quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ilha de Páscoa - Rapa Nui

Partimos de São Paulo, com longa escala em Santiago. Chegamos à noite, após um longo e confortável voo (Lan) pelo Pacífico.

O Aeroporto Mataveri mais parece uma rodoviária, pequeno e simpático. Somos recepcionados pelo hostel Kona Tau e ganhamos nossos primeiros colares de flores, o que é bem típico do povo polinésio, e no meio daquela escuridão, pq quase não há luz pelas ruas, somos levados por uma van a nossa hospedagem, em Hanga Roa. Não há muita opção de hospedagem ou alimentação, a ilha é isolada de tudo e todos, o verdadeiro umbigo do mundo, distante cerca de 3700km da costa do Chile, a quem pertence, e 4000 km da Polinésia Francesa.

A ilha tem um formato triangular e em cada extremidade desse triângulo encontramos vulcões inativos que a originaram.

Então, no primeiro dia, iniciamos nossa empreitada pela ilha e percorremos a pé o caminho pelos sítios arqueológicos e o "sendero" até o vulcão Rano Kau que nos impressionou bastante por sua grandeza e imponência, na verdade, por ser o primeiro vulcão que vimos pessoalmente a sensação foi bastante inusitada. Caminhamos o dia inteiro e chegamos ao vulcão no final do dia. Não havíamos levado lanterna, então tivemos que correr para que a escuridão da noite não nos alcançace.


À noite passamos tomando cerveja com nossos amigos do hostel e conversando até que o casaço vencesse.

No dia seguinte alugamos uma scooter pois a ilha é grande e com muitos pontos de interesse, percorremos toda a extensão da ilha visitando diversos sítios arqueológicos e a região que é conhecida como fábrica de Moais, que são imensos pedaços de rocha esculpida em formato de torso masculino, com orelhas enormes, e estar ali nos remete ao questionamento imediato de como e para quê aquelas estátuas , 887 espalhadas pela ilha, foram construídas e transportadas? Algumas chegam a ter chapéus (pukaos) de material diferente!!! Isso é assunto há anos para pesquisadores e arqueólogos.

Apesar de ilha, Rapa Nui apresenta apenas duas praias: Anakena e Ovahe. Não sei em outra época, mas em julho as águas eram geladas e ventava bastante a ponto de nos balançar a bordo da motoquinha, o que me impediu de colocar outra parte do corpo além de meus pés na água, meu marido teve coragem de dar um mergulho que descreveu como renovador!!!

Anakena

Ovahe








Anakena
No dia seguinte visitamos Orongo, uma vila cerimonial e preservada à beira do Rano Kau, que concentra um espaço cerimonial e estrutura ovais que são consideradas como abrigos. É em Orongo que ocorria o ritual do Tangata Manu (homem pássaro). No mês de setembro as andorinhas-do-mar depositavam seus ovos em Motu Mui, uma ilhotinha a frente de Orongo, em seu ponto mais alto.

Um representante de cada clã deveria ser escolhido através de uma profecia ou sonho para, partindo de Orongo, nadar até a ilhota, escalar o penhasco e retornar trazendo um ovo intácto. Além de receber o título de homem pássaro, governaria a ilha pelo período de um ano. A competição era exclusivamente para homens e aconteceu até o início do século XIX. Estar naquele lugar traz ainda mais mistério e nostalgia.


Não tivemos a oportunidade de ver o nascer do sol em Tongariki mas quem tiver a coragem de acordar bem cedo e embarcar na scooter antes das 5 am, presenciará um espetáculo belíssimo.





Finalizando esse breve relato a respeito dessa ilha maravilhosa, não posso deixar de citar algumas informações turísticas:
- A única agência bancária funciona até 13h.
- Existe um mercado municipal e uma feira de artesanato.
- Ainda sinto saudade das deliosas empanadas de atum (fresco) do quioske Kite Mate.
- Ao lado das agências de mergulho exite uma sorveteria imperdível.
- Não há vida noturna.
- Apesar do Peso estar bem acessível com relação ao Real, tudo é extremamente caro pois chega de barco ou via Lan.
- Não esquecer de levar água, protetor solar e lanchinhos.

A Lan Chile, empresa que faz voos para a Polinésia Francesa a partir do Brasil, oferece a cortesia de stop over: conforme planejamento poderá desembarcar na ilha e após 3 ou 4 dias desbravando seus mistérios, retornar ao próximo voo, sem custo algum e prosseguir em viagem. Os voos acontecem às quartas e domingos e esse intervalo é suficiente para aproveitar a ilha e ao final do período já estar com aquela vontade de partir para a próxima parada - Papeete.

Foi nesse sentimento que embarcamos para mais um longo trecho de nossa viagem dos sonhos.



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Imagina?!?!?

A idéia surgiu meio despretensiosa, como toda a idéia...
O ano era 2006 e engraçado que o primeiro semestre trazia naquele calendário a foto de um vaso de flores, mas no segundo semestre a imagem era de hipnotizar: uma cabana solitária sobre um azul turquesa de filme! E a nossa mente foi pra lá direto: imagina a gente ali, naquele deck, pernas pro ar, em pura contemplação... Esse lugar não existe!
Despretensiosamente também, o Elliot comprou um dvd da Discovery que trazia um documentário sobre ilhas exóticas, e a primeira reportagem era um casamento típico polinésio, naqueles bangalôs, naquele azul turquesa... Imagina!
Pesquisando, aquilo era um pouco fora da realidade de um Bombeiro e uma Professora, ambos funcionários públicos, mas aquele era o casamento dos meus sonhos, pé na areia, o casal, a natureza por testemunha. Ainda mais depois de noivar em Noronha.
Quando colocamos no papel, descobrimos que não daria para ser diferente: se era pra casar que fosse em Bora Bora!

Planejamos nossas finanças e nos demos 2 anos de prazo, se tudo corresse bem, daria para acontecer! E deu!

Ressalto mais uma vez a importância de um bom planejamento financeiro, como já postei anteriormente, tudo é possível quando há um orçamento definido, tudo tem seu espaço e hora oportuna. Se precisássemos esperar um pouco mais, assim seria, mas a determinação venceu e cumprimos nosso prazo, em julho de 2008 embarcamos para o momento auge de nossas vidas.
Tudo o que se lê e se pesquisa sobre Polinésia sempre nos remete a paisagens de tirar o fôlego, um lugar é mais lindo que o outro, e não importa as ilhas que conhecer, tudo vai sempre deixar um gostinho de quero mais, acredito não existir roteiro que deixe a desejar, cada ilha tem sua particularidade e serve para um tipo de público, um momento da vida, um bolso.

Pesquisando bastante decidimos conhecer a Polinésia a partir de sua "prima" latina Ilha de Páscoa, já que o caminho mais próximo, saindo do Brasil, é via Chile com escala nessa ilha de mistérios.




Já na Polinésia Francesa decidimos conhecer Moorea, Bora Bora e Rangiroa.

A Polinésia Francesa é um território ultramarino dependente da França, composta de vários arquipélagos de origem vulcânica ou coralina, localizada na Oceania, no Pacífico Sul. Sua maior ilha (e principal capital) é o Tahiti.



Sempre viajamos por conta própria. Nos hospedamos em hotel, hostel, resort, conforme o planejamento da viagem e o que o local nos oferece. Dessa vez não poderíamos errar, decidimos então contratar uma agência para resolver tudo para nós, afinal era nosso casamento! Após bastante pesquisa, fechamos com a http://www.kangarootours.com.br/ que montou o pacote conforme nossas escolhas. Recomendo bastante.

A partir de agora irei detalhar nossa viagem dos sonhos e convido o leitor a viajar comigo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Los Roques

Comemoramos o aniversário do nosso segundo casamento. Isso mesmo! Casei duas vezes com o mesmo marido! O primeiro casamento, em 2008, foi bastante planejado e aguardado, foi uma verdadeira vitória pessoal e será assunto de um próximo post. Em 2009 casamos novamente por puro interesse (rs) pois casando nas leis brasileiras teríamos o benefício da licença gala, e com ela fizemos uma viagem perfeita para um paraíso pouco conhecido no Caribe - Los Roques.

Descobrimos esse pequeno pedaço de paraíso através de uma reportagem do Ricardo Freire e passamos a pesquisar bastante sobre esse lugar. É um roteiro um tanto diferente. Claro que é possível fazê-lo através de agências de viagem, mas o mais indicado ($$) é aproveitar a diferença cambial e ir na cara e coragem, principalmente quem tiver milhas acumuladas, como era nosso caso.

Chegamos por volta de 4:00am no Aeroporto Internacional Simón Bolivar, em Maiquetia, e depois da sempre demorada passagem pela alfândega, passamos a procurar por passagem aérea para Los Roques, no aeroporto nacional. Nos fóruns em que pesquisamos, sempre disseram que era super fácil conseguir passagem, sendo fora de temporada, e que não havia necessidade de reservas. Chegamos então nos guichês das cias aéreas (ChapiAir, Raimbow, LTA) e nada! Não havia nenhuma passagem disponível! Saímos do aeroporto, e seguimos na calçada pela esquerda, cerca de 200m, chegamos ao saguão do aeroporto auxiliar, bem mais simples, parece até uma rodoviária, ainda estava tudo fechado. Por volta de 7h chegou um rapaz com a camiseta da Sundance e um laptop e começou o check in. Tentamos comprar com ele mas também estava tudo vendido, teríamos que aguardar um (na verdade 2) no show. E quase que por um milagre foi o que aconteceu. Embarcamos na pequena aeronave (7 passageiros) em um voo de cerca de 45 minutos, que quando se aproxima do arquipélago, já nos oferece uma vista maravilhosa de um mar azul turquesa e as formações de corais que tanto nos impressionaram ao conhecê-las de perto.

Após pagar as taxas de preservação da ilha, de mochilão nas costas, passamos a percorrer Gran Roque a procura das pousadas, que previamente já havíamos pesquisado, em busca do melhor custo X benefício. Fechamos com a Juanfel.
Logo, vestimos nossos trajes de banho, levamos nossa caixa térmica abastecida  (gelo, lanche, suco, cerveja, água) e fomos ao cais para começar aproveitar daquele sol maravilhoso. Já era mais de 11h e os passeios já haviam saído. Pegamos uma lancha e fomos para Franciski que fica cerca de 5 minutos, conta com um restaurante e uma piscina natural com um snorkel maravilhoso.
Curtimos o dia deslumbrados com o pouco que Los Roques já havia nos proporcionado. Retornamos a Gran Roque por volta de 17h como todos os passeios assistimos a um espetáculo de por do sol. Conhecemos pessoalmente um casal querido com quem já havíamos trocado algumas informações via internet - Didi e Vinícius -  passamos toda nossa temporada com eles e formamos uma boa amizade.

No 2º dia, Já abastecidos da saborosa "Solera verde" e das "chicas da Polar pilsen" e na companhia dos nossos agora amigos Didi e Vinícius, conhecemos: BOCA DEL BOBO - lindíssimo - onde avistamos as aves que lhe dão o nome e estrelas do mar; BOCA DO SEBASTOPOL - mais um maravilhoso snorkeling; BOCA DEL MEDIO - já em mar mais aberto, tb surpreendente snorkeling e terminamos o dia em CAYO FABIAN, um pedacinho de areia para poucos privilegiados. Nesta noite, após outro espetáculo do por do sol, jantamos com outros amigos brasileiros (Fabiana e André) na pousada Aquarela, uma deliciosa e onerosa lagosta, acompanhada de vinho branco.

No 3º dia conhecemos NORONKI onde seria possível nadar com tartarugas, mas já estava um pouco tarde e havia muitos turistas o que deve ter espantado os animais, de qualquer forma é uma praia maravilhosa com um ótimo snorkel. CRASKI - essa foi a praia mais bonita até então. Ficamos surpresos com a cor da água daquele lugar que contrasta com uma fina e branca areia. Tem snorkel também e um monte de conchas gigantes. Essa noite jantamos uma maravilhosa lagosta no bar da Ana e Alberto, que fica na área dos "locais"


O 4º dia - Esse dia foi deslumbrante - foi o dia de CAYO DE ÁGUA que é o lugar mais imperdível em nossa opinião, o mar tem várias cores de azul, mesmo no mais profundo, é de um turquesa maravilhoso!!!
A tarde fomos para CARENERO e ESPENKI, mas Cayo de Água ofuscou um pouco da beleza desses dois lugares.







No 5º dia fomos direto a BOCA DE COTE, um dos melhores snokelings da ilha. Passamos por RABUSKI onde tb se avista desde o barco lindas estrelas do mar. Passamos tb pelo palafito, uma casa construída em meio a água e é considerado um patrimônio de LR. E finalizamos novamente em CRASKI (que "chato" repetir essa ilha).



6º dia - Esse foi o dia "prime": só nós dois em uma ilhotinha perfeita chamada PELONA DE RABUSKI, com piscina natural e snorkeling. Foi ótimo passar um dia com uma ilha só para nós, todos passavam de lancha e se admiravam de ver aquele guarda-sol solitário!!!


Chegou o dia de partirmos desse sonho azul, ficamos por perto em MANDRISKI, a mais próxima de Gran Roque porém não menos bonita. Aproveitamos para ir a CAYO PIRATA onde se tem as criações de lagosta. Saímos por volta de 15:30h da ilha, correndo para chegarmos ao check-in as 16h, pois nosso voo partiria as 17h.

     

Foi uma viagem maravilhosa, um lugar surpreendente, que com certeza voltaremos, e o mais importante, uma nova oportunidade de aproveitarmos juntos momentos inesquecíveis que só contribuem para nosso fortalecimento como casal.

domingo, 17 de outubro de 2010

San Andrés

Recentemente voltamos de mais uma viagem maravilhosa, foi a San Andrés, uma ilha que pertence a Colômbia mas que fica a cerca de 400km do Panamá. Um paraíso caribenho.

Essa viagem quase que não saiu. Estava planejada para julho, mas com essa do Elliot descobrir a hernia nos fez mudar de planos algumas vezes e quase desistir, mas de última hora, foi melhor que a encomenda.

Utilizamos nossas milhas e compramos o pacote direto no http://www.decameron.com/, já que não há voo direto daqui para lá.

Os que nos conhecem sabem do nosso espírito aventureiro, mas essa viagem foi especial. O Elliot fez a cirurgia e embarcamos em menos de um mês, um pouco arriscado mas a ansiedade e necessidade de relaxar frente a um mar azul foi maior.

Partimos pra nossa empreitada e correu tudo bem com o meu paciente preferido, havia uma preocupação velada entre nós durante todo o percurso mas quando chegamos lá, respiramos aliviados pois não havia nenhuma dor na cicatriz.

Após o check in, almoçamos muito bem e fomos pra piscina relaxar um pouco, tomando uma pina colada, que foi o primeiro dos muitos drinks que tomaríamos ali.

Optamos pelo sistema all inclusive, o que na referida rede hoteleira foi uma ótima surpresa, já que em todos os 5 hoteis espalhados pela ilha + o clube de praia Rocky Cay podíamos desfrutar do open bar e snack bar, piscina, almoço e jantar (estes reservados com antecedência).

No primeiro dia, após um café da manhã maravilhoso, seguimos a pé pela orla rumo norte, até o Decameron Mary Land onde desfrutamos da piscina, e bebericamos à beira mar. No trajeto de ida ou de volta, fizemos um pit stop no Decameron Los Delfines para reabastecer nossos copos.


No dia seguinte alugamos um carrinho de golfe, o que foi divertidíssimo!!! Partimos rumo sul e nossa primeira parada foi no Decameron Marazul, onde desfrutamos da praia, piscina e bar (com certeza!). Após um tempo por ali, nossa próxima parada foi em Rocky Cay, uma praia com uma ilhota em frente onde pode-se chegar a pé.





Continuamos nossa empreitada de dar a volta na ilha, parando um pouquinho para ver as belezas de San Andrés e rindo bastante, pois apesar de super fácil, dirigir o carrinho de golfe foi uma experiência quase infantil pra mim, é sem dúvida um programa a ser realizado nesta ilha pois passando devagarinho dá pra sentir um pouco do ritmo do lugar.




No sábado, choveu o dia todinho! E aí pudemos dar mais valor ainda para esse all inclusive, com aquele clima que não se espera no Caribe, foi um dia de comilança, passeio pelo centrinho e dormimos muito.


Domingo fomos ao Aquario, um lugar de águas cristalinas no meio do mar onde tem uma estrutura para os visitantes pararem e o mais gostoso pra nós que é o contato com os animais marinhos, alimentar as Mantarraias - dóceis e curiosas, vem em grande quantidade ao nosso redor, sem o medo de encostar na gente. Pra nós o passeio mais imperdível de todos.




Finalizando nossa estadia em San Andrés, na segunda feira só poderíamos aproveitar pouco tempo, acordamos cedinho, fomos à praia nos despedir e voltamos para a piscina onde já sentíamos o gostinho da nostalgia de ter passado tão rápida nossa estadia.




Esssa viagem se mostrou para nós um bom momento de descanso e contemplação. Teríamos que ficar mais contidos e esse lugar nos proporcionou isso. Em suma, aprendemos que San Andrés é um destino para muitos gostos e todas as idades.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Planejar Sempre

Resolvi nomear esse blog como "namorar sempre" não por ser uma romântica incorrigível (nem sou tanto) mas acredito que na vida temos que fazer tudo com paixão:  paixão pelo parceiro, pela família, pelos amigos, pelo trabalho (porquê não???), principalmente por si mesmo, enfim, pela vida.

Algo que demora algum tempo para se conseguir maturidade, e não importa quanto ou de quem ouvimos conselhos é a respeito de finanças, pra mim ainda é herança dos tempos em que não se tinha controle algum sobre dinheiro por conta da inflação absurda e se for assim, o Brasil ainda é adolescente em matéria de estabilidade financeira (o Plano Real é de 1994!!!).

De qualquer forma, mesmo nos tempos dessa loucura desenfreada em que havia investimentos como o overnight e aluguel de linha telefônica, muitos construiram patrimônio, criaram famílias, progrediram, sobreviveram, porque hoje um dos principais problemas dos brasileiros é o dinheiro, ou a falta dele?

Na verdade ainda é um tabu e tanto falar sobre finanças. É bastante comum casais verem seus sonhos ruirem, famílias se desestruturarem, pessoas entrarem em depressão por conta de falta de educação financeira.

Uma das coisas que nos ajudou muito a conseguir tudo o que temos até agora foi a busca por uma vida financeira equilibrada. Começamos pelo início, como se deve ser: No mês em que decidimos encarar nossas finanças e dar nomes aos gastos, anotamos tudo, absolutamente tudo na agenda, no final do mês somamos todos os gastos ordenadamente, para saber exatamente onde o dinheiro estava sendo gasto, e como quase todo mundo - quanto desperdício!!!!

Paramos então para anotar nossas despesas obedecendo uma certa ordem:
1) Gastos essenciais - aqueles que não dava pra mexer como alimentação, moradia, transporte.
2) Gastos importantes - TV, telefone, cuidados pessoais, educação
3) Gastos eventuais (mas não menos importantes) - Lazer, compras, taxas
4) Investimentos

Cada item tem sua necessidade e deve ter espaço no orçamento, mas esse espaço tem que ter o tamanho ideal para que tudo caiba certinho, ou seja, deve-se gastar menos do que se ganha. Falar é fácil o difícíl é fazer né?!?!? Não é bem assim, se você pode ver onde exatamente esta indo o seu suado dinheirinho, fica muito mais fácil dar um bom destino a ele.

Colocamos tudo em uma planilha no excel, adequada a nossa realidade. Existem gastos que são fixos, mas outros flutuantes. Se em um mês gasta-se mais com cuidados pessoais, deve-se economizar no telefone, por exemplo. Se economizei, não custa nada me dar um presentinho!

Acima de tudo, não se deve deixar de lado o investimento, tem que ser como remédio, é a primeira coisa a sair da conta corrente pra não cair na tentação! Mesmo que não se tenha em mente ainda aquele carro novo, ou aquela viagem à Europa, não podemos esquecer da aposentadoria, que já já chega e devemos estar preparados para ela inclusive com dinheiro em caixa.

Estarei abordando em outras ocasiões o tema "finanças", mas por enquanto deixo aqui apenas uma reflexão: Como anda sua vida financeira?

Aos que lerem esse post vai a dica por enquanto: pesquisem, informem-se. Enquanto vc está aí distraído, tem gente ganhando aquele dinheiro que poderia estar na tua carteira!!!

Se alguém precisar da ajuda da minha planilha, identifique-se, pode solicitar via
e-mail thellpereira@yahoo.com.br


Bj e até!!!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fernando de Noronha - Noivado

Nosso aniversário de casamento é dia 18/07. Como já disse anteriormente, coisas foram suprimidas esse ano por conta da ex-parceira do meu marido (hernia de disco), não tinha clima para comemorarmos a três... (rs). Agora que ela se foi, nos demos esse presente: Plena terça feira chuvosa, quem tem esse privilégio?

Fomos a um excelente bar em Santo André, o Bar Figueiras, pedimos um "Filet Mignon ao 4 queijos no rechaut" e alguns chopps Brahma Black. Simplesmente maravilhoso. O filet estava no ponto, macio e a "cobertura" (pq aquilo não era um molho) perfeita, sendo fácil distinguir os queijos ali servidos, com uma textura ótima, sem ser gorduroso ou enjoativo. O chopps cremoso, pedido perfeito. Nota 10!

O começo do nosso relacionamento foi um tanto quanto conturbado, mas isso não nos impediu de iniciarmos uma jornada de viagens uma melhor que a outra. Cada destino com sua particularidade, lugares que aproveitamos tudo o que esteve ao nosso alcance.

Uma das mais marcantes, sem dúvida, foi à Fernando de Noronha. Naquele momento parecia ousadia, mas decidimos arriscar. Fechamos um pacote a partir de Recife pois no retorno, o Elliot continuaria sozinho mais um trecho pelo nordeste.

Fomos em setembro de 2006. Chegar naquela ilha, sonho de muitos brasileiros foi algo sublime. Ficamos hospedados na Pousada Fortaleza.


No primeiro dia fomos pra lá do porto depois descemos até a Praia do Cachorro e fomos caminhando, a pé mesmo, curtindo todas elas: Meio, Conceição, Boldró, Cacimba do Padre, aproveitando o sol, por vezes parando para dar um mergulho em meio a inúmeros peixes e até golfinhos, aproveitando a paisagem. O final da tarde era no imperdível Boldró para assistir ao por do sol ao lado das curiosas mubuias, o que foi uma constante em nossa estadia em Noronha.




 
No dia seguinte visitamos a Baia dos Porcos, que lugar maravilhoso!!! A vista de pertinho e por vários ângulos do Morro Dois Irmãos é algo que não se dá pra descrever!!! Por um caminho entre as rochas, chega-se à Praia do Sancho, que foi considerada por vezes a mais linda do Brasil, e onde os Golfinhos Rotadores, típicos da região, fazem uma verdadeira apresentação de balet.








Mergulhar naquele paraíso chega a ser clichê: inúmeros peixes, corais, arraias e tartarugas, em um mar de visibilidade até 20m, parecia mesmo um aquário. A tarde, curtimos ali no porto mesmo, onde tem um naufrágio bem raso (que medo!), o qual alguns disseram que o capitão do navio ficou tão maravilhado ao chegar em Noronha, que resolveu afundá-lo ali mesmo para não ter que sair de lá!

O lado do mar de fora contempla as praias do Leão e do Sueste, e também o Atalaia, o qual não tivemos oportunidade de conhecer por uma questão de logística: neste lugar tem que haver uma programação para os bugues, conforme a tábua de marés, e as "vagas" são limitadas. Sueste nos surpreendeu com sua quantidade imensa de vida marinha.
Noronha pra mim foi daqueles lugares que nos dá vontade de voltar, os dias passam lentos, como deveria ser, as pessoas levam uma vida simples, tudo é limpo e organizado, as pessoas tem emprego, não há trânsito. Aquela taxa que pagamos para entrarmos na ilha é uma das poucas taxas (nem lembro de outra) onde percebemos o dinheiro sendo bem aplicado.

Resolvi contar essa viagem neste momento, no dia em que saímos para comemorar atrasado nosso aniversário de casamento para contar uma outra situação importante que aconteceu em setembro de 2006, nessa viagem - Em meio a toda essa natureza, o Elliot me pediu em casamento, isso mesmo CASAMENTO, sem alianças nos dedos, talvez até mesmo empolgado por toda aquela beleza, meio sem pensar. E eu, na mesma empolgação aceitei, não tinha como ser diferente, ali era o cenário perfeito, e eu senti uma paz, a certeza que aquilo tinha tudo para dar certo, pois como aprendi bem depois em uma frase de Gandhi "A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos sua ganância".

Se o noivado foi num cenário desses, mal sabíamos o que o destino nos preparava para o casamento...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cumplicidade

Este ano tem sido um tanto inusitado para mim e meu marido. Um dos motivos é que ele em maio descobriu da pior maneira possível que estava com hérnia de disco (L5 S1)  foram quatro meses de tortura com noites mal dormidas, dores intensas dioturnamente, fisioterapias, remédios... até que em 13/09 ele realizou uma cirurgia de bastante sucesso, desde então não sente mais dores e aos poucos está retomando suas atividades diárias.

Não é fácil para qualquer casal enfrentar problemas de saúde, quem está doente por vezes fica irritado, todos estão preocupados, dormindo mal, parece um pesadelo que não acaba, por isso, mais uma vez tenho que salientar a importância da cumplicidade, pois se isso não acontecesse em nosso relacionamento talvez tivessemos superado a hérnia com cicatrizes na coluna vertebral e no casamento! O que felizmente não aconteceu, saimos dessa situação ainda mais fortalecidos e unidos, sabendo que aquelas frases ditas no casamento (não no meu...) "na alegria, na tristeza, na saúde, na doença, etc" são pra valer entre nós.

Desde sempre temos nutrido nosso relacionamento com bastante diálogo, parceria, alegria, e amor: nos permitimos de vez em quando, tomar um café da manhã ou um café da tarde em um lugar bem aconchegante, saimos para jantar comemorando pequenas vitórias, compartilhamos momentos gastronômicos preparando nossos jantares juntos, tomando um bom vinho, ouvindo boa música, dançando coladinho... não é preciso muito para ser feliz, basta dar a devida importância aos bons momentos e ter um ponto de equilíbrio para segurar a barra nos maus momentos, pois eles passam e o que deve permanecer é o sentimento de como a vida pode ser vivida de maneira leve e descontraída.

Essa é a minha receitinha para manter um relacionamento feliz, e é o que eu desejo a todos aqueles que
visitarem este espaço.

sábado, 18 de setembro de 2010

Começo!

Resolvi começar escrevendo sobre coisas e momentos que já vivi, mesmo que já tenha feito um tempo, mas que sem dúvida foram coisas importantes e marcantes para mim. Essa história de escrever não é nova, estava amadurecendo... então alguns tópicos serão "retroativos".

A coisa que mais me motiva na vida sem dúvida é viajar, sempre estou pesquisando sobre lugares e culturas, planejando a próxima viagem, isso me dá combustível para aguentar as pressões do trabalho, trânsito, e demais dissabores na vida. Minha sorte é ter encontrado um companheiro que só acrescenta neste quesito, que é realmente minha alma gêmea, para isso e muito mais - Elliot é meu marido, parceiro, melhor amigo - e vai aparecer sem dúvida em muitos posts.

É interessante parar de vez em quando, olhar para trás e ver pelo que passamos, o quanto evoluímos, e do que somos capazes.

Neste percurso, tantas coisas interessantes acontecem, pessoas passam pelas nossas vidas, e o mais importante é tirar um bom proveito de tudo.

Por aqui então vou registrando esses momentos, vamos ver no que vai dar!