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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Brincadeira Para Todos

Muito se fala em atividades lúdicas, mas você sabe o que isso significa? Atividade lúdica é toda ação que promove prazer e divertimento. Geralmente não propõe competição nem mesmo regras. Praticar uma atividade lúdica significa simplesmente brincar.

Pode parecer algo simples, mas brincar é importante ferramenta de aprendizado. Uma pena que as brincadeiras acabaram virando privilégio apenas das crianças. Parece que a sociedade quer que os adultos sejam sérios demais, trabalhem demais, e sejam competitivos demais. Assistindo a um documentário, ficamos horrorizados em saber que no Japão já existe uma denominação para aqueles que morrem de tanto trabalhar - karoshi - o corpo entra em colapso e simplesmente entra em falência. Acabou...

A brincadeira é fundamental para o desenvolvimento da criança, e uma pena constatar que mesmo essas tem brincado cada vez menos. Sabe aquelas brincadeiras simples, pião, bola de gude, futebol, castelo de areia... aquelas brincadeiras que são criadas simplesmente pela imaginação de cada criança? Estão desaparecendo. O momento de brincadeiras foi substituído por um tablet, TV ou video game. Não sou radical a ponto de abominar os equipamentos eletrônicos. São de bastante utilidade quando a mãe precisa lavar uma louça ou fazer o jantar. Muitos são até educativos. Mas jamais podem substituir o momento da imaginação e do brincar desconstruído.

A brincadeira estimula a memória, a criatividade e a sociabilização. Dividir os brinquedos, saber esperar a vez, são aulas de cidadania que a brincadeira ensina a todos.

Como as crianças vão cada vez mais cedo para a escola, por inúmeros motivos, muitos profissionais se utilizam das brincadeiras para estimular o desenvolvimento e o aprendizado das crianças, em seu âmbito afetivo, motor, mental, social e cognitivo.

Dizem os especialistas que a criança pequena não deve ser exposta a aparelhos eletrônicos. De fato, quanto mais brincadeiras a criança tiver contato, maior capacidade de desenvolvimento apresentará, construindo uma identidade física, socioafetiva e intelectual de maneira adequada. 

Valores como solidariedade, liberdade, cooperação, respeito, ecologia, são construídos logo no início e definem características para toda a vida.

Portanto, aproveite as férias da criançada e tente estimular ao máximo suas habilidades:
Dançar, 
Peças de montar ou jogos,
Ler
Pintar com giz, lápis ou tinta
Massinha de modelar
Corda
Bolas para chutar, lançar e arremeçar 
Vale bola de meia, bola de gude, bola de futebol, bola de volei, bola de basquete

Lembre-se dos momentos gostosos que viveu enquanto criança e tente reproduzir com sua criança. Liberte sua vontade de brincar. Planeje seu dia para ter tempo de desligar tudo e brincar de verdade. Utilize um parque onde haja espaço e vocês saiam da rotina. (mesmo que seja ao final de semana)

Afinal! As férias começaram!!!


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pular Corda

Uma atividade física super democrática é pular corda. Atividade aeróbia, de alto impacto, pular corda pode gastar cerca de +-800 kcal por hora de treino. Melhora o sistema cardiovascular e traz melhoras para o sistema músculo esquelético, especialmente de MMII, mas fortalece os braços e o core.

Uma atividade física bem executada, também trabalha outras capacidades físicas. A corda, além da melhoria da capacidade aeróbia, melhora a coordenação motora e agilidade.

Além disso é muito divertida. Crianças passam horas brincando com corda, em diversas músicas, e para elas também é motivo de sociabilização.

O mais interessante é o fato de a corda ser pequena, leve e prática, podendo ser feita em qualquer lugar.

Essa é a Semana Mundial do Brincar, aproveite para se exercitar junto a sua criança. Pular corda pode ser um ótimo começo!!


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Educação Infantil

A Educação Infantil vem se modificando e ganhando espaço e atenção ao longo do tempo, à medida em que se compreende a importância dessa fase do desenvolvimento cognitivo.

 Muito além da higiene, alimentação, segurança e diversão, é importante que desde essa idade, a criança seja estimulada em diversas capacidades e inteligências.

Quem tem criança em casa sabe o quanto é difícil mantê-los quietos. Os pequenos tem muito a se desenvolver. Aproveitar essa "inquietude" motora é o que há de meias importante como ferramenta educacional. 

Nesse aspecto, 4 atividades devem fazer parte do ambiente escolar: Brincar, Linguagem Oral, Movimento e Arte, estimulando a identidade e autonomia de cada uma, mesmo que com enfoques diferentes a cada idade. 

BRINCAR - A brincadeira é uma atividade livre e espontânea, porém adequada a cada cultura, portanto o convívio e as interações sociais fazem da brincadeira um excelente instrumento de aprendizagem, desenvolvimento da imaginação. Ao brincar, a criança recria um universo ao qual está habituada, processando e assimilando o mundo que a cerca. Quanto mais possibilidades melhor para seu desenvolvimento. É importante que a escola ofereça um ambiente rico para diversas brincadeiras certamente estará contribuindo para a formação da criança como ser humano.

LINGUAGEM ORAL - Mesmo com pouco vocabulário, é uma atividade muito importante do desenvolvimento cognitivo, pois através de gritos e silabas, sempre associadas a gestos, a criança se expressa, e isso deve ser estimulado e desenvolvido no ambiente escolar. Aqueles que já possuem repertório oral, podem também participar ainda mais do planejamento de atividades e no desenvolvimento geral das aulas.

ARTE - Músicas e artes em geral são importantes meios com os quais a criança se manifesta, mesmo que bastante "desorganizada" a princípio, pois nem sempre os objetos são utilizados com sua função fim, ou seja, não é raro a atividade terminar com uma grande "bagunça". Mas essa bagunça é fundamental para o desenvolvimento cognitivo. Além disso, é através da arte, que também é uma linguagem, que a criança passa a desenvolver o pensamento simbólico, ou seja, o desenho de uma casa não é uma casa.

MOVIMENTO - É a principal forma de comunicação dos pequenos, por não dominarem a linguagem oral. Quanto mais movimento, maior desenvolvimento, Mesmo após conseguirem se comunicar verbalmente, as atividades motoras são de extrema importância para a construção do pensamento e da cultura de cada criança. Além de que manter-se em movimento é fundamental para a saúde.

AUTONOMIA e IDENTIDADE - Nascemos em situação de total dependência, mas a importância da autonomia se dá também para o desenvolvimento de atitude / consequência. Saber escolher e desenvolver-se em ambiente coletivo, sem contudo deixar seus valores, crenças e interesses de lado. É fundamental um ambiente sadio para que a criança desenvolva essa capacidade de sociabilização.

LEITURA E PESQUISA - Mesmo tão pequenos, e nem sempre sabendo ler, atividades de pesquisa em revistas, meios eletrônicos, livros e jornais são de extrema importância. Afinal, desde pequenos conseguem identificar "o cachorro", "a casa", "o número", "a letra".

Portanto, ao procurar uma escola de educação infantil, além dos aspectos que temos tratado nas últimas postagens a respeito, é de fundamental avaliar se a escola oferece à criança um ambiente produtivo, onde ela possa desenvolver-se como indivíduo e como aluno.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pão Integral Caseiro - Lugar de Criança é na Cozinha

A vida moderna tem suas vantagens e desvantagens, isso não é novidade para ninguém. A mulher ter cada vez mais espaço no mercado de trabalho não tira de suas costas a responsabilidade com a família, em especial com os filhos pequenos. No meu caso, não abro mão de acompanhar Arthur em sua primeira infância (espero que sempre, na verdade), fase essencial para sua formação emocional, de caráter, de valores morais e pessoais. Ainda amamento, acho super prazeroso essa intimidade, mas claro que tem seu momento de cansaço, pois esse "serviço" é insubstituível.

Além disso, tenho meus momentos de vida virtual em estudos, pesquisas, lazer, social. Isso consome tempo e energia, como todas as outras atividades, cansa!

Em um momento relax, sou super a favor de desconectar. Na verdade tenho todos os dias meus momentos off.... olho no olho do marido e do filho. Grande privilégio e te convido a praticar esse exercício. É difícil ficar sem fazer nada, mas pequenas e simples atividades são de grande ajuda na higiene mental.

Esses dias ganhei um mimo de uma querida amiga, professora de história, Maria José. Além de dar a receita, presenteou com o fermento, que é o item da multiplicação. Fazer um pão, com as próprias mãos, é uma alquimia maravilhosa. Sua energia está ali, então, estar de corpo e alma em contato com o alimento é algo espetacular. Fazê-lo a 4 mãos, com o filhote de 1 ano e 10 meses é sublime, faz bem ao corpo e a alma.

A receita é muito simples, basta ter todos os ingredientes, você não levará mais que 1 hora em todo o processo. Que tal programar-se para esse final de semana??

Ingredientes:
2 xícaras (cha) de farinha de trigo
1 sachê de fermento biologico seco
1/2 colher (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) margarina
1 ovo
50 ml de leite morno
25 a 50 ml de água em temperatura ambiente

Modo de Fazer

Em um recipiente, misture a farinha, o fermento, o sal e o açúcar.
Abra um buraco no meio e adicione a margarina, o ovo e o leite.
Mexa, misturando bem.
Acrescente a água conforme sentir necessidade. 
Quando a massa estiver homogênea e grudando pouco, comece a sovar.
Sove bem até a massa ficar bem lisinha, clara e mais leve.
Forme uma bola. 
Deixe descansar por 20 a 30 minutos.
Modele a gosto e coloque em uma assadeira
Asse em forno pré aquecido a 200°, por cerca de 30 minutos ou até ficar dourado.

*Eu acrescentei fibra de trigo a receita.

**Alimentar, nutrir com amor e alegria, o pão simboliza tudo isso assim;
"Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão
Drão....
(Gilberto Gil)

Minha amiga é assim, não basta fazer o pão, tem que ter poesia!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Brincar Desestruturado

Esse post começou há cerca de um mês, em um bate papo informal com mães, a respeito de gastar tempo com os filhos seria o melhor presente de Dia das Crianças, em um grupo do Facebook - Mães (e pais) com filhos - mediado por Sam Shiraishi. Esse assunto pediu um Hangout, que você pode consultar AQUI, e que me levou a reflexão.

Com a formação em Educação Física, aprendi demais sobre o desenvolvimento motor, desde a formação, durante a gestação, até a idade adulta. Hoje, percebo o quanto minha formação profissional foi boa e o quanto acrescenta em minha vida pessoal. Realmente a educação física consegue surpreender dia após dia.

Quando busquei a Educação Física como profissão, foi justamente porque sinto que a vida é muito bela e passa tão rápida que não tenho tempo a perder, cercada por quatro paredes, frente a uma tela fria. Claro que a vida virtual me encanta, mas a vida mesmo, acontece offline, como já diz o ditado.

Enquanto gestante, treinei o quanto pude, mantendo assim a saúde física e mental, a alimentação balanceada. Quando Arthur nasceu, estimular seu desenvolvimento motor foi extremamente prazeroso! Um laboratório para mim, resgatar conceitos e teorias, consultar livros, testar atividades, muita coisa interessante. O brincar fez parte de todo esse processo.

Porém como professora da rede pública, percebo o quanto isso está longe de ser uma realidade. Em tempos modernos, a tecnologia trouxe benefícios incontáveis, e com ela, consequencias positivas e negativas, como todo progresso.

Hoje, crianças de qualquer classe social, são criadas presas: Pais e mães, precisam deixar os filhos sob os cuidados de outros para atender a demanda do mercado de trabalho competitivo. O trânsito intenso, a violência, a insegurança sob diversos aspectos, aprisionou a todos nós dentro de nossas casas e apartamentos. A atividade física limita-se a poucas horas semanais e a cargo do professor na escola...

Fui criada na rua, brincando, me sujando, caindo e levantando, assim como a maioria das crianças de minha geração (sou tiazinha de 1977), fomos criados uns pelos outros. A mãe de um cuidava de todos, as crianças eram criativas pois não tinham nada para direcionar seus pensamentos. A criatividade era observar o mundo a sua volta. A brincadeira fluia.

Na casa onde morava, havia uma edícula que não usávamos mais, exceto para guardar bagunças, oficina e depósito do meu pai, e muitas brincadeiras. Uma preferida era a de "Barco Afundado" (rsrsrsrs) onde nós brincávamos que eramos sobreviventes de um naufrágio, em uma ilha deserta. O criador de Lost deve ter nos observado... Elliot me conta que também brincava na floresta que havia no quintal de seu amigo, tantas brincadeiras...

Hoje as crianças montam fazendas virtuais. Não sabem brincadeiras com papel. Se faltar a luz, mal sabem fazer uma mímica para fazer passar o tempo. As festinhas precisam de monitores, recreadores e brinquedos para se divertirem, bem lembrou uma mãe em nosso Hangout. Nós, felizardos pais temos que entrar em ação novamente, somo exemplo em tudo.Temos que deixar nossa tecnologia de lado e entrar na brincadeira. É educativo, pois eles aprendem que há vida sem wi-fi, é saudável, pois sem tecnologia nos movimentamos mais, é cognitivo, pois precisa de raciocínio lógico, emocional e criativo, além de aproximar os laços afetivos entre pais e filhos, que, em minha opinião "pedagógica" é o que realmente falta em nossa educação.

A luz do sol faz bem. Desligar a TV e caminha pelas ruas é uma delícia. Tem medo da violência ou da poluição, programe-se para fazer ao final de semana, em um parque, praça ou clube.

Como disse também no post da última segunda, a tecnologia é boa ferramenta de pesquisa. Consulte no google, compre um livro, leia um blog que contenham brincadeiras para fazer desconectado. Relembre aquilo que você gostava quando era criança, sempre há tempo de começar com seu filho. Combinem de deixar tudo desligado. Tá, tire uma ou outra foto pra registrar a bagunça, vai ser legal relembrar depois, também vale uma música de vez em quando, mas falar e ouvir faz parte da saúde emocional de uma família. Proponham-se um desafio: 1, 2, 3 vezes na semana. Você deve pensar "poxa, estou tão cansado!". Comece com 30 minutos, deixe a brincadeira fluir. Aos poucos isso vai fazer parte da rotina e melhorar a saúde de toda a família.

As brincadeiras, especialmente desconectadas, são instrumentos tão importantes. Escolha objetos simples. O que podemos fazer com uma bola? Que tipo de movimentos e brincadeiras ela permite? Carrinhos, bonecas e bonecos, panelinhas, caixas, papel e caneta, jogos de tabuleiro. A vida é feita de coisas simples e são os pequenos gestos que nos fazem mais feliz.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Matroginástica

A matroginástica é uma atividade física realizada de maneira lúdica e prazerosa, envolvendo crianças e mamães (e porque não papais?) Enfim, envolve a família toda.

O engenheiro e professor alemão, Helmut W.Schulz leva o crédito desse conceito da década de 1970, por incentivar a prática de atividade física, acreditando que as brincadeiras e o contato físico com os pais favorecem e muito a saúde das crianças: Saúde física, psicológica e emocional. Criança que recebe atenção e afeto cresce mais confiante, saudável e certamente se desenvolve com mais liberdade.

Para nós, adultos, que vivemos sob uma rotina de vida absolutamente intensa, com trabalho exaustivo, deslocamentos demorados, pressão no trabalho ou estudo, estar em contato com a criança já proporciona um bem emocional imediato. Gastar energia com os pequenos pode ser o único momento de atividade física para alguns.

Claro que matricular-se na academia de natação ou praticar uma atividade dirigida pode ser mais fácil, mas também nem sempre é a realidade de muitos, então vale tudo!
Passada

Step Up

Abdominal

Flexão de Braço

Caminhada e corrida, com a criança no carrinho

Chutar Bola, pular corda, amarelinha.

Dançar e pular muito tanto músicas infantis quanto as músicas que o adulto gosta, proporcionando a interação nesse aspecto também,

O importante é manter-se em atividade, queimando calorias e aproveitando a brincadeira. O mais legal é que à medida em que o bebê cresce, a mãe se ajusta a sobrecarga, como o treinamento deve ser. Bebê no colo, no sling, no carrinho... são tantas as possibilidades, mesmo com eles pequeninos... olha o vídeo abaixo, no canal do Youtube tem mais, e se procurar, tem outros tantos!

O bebê cresceu, já dá para fazer uma boa ginástica com ele: correr, pular, brincar de amarelinha, pular corda, passar por baixo das pernas, alongamentos! Só deixar a imaginação ajudar. E se pintar dificuldade, recorra a internet porque tem muito blog com dicas legais.

Namorar Sempre também tem um canal no Youtube que, entre outras coisas, também tem alguns exercícios em parceria com Arthur.

No Instagram, vez ou outra consigo postar nossa bagunça, onde o papai também participa.



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Brinquedos Para Cada Idade

Nada mais singelo que
um menino e seu carrinho de madeira
Fundamental para o desenvolvimento de uma criança é a brincadeira, pois é durante a brincadeira que a criança se desenvolve, aprende sobre si mesmo, sobre o ambiente, sobre as pessoas que o cercam. Há quem diga que a brincadeira é o trabalho da criança. 

Com uma infinidade de brinquedos disponíveis, de diversas marcas e valores, muitas vezes é difícil escolher, ainda mais com os meios de comunicação e mídias tão agressivas, que acabam influenciando na escolha daqueles que já tem vontade própria. Sinceramente, os pais não deveriam se preocupar tanto com a quantidade de brinquedos, e não precisa também pagar tão caro. Muitas vezes, fazer o próprio brinquedo já é uma brincadeira, além de desenvolver diversas capacidades ligadas a coordenação motora.

Conhecendo as necessidades de cada idade, fica mais fácil decidir qual brinquedo comprar, e esse post também pode ajudar àqueles que querem comprar um presente mas não entendem nada de criança, por não conviver com elas (eu era assim...rs).

De 0 - 1 ano - Fase de grande desenvolvimento neural, a criança aprende que está viva e passa a perceber que tem tronco, braços, pernas, mãos e pés. A locomoção ainda é parcial, algumas passam a engatinhar por volta de 7 meses, os apressadinhos passam a dar os primeiros passos com 8 ou 9 meses. Os primeiros brinquedos devem ser sonoros e macios, coloridos e fáceis de manipular, incentivando assim a vontade de alcançá-los, tanto para o desenvolvimento da preensão manual, como mais ao fim da fase, incentivá-los a locomoção. Objetos de médio porte, agradáveis ao toque e com sonoridade moderada. É a fase do infinito joga-no-chão-e pega-de-novo. bonecos de pano, mordedores, livros de tecido, carrinhos ou bonecos de borracha que não soltem pedaços, chocalhos, móbiles, e mais ao fim da fase blocos de montar e encaixe. Que tal uma caixa surpresa com retalhos de tecidos de diversas texturas, bolas e brinquedos de diferentes tamanhos e cores, fotos da família.

1 - 3 anos - Que delícia! o bebê sai do colo e ganha o chão. Escala o berço, sobe na cadeira, se joga do sofá, corre pela casa!!! Ufa!!! A curiosidade está super aguçada mas a criança não tem maturidade para compreender o perigo. Brinquedos que incentivem a locomoção como empurrar e puxar, bolas. Brinquedos de encaixe, de montar, quebra cabeças simples, instrumentos musicais. Abrir e fechar ziper ou potes de rosquear, tanto grandes quanto pequenos, sempre sob supervisão pois ainda estão na fase oral (conhecem o mundo pela boca). do meio para o final da fase, começa um período ainda mais lúdico e do faz de conta. Fantasias mesmo que feitas de papel podem ser uma boa pedida para incentivar a imaginação. Tintas, giz, lápis já podem fazer parte das brincadeiras. A tal caixa surpresa pode conter caixas de diversos tamanhos para empilhar e encaixe, potes de rosquear de diversos tamanhos, potes para abrir e fechar, ziper, livros, bonecos ou recortes de revista para identificar partes do corpo, fotos da família.

3 - 5 anos - A criatividade e imaginação está a todo vapor, portanto a ideia das fantasias ainda está de pé e agora podem passar a encenar as histórias que ouvem. Desenhar, pintar, recortar, dobrar já vão entrando aos poucos para as crianças dessa idade. Argila, massinha de modelar, fantoches, máscaras, livros, revistas, instrumentos musicais. As crianças passam a imitar ainda mais os adultos, brincando de escola, casinha, médico, professor, polícia, bombeiro, heróis e princesas. Triciclos e bicicletas já agradam muito nessa fase.

5 - 7 anos - Já em fase de alfabetização, os jogos passam a entrar em cena, desenvolvendo assim o letramento e o conhecimento dos números. Damas, dominó, forca, memória, jogos com regras simples. Recortes, alinhavo, livros, bonecos, fantoches, carrinhos. A sociabilização está ainda mais evidente, então brinquedos que estimulem a troca e o comportamento em grupo. Bicicleta, skate e patins, sob orientação, já podem ser introduzidos ao final da fase.

7 - 12 anos - Ao final dessa fase, a criança já entra na adolescência. Os jogos ainda fazem sucesso, especialmente aqueles competitivos. A criança já domina bem o corpo e poderá andar de bicicleta, skate ou patins com mais segurança. As profissões ainda estão em alta, assim como tintas, costuras, recortes. Jogos ou brinquedos de montar e de raciocínio lógico. Jogos como tênis de mesa, basquete, botão, bolinha de gude, peão geralmente agradam.

O importante é incentivar a criança a brincar com brinquedos de verdade. Não que os eletrônicos não tenham seu valor, mas deixar o virtual de lado eleva a criatividade, estimula conexões cerebrais, tornando a criança bem melhor preparada para o mundo verdadeiro.