domingo, 23 de março de 2014

Pedagogia do Não???

Arthur é uma menino saudável e portanto curioso. Tem vários brinquedos mas não se contenta com eles, como todas as crianças e como eu mesma quando tinha a idade dele. Enquanto estamos juntos, os brinquedos são mais atraentes. Brincamos juntos. Mas como a obrigação nos chama, temos que fazer comida, limpar a casa, lavar roupas, coisas normais e rotineiras de uma família. Arthur quer ajudar.

A criança aprende pelo exemplo, não é novidade pra ninguém. Quer estar onde estamos e mexer onde
A carinha de arteiro
mexemos. Percebi uma melhora quando passei a deixar em todos os lugares onde ele mexe, diversas coisas para ele explorar: Banheiro tem revistas e toalhas. Cozinha tem os potes plásticos, tampas ou panelas de menor importância, nas gavetas uma ou outra colher de plastico, grande, nos armários, potes vazios. Então simplesmente substituo as coisas que ele não pode pegar, por outras, que não são brinquedos. E que são guardadas ali, para que ele possa usar quando estivermos juntos.

Desde os 9 meses Arthur começou andar, segurando-se nos móveis, e também passou a mexer em todas as gavetas e armários. Iniciaram-se os inúmeros nãos!!

Percebi que de fato, esses "nãos" não são produtivos pois não educam. Se tudo é não como ele vai saber o verdadeiro significado dessa palavra?? Sei que Arthur é um ser único, creio que os seres humanos são feitos de modo artesanal, portanto tem suas particularidades e essa regra pode não se aplicar a outras crianças, mas como aqui funciona muito bem, resolvi compartilhar.

Sou adepta do "Não" com qualidade. Quando é "não" ele sabe, mas no restante, não preciso fazer valer minha autoridade de mãe, aquelas de antigamente que só com um olhar repressor, a criança já sabia que estava errada. Prefiro a cumplicidade de outra maneira, e sei que Arthur me obedece na palavra, sem a necessidade do estresse gerado entre nós. A criança não quer testar limites para desafiar os pais, não nessa idade. E onde não posso substituir os produtos aí uso o "não": Gaveta de temperos porque ele só se interessa pelo azeite, tomadas, vaso sanitário. Também não o faço com repressão, digo a ele que não pode, que fale pro papai, ou pra Mira, ou pra vovó, quem estiver em casa, que "ali não pode", ele sai mexendo a cabeça em negativo e pronto, resolvido o problema.

Eventualmente quando está azedo, como todo mundo tem direito de estar, ou quando o sono está pertinho e ele resolve chorar ou resmungar, simplesmente o retiro dali, com carinho. Converso mas não dou tanta atenção ao chororo... logo desvio o foco. Quero meu problema resolvido e meus ouvidos livres. Quero paz!

Aqui tem resolvido e vivemos em harmonia. Não se estresse tanto com a curiosidade de seu pequeno. Ele está crescendo e a curiosidade faz parte, explorar o mundo a sua volta e copiar suas palavras e principalmente atitudes. Portanto responsabilidade, paciência e amor são a regrinha de ouro.

Espero poder ajudar com minha experiência.

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