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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Crise? E agora?

Já não é de hoje que o Brasil vem caminhando mal das pernas, como se diz no jargão popular. A diferença é que agora o governo não esconde mais o que há alguns anos já sentimos no bolso.

De acordo com as mais recentes pesquisas, como essa da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), 57% dos brasileiros mudaram seu hábito de consumo ou planejamento financeiro por conta da crise e outros 21% pretendem fazer o mesmo, para driblar a crise.


Entre as principais mudanças: troca de moradia, alteração da escola dos filhos, consumo de um modo geral.

Não dá pra chorar o leite derramado, e não quero fazer desse post um muro de lamentações.

Alguns hábitos podem ajudar a controlar os gastos dentro de casa, e, apesar da crise, trazer uma grande lição para os tempos de bonança, que virão em breve, assim esperamos!

Neste post, já escrevi quais são os níveis de despesas e como fazer seu orçamento financeiro baseado na importância de cada coisa. 

Com essas informações em mãos, ou melhor, escritas em um papel, podemos fazer ajustes para enfrentar essa crise.

Procurar dias e horários com descontos em salão de cabeleireiros e estética em geral, ou até mesmo, sugerir um pacote de desconto, mediante pagamento antecipado, por exemplo, pode ser uma saída. Os estabelecimentos também não estão com tanta procura, portanto pode valer o ditado "mais vale um pássaro na mão que 2 voando" - Se você não tentar não vai conseguir, afinal, o não está garantido, vale a pena investir no SIM.

Assim como em supermercado e afins, procurar o dia de descontos, mas pesquisar mesmo, porque os estabelecimentos tem hábito de colocar um produto em desconto e manter outros em preço elevado, por conta da necessidade, já que estamos lá mesmo.... compramos pagando mais caro, e ao final das contas, gasta-se o mesmo.

Na era de tantas redes sociais e grupos nos aplicativos de mensagem para smartphones, vale o esforço em conjunto para garantia da economia: compartilhar essas informações nos grupos é de grande valia, assim como com vizinhos no condomínio.

Ainda neste aspecto, compras no chamado "Atacarejo" (atacado que vende também para o varejo) tem se mostrado novamente boa opção. Juntar-se em família ou amigos para realizar uma grande compra pode ser uma excelente saída quanto a economia dos itens e também do frete (combustível gasto).

No quesito taxas - O Banco Central determinou em 2010 (muita gente não sabe!!!) uma resolução sobre os pacotes de tarifas bancárias para todos os bancos. Existe a Conta Essencial onde não há cobrança de tarifas. Informe-se no seu banco e exija seu direito.

Quanto a escola, quem tem mais de um filho, negocie desconto. Uma opção também é usar o uniforme de um coleguinha que já está maior e os livros também devem servir.

Agora olhe para dentro de casa... você precisa realmente de tudo isso que está consumindo? Confesso que aqui em casa estamos a um fio para cortar a TV a cabo. Estamos estudando por conta dos combos TV+Telefone+Internet, porque sinceramente, a televisão há muito tempo não nos trás nada que acrescente, ou melhor, nada que seja imprescindível. Aqui temos consumido bastante conteúdo de Youtube ou programação Stream (Netflix), assistindo a hora que queremos, quando e o quanto queremos. Arthur tem a liberdade de assistir sua programação, escolhe sozinho pelo tablet sem o inconveniente de propagandas excessivas. É pra se pensar...

Finalizando, estou encantada ao ver as pessoas, em especial mulheres, empreendendo. Cosméticos, alimentos e bebidas, comércio eletrônico. A internet abriu portas e diminuiu os custos de propaganda, proporcionando a oportunidade de pequenos empreendedores investirem em uma renda extra. 

Neste sentido, pense naquilo que você ama. Aquilo que te faz feliz. A renda extra pode ser aquilo que você sempre sonhou mas não teve oportunidade por conta de precisar do dinheiro. Pense nisso, quem sabe seja a crise te abrindo portas para um novo momento, que pode ser prazeroso, apesar de muito trabalho trazendo benefício.

Caso seu problema ainda seja dívida, procure acertar esse assunto primeiro, aqui neste post pode ser um bom começo.

Faça da crise uma oportunidade!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Terrible Two - Crise dos 2 anos

Eu não gosto de rotular meu filho. Não que Arthur seja diferente dos outros, claro que para mim ele é especial, mas realmente não gosto de rótulos!


Você que é mulher, não odeia quando, por qualquer irritação, alguém já relaciona a TMP, mesmo quando você está longe de seu ciclo? Ou em qualquer dor de estômago, já vem alguém e comenta: Ah! Tá gravida! Arrr...... Por isso não gosto de rótulos com as crianças! qualquer coisa é o dente, é a fase, é dor, é etc.... e de alguma maneira deixamos de observar a criança e passamos a observar o problema, ou a crise, ou a situação.

De qualquer maneira, não há como ignorar que as crianças passam por fases de desenvolvimento e mudam seu comportamento. Isso tem acontecido de maneira muito radical aqui em casa. Meu doce e amável menino, em uma semana, se transformou em um birrento e gritão! Tudo pra já e agora! E com gritos, choros e ranger de dentes. Ah! Aqueles que gostam de rotular também podem achar que é o "inferno astral" pois tem ocorrido próximo ao seu 2° aniversário (brincadeirinha!)

Por volta dos dois anos, as crianças passam a se perceber como indivíduos, que tem vontades e podem tomar decisões. Que ótimo, é sinal de amadurecimento, mas como na adolescência (sim, isso vai acontecer novamente), o mais fácil é agredir aos que estão ao seu redor (pais, avós, cuidadores) para conseguirem o que querem. Querem fazer prevalecer sua própria vontade, e como não tem argumentos, pois são imaturos, partem pra força bruta. 

Por conta dessa imaturidade neurológica, enfrentam até uma guerra interior com seus próprios sentimentos, ou seja, nem sabem o que querem.

Aqui em casa, o destino foi generoso e uniu duas pessoas que não gostam de briga. Ao longo de 10 anos, eu e Elliot brigamos 4 vezes, e nos acertamos no mesmo dia. Nunca bati e não pretendo agredir fisicamente meu filho. Respeito a todos, mas não é esse o tipo de educação que pretendemos usar com Arthur pois não acreditamos nela. Somos do diálogo e do debate, da criação com apego. Tenho vontade de "sair na mão" com alguns conhecidos e desconhecidos por aborrecimentos e falta de respeito, na rua. Me controlo, pois senão seria taxada de louca! Certamente voltaria com belos hematomas, além de ser uma cena patética (rs), porque com aquele que eu mais amo, parte de mim, preciso usar de violência? Penso que a violência entra onde a razão sai.... ponto de vista!

Como temos lidado com essa fase?

Muita Conversa!
Muita Paciência!
Contar até Mil - Duas Vezes!
Quando possível, saio de cena, deixo-o sozinho por algum momento para que eu possa esfriar minha cabeça, afinal também fico irritada!
Aproveito a oportunidade e, assim que as coisas se acalmam, ensino o comportamento correto.

Claro que não está resolvendo em um primeiro momento. Arthur tem batido no pai (algumas vezes) e em mim (poucas vezes). Dias atrás chorou cerca de 40 minutos porque não queria escovar os dentes (tive que fazê-lo a força). Está urgente, meio mal humorado com as pessoas. Para terem noção, não quis nem abrir os presentes do aniversário!!! Fui abrindo aos poucos, ele se alegrava e brincava com cada um.

Digo muitas vezes que o amo. Abraço muito, mesmo quando ele esperneia parecendo um peixe fora d'agua. Não quer comer (olha a vantagem de ter uma dieta saudável, não quer comida? Come fruta, cenoura baby, frutas secas, biscoito de arroz, suco natural, nem ligo!) usa o peito de chupeta, se irrita... Fora de casa, brincando, ele tem se comportado melhor, gastado energia, e os confrontos tem diminuído. Entre todo esse episódio de 3° guerra mundial, claro que ele, do nada, me chama, diz que me ama, me abraça, me beija muito, faz palhaçada, e eu morro de amores...

Quanto a nós, cansados pais, nos restam os lamentos, e aguardar que a fase passe. Não há muito o que fazer. Eu consolo meu marido, ele me consola, nos poucos momentos que temos de sossego. Compartilho meus dramas com algumas amigas, que estão passando ou já passaram por essa situação, meu marido se lamenta com seus amigos, e assim a vida caminha, na certeza de que a maternidade é igual a um jogo de vídeo game, cada fase mais difícil, e com uma recompensa mais gostosa.