dor, a satisfação de ver seu baby e saber que está tudo bem alivia qualquer alma. Não digo que tranquiliza, a mim não tranquilizou, já estava cansada, e durante todo o período no hospital fiquei muito cansada.... sorte a maternidade não permitir uma espetacularização do parto, isso é bom pra mamãe e pro bebê, que estão se entendendo e passando a se conhecer melhor. As visitas eram de apenas 2 pessoas por vez, apenas 1 hora à tarde e mais 1 hora no início da noite.

Quanto a isso, a espetacularização do nascimento, passei a achar um tanto desumano: Tem maternidade que coloca telão para os familiares verem quase tudo! Sala de vidro para acompanharem o parto! Visitação o dia todo!!! Caramba, nascer é normal. Tudo bem que ficamos felizes e todos os que nos amam também, e querem participar desse momento tão especial, porém não é apropriado: A mulher não está bem, é uma descarga energética imensa e sem tempo para recuperação pois logo o bebê tem que mamar, e isso de 3 em 3 horas, às vezes menos, dependendo da fome do pequeno. O leite nem sempre está 100% disponível, às vezes demora uns dias pra fluir normal. O bebê não sabe sugar, as mães de 1° viagem não sabem amamentar, tampouco conduzir a "pega" do mamilo, o que torna as primeiras amamentações preocupantes e dolorosas. A maioria está com pontos quer seja da cesária ou normal, quem leva anestesia ainda precisa se preocupar com mais essa recuperação. Enfim, já não curtia muito, agora passo a detestar o "show de bebê". Esses primeiros momentos devem ser calmos para que todos possam se entender, um momento de intimidade mesmo, é a "primeira vez", e primeira vez ninguém sai filmando ou colocando no telão...

Os primeiros momentos em casa com o Arthur foram cansativos. Ele é um anjo, bastante bonzinho e só chora quando está realmente incomodado, cessou o incômodo, cessou o choro. Eu é que estava dolorida dos pontos, sonolenta, mamilos rachando (sorte que foram só 3 dias), mamas empedrando (também outros 3 dias), tive até febre. Chorei de dor, cansaço, me senti impotente frente à força da natureza: 49 cm botando medo na marmanjona independente.... é o tal do Blue Baby.

Pro papai a vida também não é fácil. Ele só não tem os incômodos físicos, mas no restante sofre junto, ao menos foi assim com o Elliot. Engravidou comigo, teve até enjoo, e agora é pai mesmo. A vida segue, e a gente acumulou função: As contas permanecem, o trabalho, a gente tem que comer, fazer compras, tudo. O Blue Baby atinge os pais participativos também.

Enfim, vida de pais frescos não é mole. Não quero que ninguém pense que estou lamentando, a verdade é que esses sentimentos parecem ser proibidos frente à alegria da maternidade, mas eles estão ali, escondidos ou não, insegurança, medo, cansaço, etc. Claro que tudo se apaga quando você segura seu pequeno nos braços e sente seu cheiro, quando está amamentando e faz um carinho na orelha tão macia, no dedinho mínimo que nem parece que tem ossos alí de tão delicado, os olhinhos que te namoram e a boquinha que sorri, simplesmente por estar ali, protegido e amado.

Se chorei de cansaço, dor ou impotência, já chorei mais a emoção de ter meu pequeno comigo, do quanto é bom e lindo ele estar entre nós, do quanto foi esperado e amado desde que tinha o tamanho de um feijão, pois quando soube de sua existência ele não passava de um feijãozinho... 

A medida em que o tempo passa, a gente se conhece melhor e tudo flui melhor, como em qualquer relacionamento. Dedicação de nossa parte, e não dá pra ser diferente pois nesse momento a gente é tudo pra ele. Confiança da parte dele, é tudo que ele pode oferecer. Isso tudo ligado pelo amor que une mãe, pai e filho, pois é assim que agora somos.

Arthur, a mamãe te ama e o papai também

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

39° semana - That's a Journey...

Quinta feira dia 03/01 foi o dia da consulta Pré Natal, no fim da tarde. Voltamos para casa, o Arthur ainda não estava encaixado, sua cabeça estava posicionada mas ainda "flutuando" conforme o termo médico.

Jantamos fora e comemos a sobremesa no shopping, deliciosos cupcakes da Original. Fizemos compras no sacolão e chegamos em casa cansados, quase 22h. Minha lombar reclamou de cansaço (depois percebi que não era bem isso), o Elliot fez massagem nos meus pés e trapézio e foi dormir, eu deitei pois o Arthur fazia seu ritual noturno de socos e pontapés pressionando minha região pélvica e me fazendo ir ao banheiro 72 vezes antes de conseguir dormir.

Por volta de 1:30h, já dia 04, voltei do banheiro, não tinha pregado o olho, e logo que deitei me senti molhada... mas eu não estava com incontinência... levantei com intenção de retornar ao banheiro mas o líquido branco, sem cheiro ou viscosidade, lentamente descia pelas pernas - a bolsa havia rompido!

Não senti euforia, medo ou ansiedade, pelo contrário, uma paz e serenidade tomou conta de mim. Acordei o Elliot "Acho que minha bolsa estourou". Ele confirmou.

De pronto nos trocamos, sem alarde. A Dani, ainda em casa passando férias, nem acreditou. A Mira pegou a guia e queria ir conosco. Fiquei sabendo depois que ela dormiu sob o berço.

Não sentia dor, apenas contrações frequentes e uma certa cólica. Chegamos ao hospital em 20 minutos, abençoados pelas férias escolares e pelo horário. Demos entrada pela emergência. A médica me examinou e constatou 1 1/2 de dilatação. Já fiquei internada, recebendo soro para hidratar a veia. 

A dilatação foi evoluindo bem, e eu não sentia dor. Sozinha ali no soro (o Elliot teve que aguardar na espera neste momento) mentalizei paz e serenidade para a hora do parto. Chegou o momento, conversava com o Arthur para sairmos juntos e da melhor maneira possível.

As contrações aumentaram um pouco de intensidade, assim como a dor. As 4:30h passou a ser ministrada Ocitocina, hormônio que secretamos durante o parto, com intensão de acelerar o processo. Foi imediato, a enfermeira demorou a acreditar que eu já me contorcia de dor, mesmo assim chamou a médica que constatou dilatação quase total. Meu planejamento de paz e serenidade findou-se neste horário, dando lugar a gemidos e gritos inexprimíveis. De pronto me colocaram na cadeira de rodas a caminho da sala de parto, eu só chamava pelo Elliot.

Foi um corre corre de médico e enfermeira, não havia tempo para mais nada ! Me colocaram na mesa cirúrgica, eu pedia pela anestesia, uma pressão tomou conta do meu ventre ao mesmo tempo em que o grito saia pela minha boca e ecoava na lua. O Elliot o tempo todo segurando minha mão esquerda. "Força, Força, seu bebê já coroou!"; "Ajuda papai, empurra a barriga dela!"

O Arthur chegou às 5:48h do dia 04/01/2013, exatamente 2 horas após o soro de hidratação (o horário estava marcado no acesso, 3:48h). Foi tudo muito rápido e intenso. A anestesia não veio. Senti todas as dores de um parto. Além da falta de tempo, minha pressão sanguinea é baixa, tornando tal procedimento arriscado, pois poderia me perder na hora mais importante.

Perguntei pelo meu filho, queria ouvir seu choro, enquanto o obstetra massageava a região do meu umbigo em movimento horário. Achei que agora iria expelir o manual do 1° proprietário. Que decepção quando descobri que era a placenta...rs.

Em poucos segundos ouvi meu filhote. Enquanto ele era examinado, higienizado e preparado, eu passei a tremer de frio tal como em desenhos animados, apesar de toda a coberta que as enfermeiras colocaram sobre mim. Pressão no pé.

Vi meu filho, enrolado como um charuto, todo roxinho e também congelando. Tremia tanto que não consegui segurá-lo. Foi para o colo do pai e depois para o berçário, onde seria aquecido.

A equipe se surpreendeu com a rapidez do parto. O Elliot desceu com nossas coisas para o quarto e eu fiquei ali sozinha, tremendo de frio, para receber os 1°s atendimentos. Demorou um pouco para que eu pudesse descer pois minha pressão estava muito baixa. Fiquei no soro. Eu me sentia bem e lúcida, era só o cuidado por toda a maratona que havia percorrido até ali. Queria ter aproveitado essa hora para dormir, afinal passei a noite em claro, mas a cabeça estava a mil, em um misto de euforia, medo e emoção.

E foi ali sozinha que derramei minhas primeiras lágrimas de mãe...
Em sentido horário: dentro da sala de parto
e o bonitão já sorrindo nas 1°s horas de vida no berçário


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2012 - 2013 !!!

Que ano foi esse de 2012?!?!?!

Para nós um ano totalmente excelente!!! Um ano repleto de conquistas, plantamos há algum tempo, soubemos esperar e hoje podemos dizer que fomos recompensados.

Foi em 2012 que inauguramos nosso apartamento, após alguns anos de investimento, tivemos o privilégio de ter tudo o que precisávamos e queríamos, em um ambiente que tem nos deixado muito caseiros e unidos, afinal é assim que deve ser um lar, não?!? Uma casa aconchegante, um porto seguro, principalmente se essas "4 paredes" estiverem recheadas de muito amor e cumplicidade....

Foi em 2012 que vimos nosso glorioso Sport Club Corinthians Paulista ser finalmente campeão da América!! Lógico que o Corinthians é mais que títulos, mas que satisfação poder torcer, sofrer e vencer!! E da melhor maneira possível, da maneira mais épica e justa possível, colocando um ponto final em todas as gozações e piadas dos rivais.

Também em 2012 o ano terminou presenteando o Corinthiano com mais um Título Mundial Interclubes. E esse agora no Japão, fazendo o mundo inteiro ver (ao menos o mundo da bola ver) um pouquinho do que é ser do bando de loucos.

Fomos abençoados ao tomarmos decisões corretas quando muitas vezes pareciam arriscadas, mas se mostraram acertivas, apresentando um novo horizonte para aquele que trabalha e não tem medo de arriscar, mas também sem abrir mão da qualidade de vida que tanto presamos. 

Conhecemos pessoas, lugares maravilhosos, experimentamos coisas e sabores. Isso é viver!!!

Em 2012 tomamos uma decisão que, essa sim, mudou todo o nosso futuro, e dessa decisão aguardamos nosso herdeiro querido Arthur, que chegará, afinal, em 2013. 

O que espero para 2013 ??  Não há muito o que mudar de 2012... afinal é um dia após o outro, apenas uma mudança no calendário e a renovação da esperança que tudo pode ser diferente... Mas não almejo tanta mudança assim. Muitas coisas sinto que estão no caminho certo, é só manter a rédea firme. 

A única certeza que tenho é que com a chegada do Arthur meu mundo jamais será o mesmo. Isso é o que realmente desejo: aprender a ser mãe, curtir cada momento do meu filhote, passar os valores que acredito serem corretos e que nos trouxeram até aqui em uma jornada vitoriosa. Mas também não posso esquecer que antes de ser mãe sou mulher, e não vejo a hora de voltar a poder cuidar de mim (do meu corpo) como antes. Antes de ser mãe sou esposa, e espero ter a sabedoria de manter um casamento saudável e feliz como tem sido nesses 8 anos de convivência. Sim, é isso que espero para 2013!!! 

Que Deus me ajude!!!

Feliz 2013 para quem passou por aqui. Obrigada pela companhia e confiança, te desejo os mais sinceros votos de felicidade, harmonia, paz e prosperidade.
Feliz 2013 ! ! !