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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Punta Cana - Férias em Família

Esse mês de outubro de 2014 foi bastante especial. Nosso pequeno Arthur fez sua primeira viagem internacional, e espero que seja o primeiro de muitos carimbos em seu passaporte. Não penso que viajar para fora do país seja uma questão de ostentação, que é palavra e atitude da moda, mas seja um enriquecimento cultural sem tamanho. Além disso conseguimos viajar com minha mãe e irmã, grande privilégio viajar em família. 

Minha mãe tem 77 anos e já com alguma mobilidade comprometida, além dos medos que vão nos acometendo conforme a idade. Arthur pequeno, aprendendo a se expressar e em sua primeira viagem longa. Muita responsabilidade para mim e Elliot. Pesquisamos um caminho mais fácil, afinal, nosso objetivo era descanso. Nessa pesquisa, nos deparamos com a linda, quente e de braços sempre abertos, Punta Cana, na República Dominicana.

Punta Cana é um local que está cada vez mais preparado para o turismo. Conta com aeroporto internacional (apesar de bem quente e ventilado apenas por grandes ventiladores, o tantos resorts encontramos o nosso ideal, que apresentou um custo benefício que jamais imaginariamos o impede o calor caribenho) e mais de 60 resorts para receber hóspedes de todos os gostos de bolsos, do mundo inteiro. Uma indústria turística certamente muito bem embasada pois gera empregos direitos, em seus hoteis, e indiretos, com os produtos e serviços para o abastecimento desses hotéis, como transfer, alimentação, vestuário, serviços de esportes náuticos, dentre tantas coisas que os turistas buscam em suas estadias perfeitas).

Dentre tantos resorts, o que saltou aos nossos olhos foi o Barceló Bavaro Palace DeLuxe. Nossa estadia provou ser esta uma decisão acertada. Achamos uma oferta pela Decolar,com e conseguimos o incrível valor de US$ 745,00 por pessoa. O trecho aereo fizemos no programa Smiles , milhas+money, pelo custo de US$ 479,00 , e o transfer aeroporto/hotel/aeroporto pela empresa Best Day, ao custo de US$ 89,00 para o grupo.

A viagem durou o dia todo. Arthur se comportou lindamente, acordou ansioso e participou de tudo, levando sua bagagem, e explorando a área de check in. Na decolagem foi uma delícia participar de sua alegria ao perceber-se dentro da imensa aeronave, acelerando forte e ganhando o céu. Depois, dormiu maravilhosas 3 horas!!! De um voo com 8 horas de duração, foi muito bom. O restante do tempo pintamos com giz, desenhos impressos que levei, jogamos no tablet, cantamos entre outras distrações.

Chegamos cansados ao resort, já era tarde. Somos recebidos com um super gelado drink de boas vindas e logo perdemos a bagagem para os carregadores. Após um breve check in, somos encaminhados ao nosso apartamento, que nos surpreendeu por seu tamanho e equipamento. Rapidamente fomos ao restaurante buffet pois logo terminaria de atender (23h).

O apartamento é enorme: O quarto do casal tem uma cama king, armário equipado com tábua e ferro de passar, sofá, tv, uma grande varanda com jacuzzi. O outro quarto tem 2 camas de casa, guarda roupa, tv e sua própria varanda. O apartamento conta ainda com um cofre, minibar abastecido diariamente, e banheiro. Um sonho de conforto.

Os dias que seguiram foram de puro descanso e lazer. Sem ter que fazer cama, comida, não ter que lavar louça, ou se preocupar com mais nada. Tudo de muito boa qualidade, à disposição quase que 24 horas.

Com 2 restaurantes buffet que atendem o café da manhã e almoço, com refeições para todos os hóspedes literalmente cansarem de comer. Diversidade que atende aos padrões americano e europeu. Muita comida. A noite, poderíamos escolher jantar nos buffet ou reservar com antecedência um a la carte maravilhoso: mexicano, steak, frutos do mar, japonês, espanhol, francês que surpreendeu tamanho sabor e atendimento.

Por falar em atendimento, o staff sempre sorridente e prestativo, nos restaurantes cada grupo de mesas era atendido por uma equipe de 3 garçons, portanto, seu prato vazio, rapidamente era retirado da sua frente. A bebida chegava a jato. Quando precisamos do serviço de relações públicas, prontamente fomos atendidos.

As piscinas deliciosas e imensas, contavam com bar molhado e espreguiçadeiras molhadas. Duchas massageadoras, um descanso delicioso. Em determinados locais, um som tipo lounge nos levava ao descanso, e outro local, o ambiente era bem animado. Atividades recreativas durante todo o dia, poderiam auxiliar a queimar algumas das calorias das inúmeras refeições.

Dentro desse mesmo complexo, há o Barceló Bavaro Beach, onde menores de 18 anos não são permitidos. Isso porque casais apaixonados e outros adultos em férias podem querer estar longe das vozes animadas, das brincadeiras, respingos e possíveis choradeiras, típicas dos pequeno, preocupando-se apenas em descansar e reaplicar o filtro solar a cada 2 horas.  Inclusive no DeLuxe, há uma piscina reservada apenas para adultos. Mas nada de muros ou correntes, apenas discretas plaquinhas informando que alí os menores não eram permitidos.

Mas as crianças são super bem vindas: Há o Barcy Club, um clubinho para crianças acima de 4 anos com monitores, parque de areia, sala com piscina de bolinhas, tv, video game, e diversos jogos. Há também o Piratas Water Park e outro parque aquático para crianças, que vai de espelho d'agua até os toboáguas, diversão garantida para qualquer idade. Adolescentes contavam com uma balada exclusiva. Os monitores tinham uma programação completa, e levavam as crianças em diversas atividades no resort.

Cassino, Spa, Academia (que usamos para queimar um pouco das calorias), Restaurantes, bares, lojas, Teatro, uma mini cidade pronta para as férias perfeitas dos viajantes que procuram qualquer tipo de lazer.

O Teatro oferecia espetáculos musicais as 22h. As 20, eram as crianças, acompanhadas dos monitores, que fechavam o dia com uma recreação musical e brincadeiras no palco. Arthur adorou sua experiencia multicultural e traz com carinho musicas e lembranças daqueles dias quentes.

Assistimos inúmeros casamentos, quer seja nas areias brancas, no trapiche, na capela ou nos salões, mas acompanham o procedimento tradicional de noivos, padrinhos, convidados e juiz de paz, o que muda é a decoração que a natureza se encarrega.

Atividades esportivas como golf, futebol de campo, jogos de quadra, tênis, levam um público cativo que procura em suas férias um pouco de atividade.

E a praia? Ah! O mar do Caribe. Quente e azul, na verdade esverdeado. As areias brancas e finas, passamos dias maravilhosos nas espreguiçadeiras, mergulhando, caminhando, e aproveitando a natureza de nossas férias perfeitas. Choveu 2 dias, durante menos de 1 hora, e uma noite a mesma quantidade de chuva, afinal, outubro é o mês mais frio e chuvoso. O resort, elegante, não contrasta com a beleza natural de Punta Cana.

Em nossa avaliação, Punta Cana é um local ideal para descanso, quer seja um casal, um grupo de amigos, famílias com ou sem crianças.

Voltamos satisfeitos e renovados, sonhando com nosso próximo destino.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fortaleza - CE

Chegamos a Fortaleza na sexta à noite. Meu amigo João foi ao aeroporto nos buscar. João fez faculdade comigo, e por obra do destino, voltou pra sua terra natal. Ali encontrou a Gerlaine. Feliz é o João!
A noite estava bem quente, mas a brisa constante deixou uma agradável sensação. Jantamos em um restaurante fora da rota turística, salada, arroz, feijão, peixe, tudo bem servido em quantidade e qualidade, além de uma cerveja gelada, que na praia desce bem demais.

O dia, em relação a SP, clareia mais cedo em Fortaleza nos expulsando da cama. Passamos o dia na Praia do Futuro, na Barraca Coco Beach. Quando ouvia essa expressão "barraca", não me soava bem... mas fui surpreendida! São instalações maravilhosas, como clubes de praia! Espaços enormes de alvenaria que contém restaurante, loja, spa, banheiros, duchas, piscinas. Na areia, os guarda sóis bem distribuídos, ninguém fica sufocado, ainda sobra bom espaço de areia até o mar. O atendimento é pra cliente nenhum botar defeito: isso são férias! Tudo na mão, deixa até mal acostumado. Além disso, ambulantes passam com as tradicionais vendas de praia, mas as refeições maravilhosas é que me chamaram mais atenção: Camarão cozido (R$ 5 a porção), Ostras (R$ 6 a dúzia), Lagosta (R$ 10), Castanhas de Caju (R$ 5 a porção), Salada de Frutas (R$ 10 um pratão). Chamou minha atenção também como tudo estava fresquinho e bonito.
Praia do Futuro

Na Passarela do Dragão do Mar
"Almoçamos" - já eram umas 16h. Descansamos um pouquinho no apartamento e fomos conhecer o famoso Dragão do Mar e mais uma maravilhosa surpresa: Que lugar eclético! Famílias, jovens, casais, crianças, todos alí convivendo em boa harmonia. De um lado tocava rock, em outro, um dj tocava Hip Hop e o legítimo Funk, pra James Brown nenhum chacoalhar no túmulo, enquanto populares davam um verdadeiro show de break. Qualquer um poderia entrar na roda e se apresentar, mas a galera ali parecia até profissional. Essa semana acontecia o Projeto Cometa, os telescópios do observatório estavam pra fora e pudemos observar a Lua em detalhes e também Júpter, com suas 4 luas. Foi uma experiência astronômica!
Comemos Tapiocas e um delicioso café no Santa Clara Café Orgânico, super recomendado pela revista Veja. Assino embaixo!

Dia seguinte, João e Gerlaine tinham negócios a tratar e já voltariam para sua cidade, que fica afastada de Fortaleza. Nos deixaram novamente na Praia do Futuro. Em time que está ganhando não se mexe! Dessa vez ficamos na Barraca Croco Beach ainda maior e melhor equipada. Foi outro dia de contemplação da beleza do Ceará, aproveitando todas as mordomias que eles criaram. Mais uma noite, voltamos ao Dragão para jantar. Ainda tomamos sorvete com sabores típicos do Norte e Nordeste.


Segunda embarcamos de ônibus para Canoa Quebrada, ficando até terça. Após 3h de viagem, chegamos naquele vilarejo charmoso, cheio de influência estrangeira. Nos hospedamos na Pousada Canoa Beach , e após um refrescante café, descemos a falésia e fomos pra praia. Essa praia não é muito grande, mas é uma delícia estar ali, ver seu cartão postal, caminhar pela areia, contemplando a beleza das falésias e a valsa das jangadas que enfeitam o mar. Paramos na Barraca Tropicália, do Chicão, que apesar de mais rústica que em Fortaleza, não deixa a desejar no quesito atendimento. Por volta de 14 h, fomos para a parte superior da barraca e solicitamos nosso almoço. A maré sobe demais, tocando nas falésias. Pedimos um trio de camarão, lagosta e peixe, servido com salada, feijão e arroz. Uma caipirinha não faz mal a ninguém. Nessa viagem nos hidratamos bastante com água de coco.

A noite, a lua cheia parecia ainda maior naquela imensidão de mar azul. Sem iluminação na rua, o mar parecia um espelho, refletindo o luar. Passeamos pela rua principal, a Broadway, onde fica a vida noturna. Por ser fora de temporada e ainda mais plena segunda feira, estava tudo bem tranquilo e meio vazio. A tranquilidade típica do local. Comemos tapiocas, só pra não perder o costume. Como e gostoso passear de mãos dadas, sem pressa.


Terça aproveitamos o dia todo em Canoa, logo cedo fomos às piscininhas naturais, a noite voltamos para Fortaleza. O ônibus foi totalmente sem pressa e chegamos um tanto tarde pra ir pro Dragão do Mar novamente, tomar o delicioso café, que pena! Jantamos pela rodoviária mesmo e fomos pra casa. Quarta já era dia de voar de volta pra SP.

Canoa Quebrada
Foram 4 dias inteiros muito bem aproveitados. Tudo sem pressa, tranquilo. O Astro Rei nos brindou com sua companhia, tirando de nós aquele "bronzeado escritório" e nos trazendo de volta uma corzinha de saúde. Pra dizer a verdade, de Fortaleza conhecemos a Praia do Futuro e Canoa Quebrada, pouco tempo não dava pra arriscar ou ficar perdendo tempo por ai. As praias são bem limpas, lindas, e a estrutura realmente impressionante, pra agradar o turista. Não sei em alta temporada, quando tudo é mais corrido, mas pra mim e para o Elliot, o objetivo foi atingido.

Descansamos e curtimos um ao outro. Mais um destino maravilhoso que conhecemos e pretendemos retornar. A dieta não viajou pra Fortaleza, ficou em SP. Juro que o plano era mantê-la, mas não deu, também não me arrependo.

Baterias recarregadas, agora é voltar pro batente. Viajar, isso sim vale a pena!






sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Moorea - Polinésia Francesa

Seguindo então com nosso percurso, partimos da Ilha de Páscoa rumo a tão sonhada Polinésia Francesa. Após mais um trecho longo de voo, chegamos à noite no aeroporto internacional FAA'A no Tahiti.

Já era noite mas o calor era de 25 graus e nos dava as Boas Vindas polinésias há tanto tempo aguardadas. No aeroporto, mesmo passando um pouco da meia noite, fomos recebidos por músicos cantando e tocando tradicionais canções nativas e nos entregando flores de tiare, já pudemos sentir o espírito daquele local.

Fomos encaminhados para o hotel logo em frente ao aeroporto para nos recuperarmos do longo voo. A manhã seguinte nos brindou com um sol maravilhoso e após o café da manhã, fomos ao porto de onde já pudemos ver Moorea, nosso próximo destino.

São apenas cerca de 30 minutos de catamarã de onde todos os turistas contemplam maravilhados aquela ilha montanhosa coberta de vegetação. É impressionante o contraste do verde e o azul turquesa.

De ônibus, somos todos levados cada um ao seu hotel. Ficamos hospedados no http://www.hotel-hibiscus.pf/ , e logo após deixarmos nossa bagagem no bangalô, pusemos nossos trajes de banho e fomos conhecer a praia em frente ao nosso hotel. Como era 14 de junho, dia da Queda da Bastilha e feriado nacional, não pudemos comprar a deliciosa Hinano nem qualquer bebida alcoólica, isso nos impressionou, todas as geladeiras interditadas e bares fechados! Enfim, caminhamos pelas aquelas areias brancas e águas cristalinas, passamos a tarde naquele misto de contemplação e satisfação pessoal: Era verdade, estávamos na Polinésia!


 


Que pôr do sol!!
Bahia Opunohu


Após uma noite maravilhosa em um bangalô perfumado (parece ser costume colocar essências das flores nativas para perfumar nossos sonhos!), alugamos uma scooter e fomos conhecer a ilha. Paramos na Baia Opunohu que tem uma beleza de tirar o fôlego!!





Paramos também em um mirante de onde pudemos ver que lindo é o Sofitel Resort.



Baia Cook



E contemplamos a beleza da tão famosa Baia Cook.
Paramos também para conhecer a deliciosa fábrica de sucos e licores.





Para essa noite noite havíamos reservado o jantar no Tiki Village, que é uma vila típica polinésia onde se reúnem e moram artesãos de diversos talentos. A princípio nos reunímos em uma arena onde o apresentador com seus trajes típicos nos contou divertidas histórias e nos fez entrar no clima polinésio. Alguns turistas (incluíndo eu e o Elliot) foram chamados para aprender um pouquinho de  sua dança típica.

Após essa explicação, fomos conhecer parte do nosso menu: pela manhã eles temperam peixes, aves e outras carnes e "enterram" em um forno submerso (colocam uma fogueira por cima), e isso nos deixou ainda mais com água na boca. Fomos então conhecer a vila e suas histórias, sob uma lua cheia estonteante!

O jantar é ao estilo self service, cheio de delícias com temperos maravilhosos e bebidas incluidas, vale muito a pena esse programa não só pela farta comida como pelo teatro que viria a seguir.

Voltamos àquela arena inicial onde é encenado um espetáculo musical que conta a lenda de amor entre um príncipe e uma princesa. Impressionante a sutileza da dança feminina em contraste com o vigor da dança masculina - Imperdível!

Nesta vila é possível adquirir itens do artesanato e costume local como pareos, esculturas e pérolas negras.



Para nosso terceiro dia havíamos reservado um mergulho com golfinhos. Nós jamais havíamos tido um contato tão próximo a esses simpáticos cetáceos, nadamos perto, mas tocá-los foi a primeira vez.

Esse programa acontece no Intercontinental Moorea Resort & Spa. É surpreendente! Primeiro temos uma aula teórica sobre a vida desses animais e de onde aqueles haviam vindo. São extremamente bem tratados e caso se recusem a fazer a apresentação, são respeitados prontamente. Entram no máximo 8 pessoas por "tanque", onde os golfinhos fazem truques e nos permitem tocá-los. Sua pele é parecida com a humana porém levemente mais grossa, como um "neoprene", eles inclusive usam filtro solar nas áreas mais expostas ao sol. O valor é alto, mas como diria aquele comercial de cartão de crédito, tem coisas que não tem preço!!!

 
 Passamos o dia curtindo a estrutura do hotel e aguardamos para ver o show do período da tarde.

O dia seguinte era o dia de nossa partida e a ansiedade aumentava, chegara o dia de conhecermos pessoalmente Bora Bora, ilha dos sonhos de tantas pessoas e o local de nosso casamento!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ilha de Páscoa - Rapa Nui

Partimos de São Paulo, com longa escala em Santiago. Chegamos à noite, após um longo e confortável voo (Lan) pelo Pacífico.

O Aeroporto Mataveri mais parece uma rodoviária, pequeno e simpático. Somos recepcionados pelo hostel Kona Tau e ganhamos nossos primeiros colares de flores, o que é bem típico do povo polinésio, e no meio daquela escuridão, pq quase não há luz pelas ruas, somos levados por uma van a nossa hospedagem, em Hanga Roa. Não há muita opção de hospedagem ou alimentação, a ilha é isolada de tudo e todos, o verdadeiro umbigo do mundo, distante cerca de 3700km da costa do Chile, a quem pertence, e 4000 km da Polinésia Francesa.

A ilha tem um formato triangular e em cada extremidade desse triângulo encontramos vulcões inativos que a originaram.

Então, no primeiro dia, iniciamos nossa empreitada pela ilha e percorremos a pé o caminho pelos sítios arqueológicos e o "sendero" até o vulcão Rano Kau que nos impressionou bastante por sua grandeza e imponência, na verdade, por ser o primeiro vulcão que vimos pessoalmente a sensação foi bastante inusitada. Caminhamos o dia inteiro e chegamos ao vulcão no final do dia. Não havíamos levado lanterna, então tivemos que correr para que a escuridão da noite não nos alcançace.


À noite passamos tomando cerveja com nossos amigos do hostel e conversando até que o casaço vencesse.

No dia seguinte alugamos uma scooter pois a ilha é grande e com muitos pontos de interesse, percorremos toda a extensão da ilha visitando diversos sítios arqueológicos e a região que é conhecida como fábrica de Moais, que são imensos pedaços de rocha esculpida em formato de torso masculino, com orelhas enormes, e estar ali nos remete ao questionamento imediato de como e para quê aquelas estátuas , 887 espalhadas pela ilha, foram construídas e transportadas? Algumas chegam a ter chapéus (pukaos) de material diferente!!! Isso é assunto há anos para pesquisadores e arqueólogos.

Apesar de ilha, Rapa Nui apresenta apenas duas praias: Anakena e Ovahe. Não sei em outra época, mas em julho as águas eram geladas e ventava bastante a ponto de nos balançar a bordo da motoquinha, o que me impediu de colocar outra parte do corpo além de meus pés na água, meu marido teve coragem de dar um mergulho que descreveu como renovador!!!

Anakena

Ovahe








Anakena
No dia seguinte visitamos Orongo, uma vila cerimonial e preservada à beira do Rano Kau, que concentra um espaço cerimonial e estrutura ovais que são consideradas como abrigos. É em Orongo que ocorria o ritual do Tangata Manu (homem pássaro). No mês de setembro as andorinhas-do-mar depositavam seus ovos em Motu Mui, uma ilhotinha a frente de Orongo, em seu ponto mais alto.

Um representante de cada clã deveria ser escolhido através de uma profecia ou sonho para, partindo de Orongo, nadar até a ilhota, escalar o penhasco e retornar trazendo um ovo intácto. Além de receber o título de homem pássaro, governaria a ilha pelo período de um ano. A competição era exclusivamente para homens e aconteceu até o início do século XIX. Estar naquele lugar traz ainda mais mistério e nostalgia.


Não tivemos a oportunidade de ver o nascer do sol em Tongariki mas quem tiver a coragem de acordar bem cedo e embarcar na scooter antes das 5 am, presenciará um espetáculo belíssimo.





Finalizando esse breve relato a respeito dessa ilha maravilhosa, não posso deixar de citar algumas informações turísticas:
- A única agência bancária funciona até 13h.
- Existe um mercado municipal e uma feira de artesanato.
- Ainda sinto saudade das deliosas empanadas de atum (fresco) do quioske Kite Mate.
- Ao lado das agências de mergulho exite uma sorveteria imperdível.
- Não há vida noturna.
- Apesar do Peso estar bem acessível com relação ao Real, tudo é extremamente caro pois chega de barco ou via Lan.
- Não esquecer de levar água, protetor solar e lanchinhos.

A Lan Chile, empresa que faz voos para a Polinésia Francesa a partir do Brasil, oferece a cortesia de stop over: conforme planejamento poderá desembarcar na ilha e após 3 ou 4 dias desbravando seus mistérios, retornar ao próximo voo, sem custo algum e prosseguir em viagem. Os voos acontecem às quartas e domingos e esse intervalo é suficiente para aproveitar a ilha e ao final do período já estar com aquela vontade de partir para a próxima parada - Papeete.

Foi nesse sentimento que embarcamos para mais um longo trecho de nossa viagem dos sonhos.



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Imagina?!?!?

A idéia surgiu meio despretensiosa, como toda a idéia...
O ano era 2006 e engraçado que o primeiro semestre trazia naquele calendário a foto de um vaso de flores, mas no segundo semestre a imagem era de hipnotizar: uma cabana solitária sobre um azul turquesa de filme! E a nossa mente foi pra lá direto: imagina a gente ali, naquele deck, pernas pro ar, em pura contemplação... Esse lugar não existe!
Despretensiosamente também, o Elliot comprou um dvd da Discovery que trazia um documentário sobre ilhas exóticas, e a primeira reportagem era um casamento típico polinésio, naqueles bangalôs, naquele azul turquesa... Imagina!
Pesquisando, aquilo era um pouco fora da realidade de um Bombeiro e uma Professora, ambos funcionários públicos, mas aquele era o casamento dos meus sonhos, pé na areia, o casal, a natureza por testemunha. Ainda mais depois de noivar em Noronha.
Quando colocamos no papel, descobrimos que não daria para ser diferente: se era pra casar que fosse em Bora Bora!

Planejamos nossas finanças e nos demos 2 anos de prazo, se tudo corresse bem, daria para acontecer! E deu!

Ressalto mais uma vez a importância de um bom planejamento financeiro, como já postei anteriormente, tudo é possível quando há um orçamento definido, tudo tem seu espaço e hora oportuna. Se precisássemos esperar um pouco mais, assim seria, mas a determinação venceu e cumprimos nosso prazo, em julho de 2008 embarcamos para o momento auge de nossas vidas.
Tudo o que se lê e se pesquisa sobre Polinésia sempre nos remete a paisagens de tirar o fôlego, um lugar é mais lindo que o outro, e não importa as ilhas que conhecer, tudo vai sempre deixar um gostinho de quero mais, acredito não existir roteiro que deixe a desejar, cada ilha tem sua particularidade e serve para um tipo de público, um momento da vida, um bolso.

Pesquisando bastante decidimos conhecer a Polinésia a partir de sua "prima" latina Ilha de Páscoa, já que o caminho mais próximo, saindo do Brasil, é via Chile com escala nessa ilha de mistérios.




Já na Polinésia Francesa decidimos conhecer Moorea, Bora Bora e Rangiroa.

A Polinésia Francesa é um território ultramarino dependente da França, composta de vários arquipélagos de origem vulcânica ou coralina, localizada na Oceania, no Pacífico Sul. Sua maior ilha (e principal capital) é o Tahiti.



Sempre viajamos por conta própria. Nos hospedamos em hotel, hostel, resort, conforme o planejamento da viagem e o que o local nos oferece. Dessa vez não poderíamos errar, decidimos então contratar uma agência para resolver tudo para nós, afinal era nosso casamento! Após bastante pesquisa, fechamos com a http://www.kangarootours.com.br/ que montou o pacote conforme nossas escolhas. Recomendo bastante.

A partir de agora irei detalhar nossa viagem dos sonhos e convido o leitor a viajar comigo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Los Roques

Comemoramos o aniversário do nosso segundo casamento. Isso mesmo! Casei duas vezes com o mesmo marido! O primeiro casamento, em 2008, foi bastante planejado e aguardado, foi uma verdadeira vitória pessoal e será assunto de um próximo post. Em 2009 casamos novamente por puro interesse (rs) pois casando nas leis brasileiras teríamos o benefício da licença gala, e com ela fizemos uma viagem perfeita para um paraíso pouco conhecido no Caribe - Los Roques.

Descobrimos esse pequeno pedaço de paraíso através de uma reportagem do Ricardo Freire e passamos a pesquisar bastante sobre esse lugar. É um roteiro um tanto diferente. Claro que é possível fazê-lo através de agências de viagem, mas o mais indicado ($$) é aproveitar a diferença cambial e ir na cara e coragem, principalmente quem tiver milhas acumuladas, como era nosso caso.

Chegamos por volta de 4:00am no Aeroporto Internacional Simón Bolivar, em Maiquetia, e depois da sempre demorada passagem pela alfândega, passamos a procurar por passagem aérea para Los Roques, no aeroporto nacional. Nos fóruns em que pesquisamos, sempre disseram que era super fácil conseguir passagem, sendo fora de temporada, e que não havia necessidade de reservas. Chegamos então nos guichês das cias aéreas (ChapiAir, Raimbow, LTA) e nada! Não havia nenhuma passagem disponível! Saímos do aeroporto, e seguimos na calçada pela esquerda, cerca de 200m, chegamos ao saguão do aeroporto auxiliar, bem mais simples, parece até uma rodoviária, ainda estava tudo fechado. Por volta de 7h chegou um rapaz com a camiseta da Sundance e um laptop e começou o check in. Tentamos comprar com ele mas também estava tudo vendido, teríamos que aguardar um (na verdade 2) no show. E quase que por um milagre foi o que aconteceu. Embarcamos na pequena aeronave (7 passageiros) em um voo de cerca de 45 minutos, que quando se aproxima do arquipélago, já nos oferece uma vista maravilhosa de um mar azul turquesa e as formações de corais que tanto nos impressionaram ao conhecê-las de perto.

Após pagar as taxas de preservação da ilha, de mochilão nas costas, passamos a percorrer Gran Roque a procura das pousadas, que previamente já havíamos pesquisado, em busca do melhor custo X benefício. Fechamos com a Juanfel.
Logo, vestimos nossos trajes de banho, levamos nossa caixa térmica abastecida  (gelo, lanche, suco, cerveja, água) e fomos ao cais para começar aproveitar daquele sol maravilhoso. Já era mais de 11h e os passeios já haviam saído. Pegamos uma lancha e fomos para Franciski que fica cerca de 5 minutos, conta com um restaurante e uma piscina natural com um snorkel maravilhoso.
Curtimos o dia deslumbrados com o pouco que Los Roques já havia nos proporcionado. Retornamos a Gran Roque por volta de 17h como todos os passeios assistimos a um espetáculo de por do sol. Conhecemos pessoalmente um casal querido com quem já havíamos trocado algumas informações via internet - Didi e Vinícius -  passamos toda nossa temporada com eles e formamos uma boa amizade.

No 2º dia, Já abastecidos da saborosa "Solera verde" e das "chicas da Polar pilsen" e na companhia dos nossos agora amigos Didi e Vinícius, conhecemos: BOCA DEL BOBO - lindíssimo - onde avistamos as aves que lhe dão o nome e estrelas do mar; BOCA DO SEBASTOPOL - mais um maravilhoso snorkeling; BOCA DEL MEDIO - já em mar mais aberto, tb surpreendente snorkeling e terminamos o dia em CAYO FABIAN, um pedacinho de areia para poucos privilegiados. Nesta noite, após outro espetáculo do por do sol, jantamos com outros amigos brasileiros (Fabiana e André) na pousada Aquarela, uma deliciosa e onerosa lagosta, acompanhada de vinho branco.

No 3º dia conhecemos NORONKI onde seria possível nadar com tartarugas, mas já estava um pouco tarde e havia muitos turistas o que deve ter espantado os animais, de qualquer forma é uma praia maravilhosa com um ótimo snorkel. CRASKI - essa foi a praia mais bonita até então. Ficamos surpresos com a cor da água daquele lugar que contrasta com uma fina e branca areia. Tem snorkel também e um monte de conchas gigantes. Essa noite jantamos uma maravilhosa lagosta no bar da Ana e Alberto, que fica na área dos "locais"


O 4º dia - Esse dia foi deslumbrante - foi o dia de CAYO DE ÁGUA que é o lugar mais imperdível em nossa opinião, o mar tem várias cores de azul, mesmo no mais profundo, é de um turquesa maravilhoso!!!
A tarde fomos para CARENERO e ESPENKI, mas Cayo de Água ofuscou um pouco da beleza desses dois lugares.







No 5º dia fomos direto a BOCA DE COTE, um dos melhores snokelings da ilha. Passamos por RABUSKI onde tb se avista desde o barco lindas estrelas do mar. Passamos tb pelo palafito, uma casa construída em meio a água e é considerado um patrimônio de LR. E finalizamos novamente em CRASKI (que "chato" repetir essa ilha).



6º dia - Esse foi o dia "prime": só nós dois em uma ilhotinha perfeita chamada PELONA DE RABUSKI, com piscina natural e snorkeling. Foi ótimo passar um dia com uma ilha só para nós, todos passavam de lancha e se admiravam de ver aquele guarda-sol solitário!!!


Chegou o dia de partirmos desse sonho azul, ficamos por perto em MANDRISKI, a mais próxima de Gran Roque porém não menos bonita. Aproveitamos para ir a CAYO PIRATA onde se tem as criações de lagosta. Saímos por volta de 15:30h da ilha, correndo para chegarmos ao check-in as 16h, pois nosso voo partiria as 17h.

     

Foi uma viagem maravilhosa, um lugar surpreendente, que com certeza voltaremos, e o mais importante, uma nova oportunidade de aproveitarmos juntos momentos inesquecíveis que só contribuem para nosso fortalecimento como casal.

domingo, 17 de outubro de 2010

San Andrés

Recentemente voltamos de mais uma viagem maravilhosa, foi a San Andrés, uma ilha que pertence a Colômbia mas que fica a cerca de 400km do Panamá. Um paraíso caribenho.

Essa viagem quase que não saiu. Estava planejada para julho, mas com essa do Elliot descobrir a hernia nos fez mudar de planos algumas vezes e quase desistir, mas de última hora, foi melhor que a encomenda.

Utilizamos nossas milhas e compramos o pacote direto no http://www.decameron.com/, já que não há voo direto daqui para lá.

Os que nos conhecem sabem do nosso espírito aventureiro, mas essa viagem foi especial. O Elliot fez a cirurgia e embarcamos em menos de um mês, um pouco arriscado mas a ansiedade e necessidade de relaxar frente a um mar azul foi maior.

Partimos pra nossa empreitada e correu tudo bem com o meu paciente preferido, havia uma preocupação velada entre nós durante todo o percurso mas quando chegamos lá, respiramos aliviados pois não havia nenhuma dor na cicatriz.

Após o check in, almoçamos muito bem e fomos pra piscina relaxar um pouco, tomando uma pina colada, que foi o primeiro dos muitos drinks que tomaríamos ali.

Optamos pelo sistema all inclusive, o que na referida rede hoteleira foi uma ótima surpresa, já que em todos os 5 hoteis espalhados pela ilha + o clube de praia Rocky Cay podíamos desfrutar do open bar e snack bar, piscina, almoço e jantar (estes reservados com antecedência).

No primeiro dia, após um café da manhã maravilhoso, seguimos a pé pela orla rumo norte, até o Decameron Mary Land onde desfrutamos da piscina, e bebericamos à beira mar. No trajeto de ida ou de volta, fizemos um pit stop no Decameron Los Delfines para reabastecer nossos copos.


No dia seguinte alugamos um carrinho de golfe, o que foi divertidíssimo!!! Partimos rumo sul e nossa primeira parada foi no Decameron Marazul, onde desfrutamos da praia, piscina e bar (com certeza!). Após um tempo por ali, nossa próxima parada foi em Rocky Cay, uma praia com uma ilhota em frente onde pode-se chegar a pé.





Continuamos nossa empreitada de dar a volta na ilha, parando um pouquinho para ver as belezas de San Andrés e rindo bastante, pois apesar de super fácil, dirigir o carrinho de golfe foi uma experiência quase infantil pra mim, é sem dúvida um programa a ser realizado nesta ilha pois passando devagarinho dá pra sentir um pouco do ritmo do lugar.




No sábado, choveu o dia todinho! E aí pudemos dar mais valor ainda para esse all inclusive, com aquele clima que não se espera no Caribe, foi um dia de comilança, passeio pelo centrinho e dormimos muito.


Domingo fomos ao Aquario, um lugar de águas cristalinas no meio do mar onde tem uma estrutura para os visitantes pararem e o mais gostoso pra nós que é o contato com os animais marinhos, alimentar as Mantarraias - dóceis e curiosas, vem em grande quantidade ao nosso redor, sem o medo de encostar na gente. Pra nós o passeio mais imperdível de todos.




Finalizando nossa estadia em San Andrés, na segunda feira só poderíamos aproveitar pouco tempo, acordamos cedinho, fomos à praia nos despedir e voltamos para a piscina onde já sentíamos o gostinho da nostalgia de ter passado tão rápida nossa estadia.




Esssa viagem se mostrou para nós um bom momento de descanso e contemplação. Teríamos que ficar mais contidos e esse lugar nos proporcionou isso. Em suma, aprendemos que San Andrés é um destino para muitos gostos e todas as idades.