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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sexo

Para muitos é um tabu muito grande, mas na verdade, é algo bastante natural, né? Haja vista o mundo inteiro povoado (rsrs).

De qualquer forma, ainda existem tantos mitos e crenças limitadoras que nos impedem de manter um relacionamento feliz, saudável e duradouro.

Falar sobre sexo, para mim, é falar sobre relacionamento.

Não há casal feliz sem sexo, mas também não há casal que viva apenas de sexo. E começo dizendo de esteriótipos físicos. Tanta gente busca, incessantemente um corpo perfeito. Se você é uma dessas pessoas, já parou para pensar o porque? Ter um corpo lindo e "perfeito" não é sinônimo de felicidade. Muitos casais são belos e perfeitos mas também tem problemas e neuras. Já outros, simplesmente são felizes porque se amam e se respeitam como são, afinal, o corpo é apenas uma casca que abriga o verdadeiro conteúdo. Igual a uma fruta, o mais interessante é o que está dentro.

Mas e o sexo? 

A gente se aproxima do outro, se interessa por algum motivo, pode até ser o corpo, o bom humor, a cortesia.

Então vem o casamento, não necessariamente nessa ordem, mas vem os filhos.

E onde fica o sexo nesse negócio todo? As vezes fica esquecido entre fraldas, mamadas e desenhos infantis.

Semanas atrás estava assistindo ao programa "Papo de Segunda" na GNT, junto ao meu marido, e um dos temas era "sexo casual". Os meninos do programa falaram que todo sexo tem que ser casual, sem hora marcada, mesmo que seja sempre com a mesma pessoa, pois o que vale é o inesperado.

Olhei para Elliot e ele pra mim e rimos, porque quando se tem filhos pequenos, qualquer oportunidade deve ser valorizada, mesmo que seja o caso de deixar o filho com alguém para ter um tempo a sós.

A mensagem que realmente quero deixar aqui é que o sexo não precisa começar nas "preliminares", porque após os filhos, muita coisa pode mudar. O sexo deve ser o dia todo e o tempo todo. Ninfomaíacos??? Não!!! Mas criar um clima durante o dia, a semana, a vida, é fundamental para manter a chama acesa e aproveitar o momento, por menor que seja.

Não adianta nada deixar o filho na sogra e aproveitar a "hora marcada" como um compromisso. Também não rola após fazer o filho dormir. Você cansado, cabelo embaraçado, mal falou com o parceiro.

Sugiro portanto um recomeço do relacionamento. Que tal um café da manhã a dois? Mesmo que não seja para rolar nada além da troca de olhares e daquela intimidade gostosa do início do namoro. Usar o telefone para mandar um "Estou pensando em você".

Valorizar o parceiro, mesmo sem nenhuma pretensão, é parte sim do sexo. Saber que o outro é importante e sentir-se valorizado também é legal, e constrói um elo forte entre o casal. Deixar um bilhete escrito a mão na carteira, em tempos de whats app é mais que declaração de amor.

Procure fazer alguma coisa juntos. Tente lembrar aquilo que uniu os dois lá no início, o ponto de apoio que deu origem a tudo. Fortalecer esse tempo faz uma diferença enorme no decorrer da vida.

Seu casamento poderá ficar mais leve e saudável. Seus filhos perceberão a sintonia e o sexo... Esse será uma ótima consequência...

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Auto Coaching - Você no Comando em 10 simples lições.

Sabe quando as coisas parecem sair do controle? Você tem muitas coisas a fazer, a cabeça está a mil com tantos pensamentos e ideias, você sabe e precisa dar conta de tudo. Isso não é novidade para a maioria das pessoas, em tempos modernos, e em especial para a mulher e mãe.

Aqui em casa, usamos a expressão "trocar o pneu com o carro em andamento", você já deve ter ouvido algo parecido. O tempo não para, as coisas não esperam e é preciso agir. 

Chegamos a metade do ano e, daquelas promessas e planos feitos no primeiro dia de 2015, poucas saíram do papel. 

Não se desespere e principalmente NÃO DESANIME!

Parece que a cada dia, e com as novas tecnologias, ao invés de termos mais tempo, temos cada vez menos tempo para tudo o que é importante. É porque na verdade, adicionamos coisas ao nosso dia a dia que consomem esse tempo que era pra sobrar. Ao invés de termos mais tempo com a família, curtindo momentos gostosos e off line, quantas vezes nos preocupamos em registrar aquele momento com fotos ou vídeos. Deixamos de viver no intuito de guardar para o futuro. Ocupamos o precioso tempo do estar junto, que seria mais importante, com o registrar + estar junto (e para os aficcionados em redes sociais: registrar + estar junto + editar a foto + escrever uma legenda legal + colocar todas as # + postar + responder + as curtidas e comentários...)

O tempo é o mesmo para todos! Nós temos que manter as rédeas do tempo com nossa organização e simplicidade. Algumas pessoas tem sua vida mais tranquila pois conseguem administrar o tempo de maneira mais adequada a seu próprio padrão, outros sempre estão correndo atrás do rabo. O tempo é igual a dinheiro, se você não o controla, ele controla você, como já escrevi aqui

A organização do tempo é a alma do negócio. E sabe porque o coaching é uma ferramenta poderosa? Porque te coloca no lugar certo, no rumo, de maneira mais racional possível e sem distrações!

Ai você vem me dizer que a vida não pode ser assim tão controlada. Também acho que um pouco de surpresa não faz mal a ninguém, mas ficar somente pegando papel na ventania, isso cansa e a gente não sai do lugar, não produz! E isso gera frustração!

O coaching é uma poderosa ferramenta de prosperidade, um desenvolvimento completo em todas as áreas da vida. É um processo que te coloca no centro de sua vida e te dá o controle para as tomadas de decisão. Uma tremenda e gratificante responsabilidade.

Eu tenho Arthur, hoje com 2 anos e meio. As vezes fico meio perdida porque ser mãe é lidar com o imprevisto o tempo todo. Mas fazendo um auto coaching consigo dar conta daquilo que preciso, do que é realmente necessário, e ainda sobra tempo para aquilo que quero.

Se é uma alegria constante? 

Claro que não! Mas consigo ter qualidade de vida para mim e minha família, sem abrir mão daquilo que gosto, gastando tempo com meus queridos hoje, sem esperar um futuro que pode não chegar.

Vamos a prática:

Pegue aquela sua lista de desejos e planos do início de 2015. Se não fez, coloque em um papel as coisas que você quer que aconteçam ainda esse ano. Coisas que dependam de você. Eu quero ganhar na mega sena, mas além de jogar, não há nada que eu possa fazer a respeito (rs).

1) Escolha, se tiver mais que isso, 10 ou 5 coisas realmente importantes, por ordem de importância.

2) Na frente de cada uma dessas coisas, escreva o porquê é importante.

3) Escreva a frente disso, qual ação você pode tomar agora para estar mais perto desse objetivo.

4) Esse objetivo depende apenas de você? Se não, quem está envolvido nas ações?

5) Esse objetivo é Ecológico? Para o coaching, ecologia é algo que faz bem a você, aqueles que são importantes para você, ao meio em que você vive, e não é nocivo a ninguém.

6) Quanto tempo e energia você pode desprender em busca desse objetivo?

7) Se esse objetivo envolve outras pessoas, como você poderá desenvolver o engajamento delas?

8) Divida esse objetivo numa linha do tempo curto, médio e longo prazo. Dê datas específicas para que você cumpra cada etapa dessa meta.

9) Quais são seus pontos fortes, que o farão alcançar essa meta?

10) Onde e como você pode melhorar?

Deixe esse organograma em um lugar estratégico, de forma que você veja e fique bem claro para você e para aqueles que realmente importam.

Quando a gente tira o plano do campo das ideias, damos um passo para mais perto de alcançar a meta. 

Esse simples exercício, em qualquer área da vida, é poderoso. Vou dar um exemplo muito simples: Arrumar o guarda roupa. Ow tarefa chata! A gente acumula alguma coisa, dobra de qualquer jeito no dia a dia, devido a correria, e tal... homens e mulheres tem guarda roupa. A roupa deixa de servir, você enjoa, vem o calor, o frio... E para encarar a tal arrumação? Se não fizer pé firme, empurra com a barriga e só vai arrumar quando as roupas criarem vida lá dentro (rs), não é? Imagina em outros campos realmente importantes da vida.

Você pode começar esse processo agora. JÁ! Pegando a caneta e o papel, já deixando tudo pronto e esquematizado para dar início amanhã logo cedo. Mentalize tudo isso antes de dormir. Ao acordar, que seja o primeiro pensamento, a primeira atitude.

Um passo de cada vez, cada vez mair pertinho de chegar ao seu destino.






quinta-feira, 9 de julho de 2015

Cup Cake de Macarrão - Mac and Cheese Cup

Mais uma receitinha para aproveitar a criançada que está em casa, em férias. Além de linda, é diferente e poderá agradar uma visita inesperada. É muito fácil e prática, pode usar a imaginação na hora de rechear.

Não posso colocar as quantidades porque variam de acordo com a forma e recheios.

Macarrão cozido - Eu usei espagueti integral, mas pode ser qualquer macarrão em qualquer formato




Acomode uma porção na forma de cup cake untada com óleo, como se fosse um ninho, deixando um buraco no meio, para o molho de tomate e o recheio.

Molho de tomate de tomate.

Recheio - Eu usei frango desfiado e requeijão. Quem quiser e puder, capriche em muçarela ralada por cima de tudo. 

Leve ao forno médio (200°) pré aquecido por cerca de 30 minutos, monitorando para não queimar. 
A massa sai inteira, tostadinha por fora e úmida por dentro.





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Parto Cesária x Normal - Mudanças da ANS

Artigo “Mudanças da ANS sobre parto”
Por Dra. Luciana Herrero, pediatra e autora do livro “O Diário de Bordo do Parto”

Atualmente, no Brasil, o percentual de partos cesáreos chega a 89,9% na saúde suplementar. Na rede pública este número é menor, de cerca de 52% dos partos, sendo que a OMS recomenda que apenas 15% dos nascimentos fossem cesáreas. Uma verdadeira epidemia de nascimentos cirúrgicos. (dados da pesquisa Nascer no Brasil – da FioCruz de 2014).



Apesar de ser uma via de parto cada vez mais segura, e até uma operação salva vidas em alguns casos, a cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê. A mulher que faz cesárea tem três vezes mais chance de morrer do que a que faz parto normal. E o bebê tem 120 vezes maior probabilidade de problemas respiratórios, além do maior risco de desenvolver doenças crônicas na vida adulta e de ter maior chance de o bebê nascer prematuro.

Tudo isso levou o Ministério da Saúde a procurar maneiras de controlar e até reverter esse triste quadro, que nos envergonha internacionalmente. Uma das estratégias foi a publicação pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em janeiro deste ano, uma resolução que estabelece normas para estímulo do parto normal e a consequente redução de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar, que atende a 27 milhões de brasileiras com planos e seguros saúde).

Essa resolução entrou em vigor no dia 7 de julho, terça-feira e, em menos de 24 horas, foi modificada. Vamos entender no que consiste essa resolução e o que mudou:

O que se mantêm:
- Acesso a informação: com as novas regras, as gestantes (consumidoras de planos de saúde) ampliam o acesso à informação, pois elas poderão solicitar às operadoras os percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais por estabelecimento de saúde e por médico.  Essas informações deverão estar disponíveis no prazo máximo de 15 dias contados a partir da data de solicitação, pelo risco de pagamento de multa de até R$ 15 mil. 

Cartão da gestante: passa a ser obrigatório que as operadoras de saúde forneçam o cartão da gestante de acordo com padrão definido pelo Ministério da Saúde, no qual deverá constar o registro de todo o pré-natal. De posse desse cartão, qualquer profissional de saúde terá conhecimento de como se deu a gestação, facilitando um melhor atendimento à mulher quando ela entrar em trabalho de parto. O cartão deverá conter também a carta de informação à gestante, com orientações e informações para que a mulher tenha subsídios para tomar decisões e vivenciar com tranquilidade esse período tão especial.

O que mudou:
Na primeira proposta apresentada o partograma (documento gráfico onde são feitos registros de tudo o que acontece durante o trabalho de parto) estava obrigatoriamente vinculado ao pagamento do parto. E na ausência desse documento o parto só seria pago se o profissional  apresentasse um relatório médico detalhado que justificasse o motivo que levou a não apresentação do partograma (ou seja, o motivo que levou a realização da cesariana). Os planos de saúde só pagariam as cirurgias que fossem consideradas imprescindíveis e estivessem justificadas pelo médico.

Com a modificação da ANS houve uma diminuição na rigidez contra cesárea. Agora, além dos casos citados acima, a cesárea poderá ser paga pelos planos de saúde desde que apresentem um termo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, assinado pela gestante.

Explicando melhor:
Com a nova mudança o pagamento do parto poderá ser realizado em três condições:
- apresentação do partograma: documento que registra a evolução do parto normal.
- apresentação de um relatório médico que justifica em detalhes o motivo da intervenção cirurgica
-  apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, assinado pela gestante (nos casos em que a mulher opte voluntariamente pela cesariana mesmo sem ter indicação clínica). 



Opinião da dra Luciana Herrero sobre o assunto

A ANS foi muito criticada pelos médicos e organizações que defendem o parto normal e as mudanças no Brasil e se defendeu alegando que está apenas garantindo o direito de escolha da paciente, em consonância com o que dispõe o código de ética médica. Ter o direito de escolher sua via de parto e de assumir seus riscos, é algo digno e louvável, que deve ser respeitado.

Contudo, como o próprio nome do termo que ela deve assinar na hora de agenda a cirurgia diz, a escolha deve ser Livre e Esclarecida.

Para ser Livre, a escolha não deve sofrer influência externa e muito menos pressão por parte dos mais esclarecidos no assunto (que possuem interesses pessoais e financeiros). 

Para ser Esclarecida, ela não deve ser derivada de mitos, lendas e preconceitos. Mas, sim, embasada em informações fidedignas, baseada nas mais recentes descobertas da ciência.

E infelizmente, no Brasil de hoje, estamos muito longe de ter mulheres livres e esclarecidas. A maioria das gestantes ainda desconhecem os riscos reais da cesárea. E muitas consideram o nascimento cirúrgico mais seguro, o que de fato não é!  E quase todas acreditam ser a cesárea uma solução mágica para o nascimento, uma maneira prático, simples e cômodo de dar à luz. Essa cultura pró-cesárea é real e muitas vezes incentivada pelo próprio profissional de saúde, a quem a mulher confia e admira. 

Me entristece acreditar que muitas mulheres acabarão assinando o termo não por estarem conscientes. Mas, sim, influenciadas pelo sistema vigente, sem terem a devida informação sobre os riscos que está se colocando, para si mesma e para seu bebê. Para essa crise, não há melhor remédio do que oferecer as mulheres conhecimento. Conhecimento é poder, e o caminho mais seguro para uma brasileira consiga lutar pelo seu sonhado parto normal, e para que não caia na armadilha da cesárea desnecessárea, como chamamos por aqui: desne-cesárea!

Opinião da Estela sobre o assunto:

Na década de 80, ainda criança, fiz meu tratamento dentário, onde ao menor sinal de cárie, o dente era amplamente retirado, e preenchido com amálgama. Era o procedimento da época. Hoje, ainda tenho todos os dentes e funcionam bem, mas se eu precisar trocar uma obturação, corro o risco de fazer tratamento de canal (matando o dente). Se naquela época houvesse uma orientação e a prevenção que existe hoje, certamente não teria tantas obturações desnecessárias em meus dentes. Tenho amigos de minha idade que já fizeram tratamento de canal ou já não tem boa parte dos dentes. Uma pena.

Com a questão cesária x normal posso traçar um paralelo. Não é porque todos tem feito que é o melhor. A maioria das mulheres são incentivadas pelo medo da dor e com ajuda dos médicos, com discursos sem fundamento, motivados por seus honorários e economia de tempo.

Escolha você o seu parto. Não permita que tomem essa decisão por você.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Amamentação, Bico Rachado, Leite Fraco, Peito Empedrado e Método Anticonceptivos Durante a Amamentação

Há poucas semanas fui convidada para participar de um bate papo com a Dra. Luciana Herrero, pediatra, consultora internacional de amamentação pelo IBLCE/USA e autora dos livros "O diário de bordo da família grávida" e "O diário de bordo do parto".

Quando engravidei, escolhi o parto normal e amamentar meu filho o quanto fosse necessário. Jamais imaginaria que de alguma maneira me tornaria uma "ativista" de amamentação. Coloquei entre aspas, pois apesar de defender a amamentação e amamentar Arthur até hoje (ele tem 2 anos e meio - eu jamais fiz uma mamadeira na vida!), respeito as histórias das mulheres que de alguma maneira não amamentaram.

Muito se discute a respeito desse ato, que, apesar de natural, pode não ser tão simples assim.

Existem sim mulheres que enfrentam dificuldades em amamentar e que por alguma razão não produzem leite. Precisam de atenção e cuidados especiais para que sua produção aconteça normalmente. Nesse bate papo com a Dra.Luciana, estiveram presentes cerca de 12 mães, cada uma com sua história diferente, e tantas outras que conheci após me tornar mãe e me interessar pelo assunto.

O que realmente não acredito é que o leite materno é fraco. Uma vez que a mulher tem leite, apenas uma pesquisa científica séria me fará acreditar que aquele leite, produzido de maneira artesanal por nosso organismo, não é o suficiente para atender aquele pequeno que nós mesmas geramos... ah! Nisso não consigo acreditar. Para mim ainda é uma armadilha da indústria alimentícia para alavancar vendas de produtos industrializados. Senão, como as mães índias, ou africanas, ou de qualquer local que não tenha acesso a esses produtos, tem seus filhos e eles crescem, saudáveis também?


De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, as pessoas tem a impressão que o leite materno é fraco, pois ao compararmos a consistência do leite de vaca, que é mais denso e consistente, o leite materno é composto de 97% de água, e facilmente digerido. Logo o bebê sente fome mais rápido quando comparado a um leite industrializado que demora mais para ser digerido. O leite humano contém células vivas que transferem ao bebê a imunidade, levando os anticorpos da mãe para o filho. 

O primeiro leite sugado, chamado de leite anterior, contém vitaminas, minerais e anticorpos. Após algum tempo de mamada, o leite passa a vir com mais gordura, permitindo ao bebê a saciedade necessária, ganhando peso. É chamado de leite posterior. Por isso é importante que o bebê mame toda uma mama e depois vá para a outra, garantindo assim que haja uma amamentação mais adequada. E também a alternância da mama: iniciar sempre pela última mama que o bebê sugou. 

Mas não quero mesmo polemizar. Cada mãe que sinta o que é melhor para seu momento e sua família. Quero mesmo compartilhar as informações preciosas que compartilhamos e aprendemos com a Dra. Luciana.

É preciso sim preparo e informações para que a amamentação aconteça de maneira natural e prazerosa. Meu parto foi normal e minha pressão ficou muito baixa. Arthur foi para o berçário, uma vez que eu fiquei em observação e repouso por algumas horas. Mesmo após irmos para o quarto, eu ainda não tinha leite. O primeiro dia, Arthur dormiu muito. No segundo dia, ele chorava, acredito que com fome. Foi somente no segundo dia que ele finalmente pegou o bico e conseguiu mamar. Uma enfermeira me ensinou como ele deveria pegar o bico, abocanhando toda a auréola, mas que nas primeiras vezes eu precisaria literalmente colocar o bico na boca dele.

Eu até usei uma pomada preparatória para o bico, mas de verdade, errei, pois o bico não precisa de emoliência para se preparar para o atrito que passaria a acontecer ali. Portanto, o ideal é apenas sol, se possível. Após o parto, hidratar as rachaduras com o próprio leite, exceto se houver fissuras realmente profundas, poderão ser tratadas com pomada específica. Em pouco tempo o bico se acostuma a demanda.

Quanto ao leite empedrado. É natural que em um primeiro momento haja uma produção acelerada de leite, levando ao "empedramento", isso é, excesso de leite na mama. Isso acontece porque o organismo ainda não sabe o quanto será necessário para suprir a demanda do bebê. A mama fica regurgitada, cheia, como se tivesse endurecida. Os dutos mamários estão muito cheios e a mama fica tal qual uma bexiga bem cheia. Faça esse teste. Não daria para sugar essa bexiga se fosse preciso. É necessário um prévio esvaziamento da mama para que o bebê consiga mamar e dessa forma, também não te machuca. É a ordenha manual , e a Dra. Luciana mostrou em um vídeo super didático como proceder:


Outra questão levantada no encontro, foi quanto ao método anticoncepcional durante amamentação.

Ficamos restritas a diversos tipos de medicamentos, pois interferem diretamente na amamentação. Tudo que ingerimos de alguma maneira vai direto para o bebê, especialmente quando alimentados exclusivamente de leite materno (LM). Inclusive as pílulas anticoncepcionais convencionais, pois contém hormônios que podem interferir na produção de leite. Por essa mesma razão, devemos adotar uma dieta equilibrada, natural e investir em muito líquido, especialmente água.

Nesse período são indicados, por ordem de segurança quanto a transmissão de doenças e gravidez:

1 - Preservativos (camisinha)
2 - DIU (especialmente os sem hormônios)
3 - Pílulas de progestagênio (inibem a ovulação, sem interferir na produção de leite)

Uma nova gravidez durante o período de amamentação deve ser acompanhada por um nutricionista, pois a mamãe enfrentará grande demanda energética.

Peito pequeno e bico "invertido" também são capazes de produzir leite e amamentarem de maneira igual a qualquer outra mulher. 

Agora, se há algo que realmente atrapalhe esse momento é o estresse, pois o hormônio ocitocina, que é responsável pela vazão do leite, é reduzido, o que pode diminuir ou até mesmo interromper a produção de leite. Portanto, tente relaxar. Largue tudo, olhe no olho e pense, é um momento único, com cada filho, que uma vez interrompido, não volta mais!

Quanto ao bebê fazer da mãe de chupeta: mamadas e crianças existem desde antes da criação da chupeta. As vezes a criança quer o afago da mãe e recorre ao peito, que é uma ligação extremamente íntima. É ruim? Talvez, porque nos prende. Mas do ponto de vista nutricional e afetivo, não há nada de ruim, pelo contrário, estreita os laços entre mãe e filho. A criança que se sente segura não é dependente.

Em especial para aquelas que decidiram amamentar por mais tempo, como euzinha aqui, o sistema imunológico da criança está em formação. Se resta alguma dúvida que o leite materno possa alimentar uma criança de 2 anos, com certeza fortalece o sistema imunológico, pois através do leite existe aquela troca de glóbulos brancos contendo agentes imunizadores importantíssimos. 

Enfim, não há manual para ser mãe. Se houvesse, não haveriam tantos (rsrsrs). Siga seu instinto materno, em primeiro lugar. Informe-se e aproveite. Essa fase passa voando.

Esse encontro foi promovido pela Libbs Farmacêutica, a quem agradeço a oportunidade e o conteúdo disponibilizado.




quarta-feira, 15 de abril de 2015

Empreendedorismo - Você Sabe o Que é Isso?

Muito se fala sobre empreendedorismo, mas você realmente sabe o que essa palavra significa? 

Eu, particularmente, pensei por muito tempo que isso se limitava àqueles que desejavam ser empresários, sejam eles de pequeno ou grande porte. Mas empreender vai muito além disso.

O Brasil é um dos países com maior número de empreendedores no mundo, então podemos dizer que o brasileiro é empreendedor por natureza. Muitos de nós vemos oportunidades em tudo, e especialmente quando o país está em franco crescimento, isso fica ainda mais evidente. Mas em tempos de crise como a que se revela agora, o brasileiro também é daqueles que dá nó em pindo d'agua como diriam os antigos. É praticamente um instinto de sobrevivência. O brasileiro enxerga oportunidades em tudo, ou até melhor, cria oportunidades. Isso é empreender!

Esse termo foi popularizado a partir de 1945 pelo economista austríaco Joseph Schumpeter que entendeu ser o empreendedor alguém versátil, com habilidades técnicas para produzir e captar recursos financeiros. Mais tarde, em 1970, foi introduzido o conceito do risco, que hoje sabe-se que pode ser financeiro, psicológico e social. (wikipedia)

O empreendedor é alguém capaz de criar, abrir e gerir um negócio. Tem foco na geração de resultados, resolução de problemas e administração de conflitos. Mães são empreendedoras - Administram a vida profissional, a casa, a alimentação da família, os filhos e seus conflitos, não é verdade?

Quem tem um espírito empreendedor passa a ver as situações como um todo e foca no processo, identificando assim soluções e melhorias. Por isso é importante que o tema faça parte das "discussões em família", ou seja, incentive os sonhos do seu filho, faça-o acreditar em um projeto, desafie-o a olhar por outras perspectivas.

O empreendedorismo é um estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas a criação de um projeto que pode ser técnico, científico ou empresarial

Ao incentivar um espírito empreendedor permitimos o desenvolvimento de características como criatividade, capacidade de organização e planejamento, desenvolvendo também a responsabilidade.

Leituras, tarefas, brincadeiras podem ser ótimas maneiras de iniciar o empreendedorismo desde cedo em casa. Aos poucos, incrementando o processo, podemos ter dentro de casa ótimos empreendedores, que saberão conduzir a vida com maior qualidade de vida.










quarta-feira, 4 de março de 2015

Coworking de Mães - Casa de Viver

Imagine-se nessa situação:

Mulher independente, bem sucedida, com grande possibilidade de ascensão profissional. Feliz com relação ao trabalho que escolheu.

Decide ter filhos. Ama estar com eles. Finda-se a licença maternidade. Você retorna ao trabalho, deixando seu bebê aos cuidados do pai (que tem horário flexível, ou disponibilidade de trabalhar em home office), ou então o bebê fica com alguém de sua confiança.

Você retorna ao trabalho, que tanto gosta e te faz sentir plena. Você conquistou esse espaço, estudou e se dedica. Eventualmente você recebe uma ligação, uma mensagem de texto ou de voz, informando que seu lindo bebê disse “mamãe” pela primeira vez. Dali a poucos dias, um vídeo onde aquela criança, que cresce em alta velocidade, dando seus primeiros passinhos.

Você sai cedinho, pela manhã, precisa enfrentar a cidade caótica de tanto trânsito. A criança ainda dorme. Dedica-se o dia todo ao trabalho. Liga para casa, e ouve pelo telefone, sua inocente voz cantando músicas infantis, os passinhos apressados, a brincadeira de carrinho, ou até mesmo, uma brincadeira de princesa. Ao final de seu dia produtivo no escritório, enfrenta o difícil retorno pelas ruas congestionadas. Eventualmente precisa ficar até mais tarde no escritório, fechando algum trabalho urgente, ou aquela chuva de verão torna a volta pra casa uma epopeia,  a criança já está de pijama...

Você, profissional experiente, se sente incompleta percebendo que o que considerava sucesso já não é o bastante, comparado a perder preciosos momentos do desenvolvimento de seu filho: Uma etapa que passa tão rápido e não tem replay.

Não é difícil imaginar-se nessa situação, pois se não é a descrição de SUA própria história, é certamente a descrição do dia a dia de alguma mulher que você conheça.

A mulher que tanto lutou para conquistar um lugar de destaque na sociedade, o conseguiu com honra ao mérito, mas não consegue deixar calar o zelo e o cuidado com a família que faz parte de seu DNA. Essa mulher quer mais, quer continuar seu sucesso profissional sem abrir mão da qualidade de vida com sua família, em especial com seus filhos. Quer estar próxima, poder amamentar um pouco mais, ou então dar colo quando aquele pequenino se sente carente.

Conciliar o papel de mãe e de profissional parece ser o grande desafio da mulher moderna no Brasil e no mundo. E muitas mulheres acabam por abrir mão de algum de seus papéis para dar maior espaço ao outro, conforme sua condição ou necessidade.

Essa é uma história real, da Carina de São Paulo, que sofreu por perder grande parte do crescimento de sua primeira filha. E também da Fernanda, hoje sua sócia.
Carina não se conformou com essa situação e decidiu fazer a diferença. Nascia ali a Casa de Viver, um espaço pensado para mamães continuarem sua vida profissional ativa, com a estrutura de um escritório (internet, telefone, copa, e outras facilidades) associada a um aconchegante espaço de brincadeiras para os bebês e as crianças.

Pesquisou o formato. Existem poucos no mundo e é único no Brasil. Amadureceu a ideia. Neste percurso encontrou Fernanda, que na segunda gestação, não queria perder de ver mais uma vez um filho crescer. Mas também, com dois em casa, certamente fica muito complicado diferenciar o momento mãe do momento profissional, pois o trabalho doméstico é cansativo e infinito.

Uniram ideias, paixões, fizeram o orçamento e empreenderam. Hoje a Casa de Viver está funcionando e acolhendo outras mães empreendedoras que querem acompanhar de pertinho o crescimento dos filhos. É um espaço de Coworking e conta com salas para atendimentos individuais (fisioterapia, massagem, psicologia, etc...) Sala de reunião. Um espaço sustentável, a medida em que estão acolhendo mães com o desejo de empreender, oferecendo workshops, oficinas, e atividades de bem estar, porque além do lado mãe e do lado profissional, o lado mulher deve ser estimulado, para o bem estar e autoestima.

Percebo em minhas pesquisas para o coaching o quanto a mulher é empreendedora por natureza. Tem demonstrado ter menos medo do não. Na verdade, estando sua família bem e feliz, a mulher moderna encara com força todo o resto. E isso é uma grande chave para o sucesso. Esse é o espírito que percebi também na Casa de Viver.

A Casa está aberta e em pleno funcionamento, aguardando mamães (e porque não papais?) com esse mesmo espírito, que estejam dispostos a dividir o espaço e essa experiência inovadora, para pessoas que precisam de dias ou horários flexíveis, ou também aqueles que precisam de um endereço de escritório fixo, em um discreto prédio super bem localizado na Vila Mariana, em São Paulo.

Conheça um pouco mais da CASA de VIVER 

Faça parte dessa história http://www.kickante.com.br/casadeviver

Veja as ações pelo Facebook também.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Arthur Arteiro e Sua Adaptação à Escola

Hoje Arthur completa 2 anos e 1 mês. Hoje também estamos no 8° dia de início das aulas.

Decidimos matricular Arthur na escola pois víamos nele uma necessidade de interação com outras crianças. Apesar de estarmos muito presentes no seu cotidiano, brincando no chão, interagindo, praticando atividades físicas e lúdicas, percebemos que o convívio social estava comprometido, uma vez que sua relação com crianças de sua idade, ou outras idades, ficava limitado a nossas saídas. 

Por volta dos 2 anos, a criança passa a interagir efetivamente com outras crianças e a escola, em tempos modernos, passa a ser uma boa opção. E isso tudo depende de cada família, de seus valores, crenças, condições sociais e financeiras.

Me planejei emocionalmente para esse processo por cerca de 6 meses, enquanto isso procuramos a escola. Não existe escola perfeita para nossos pequenos. Cada mãe tem um olhar de exclusividade e sabe que não há lugar melhor que sob suas asas, por isso a escola deve ser muito parecida com os valores pregados em casa, pois acaba sendo uma extensão da família.

Uma decisão muito acertada foi escolher uma escola bem próxima ao meu trabalho, pois ele vai e volta comigo, e ficamos a tarde juntos. Como sou professora e entro cedo, cada minuto é valioso. Essa semana resolvi chegar alguns minutos antes, pois também gosto de estar preparada para receber meu alunos com um pouco de antecedência, a escola ainda estava abrindo. Se fosse próximo a minha casa, por exemplo, teria problemas como horário. Muita sorte que essa escola ficou em nosso Top 3!!!

Arthur participou busca pela escola, teve oportunidade de interagir e conhecer os locais. Sentimos que ele ficou a vontade naquele lugar, além de eu ter várias referências positivas de pais que tem seus filhos lá, além de funcionários conhecidos. Foi conosco à reunião antes do início das aulas, conheceu os coleguinhas e as professoras.

Todo esse processo já faz parte da adaptação da família, sim, porque a criança não está sozinha nessa. Visitar, colher informações, participar de atividades extracurriculares como apresentações, quando possível, para perceber um pouco de como é o funcionamento da escola, se faz muito importante para que, após escolhida, não restem tantas dúvidas quanto a decisão ser correta ou não.

Digo isso porque é raro a criança que não chora!

O procedimento de adaptação, que varia de escola para escola, é que a criança seja deixada lá, um breve tchau e com pouca emoção (difícil ser nula!), depois podemos ligar para saber como a criança está, ou caso necessário, a escola liga. O deixei por 2:30h no primeiro dia. No primeiro dia não chorou. Mas logo imaginei que quando percebesse que aquilo seria uma rotina para ele, que estaria longe da gente, com estranhos, iria reclamar.

Dos 8 dias, tem reclamado 7. Digo reclamado porque resmunga para não ir, hora quando põe o uniforme, hora a caminho, outras vezes somente na porta. Teve um dia que mesmo chorando e dizendo que não queria, estendeu os braços e foi no colo da diretora, que recepciona as crianças.

Nos primeiros 4 dias liguei, ele estava bem e logo havia parado de chorar. Todos os dias voltou tranquilo, em paz e falante. Já percebo uma diferença em seu comportamento. Já havíamos superado (espero que em definitivo), aquela terrível crise de birras e choros que durou uns 20 dias. Agora meu menino está em outro extremo: De um carinho maravilhoso, onde muitas vezes no dia pede beijos e braços, diz que ama, quer ficar perto, assistindo seus programas em nosso colo, lendo seus livros em nosso colo, brincando no chão. Mais interessado por escrever. Uma delícia. Mesmo hoje após ter levado uma unhada!

Estamos em adaptação ainda e pena que logo chega o carnaval, uma semana sem aula... creio que na semana seguinte mais alguns dias de choro. 

Nós pais, durante esse período temos que ser fortes e não chorar! Especialmente em frente a criança: "Ora, que lugar é esse que minha mãe me deixa chorando? Coisa boa não deve ser", mesmo que seja um choro de emoção, a criança não sabe filtrar, choro é choro! Deixe-a tranquila e em paz. Chore depois. No primeiro dia, deixei Arthur e fui a academia, ainda estava em férias. Os olhos encheram de lágrimas, meu pequeno deixando de ser um bebê, saindo de minha vista e conquistando seu espaço na sociedade... passou um filme na cabeça, estava emocionada!

Antes de deixar a criança na escola, evitar falar muito sobre o assunto, tipo "Vamos pra escola hoje!", "Onde estamos indo?" , frases e atitudes como essa podem deixar a criança ansiosa e atrapalhar o processo. Agir naturalmente, claro que nunca mentir dizendo que vai a outro lugar. Simplesmente manter a rotina, fazendo com que o ir a escola seja entendido como parte dessa nova e natural rotina.

Ao receber a criança, mesmo que ela ainda não fale, pergunte como ela se SENTIU na escola. A criança é o foco! Ela é o elemento principal de todo esse processo e seu sentimento é o que mais importa. O que ela fez ou deixou de fazer é secundário. Criança feliz e tranquila produz mais.

Estamos muito felizes com nossa decisão e por enquanto pensamos que é a melhor opção para ele. Além disso, ainda temos a tarde toda juntos, como sempre foi...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

E Seu Planejamento, Como Vai?

Como o relógio está passando rápido, não??

Na verdade o tempo é o mesmo, a diferença é que todos estamos sobrecarregados. Os meios eletrônicos que vieram para facilitar nossa vida, por fim criaram uma nova obrigação que nos consome e nossas 24 horas parecem não ser suficientes. Claro que os Físicos Quânticos de plantão afirmarão que sim, os dias tem alguns segundos a menos, e isso somado, nos dá a sensação de dias mais curtos, mas de fato, estamos cheios de tarefas.

O planejamento é algo fundamental para nos organizarmos em meio ao caos. Claro que temos uma série de imprevistos durante o dia, especialmente as mamães, mas com organização e clareza, tem espaço para tudo e economizamos energia.

Conheço inúmeras pessoas que disseram no reveillon de 2014 que aquele seria o ano da mudança. Passou a empolgação do reveillon, veio o carnaval, algumas comemorações e feriados, Copa, eleições, logo o ano foi findando, chegou o Natal e de repente...2015!

Que desapontador é perceber que todos os sonhos foram deixados no papel de 2014. O papel está amarelando, cheio de poeira, assim como seu sonho... Isso frustra, cansa, deixa um gostinho amargo de incompetência na boca... todos passamos por isso em algum momento da vida. Mas reafirmo, com planejamento tudo é possível.

Muitos não gostam de tudo no papel, ou tudo calculado. Dizem sentir-se presos àquele compromisso. Na verdade quem sente essa pressão talvez seja porque colocou tudo no papel sim, mas não deu a devida importância ao fato. Para mim, o planejamento é libertador. O planejamento me prova que sou eu quem está no poder, no controle da minha vida, tudo depende de minhas próprias decisões. Isso também é uma tremenda responsabilidade. Mas pense, se você tem comprometimento para cuidar de sua família, de seu trabalho, de sua faculdade, porque justamente com a pessoa mais importante na sua vida - VOCÊ -você vem falhando? 

É importante ter um desafio pessoal para te alavancar no jogo da vida. O desafio deve estar dentro de suas possibilidades, mas deve te tirar da zona de conforto. Pense nas principais áreas de sua vida. Como anda sua vida emocional? Sua vida intelectual? Familiar? Amorosa? Financeira? Dentre tantos outros campos que poderia citar aqui. Você está plenamente feliz? Se não, porque?

Quem sabe é isso mesmo que esteja faltando para sua felicidade. Um pouco de organização, planejamento e foco.

Alcançar um perfil físico, por exemplo, requer algum tipo de sacrifício. Não pense que é fácil, que não exige trabalho porque é mentira. Emagrecer sem passar fome é um mito! Até porque a fome tem um cunho emocional imenso... Ou mesmo ganhar peso, tem que comer mesmo sem vontade... também não é tão fácil como parece! Vai trocar o carro, comprar um apartamento, fazer uma viagem...tudo requer sacrifícios, planejamento e foco.

Aproveite que está lendo esse texto agora e pegue um papel, ou a primeira página de sua agenda. Escreva 5, talvez 10 situações em sua vida que precisam de mudança. Ao colocar no papel, passa-se a ter a clareza de tudo o que está acontecendo, e as respostas vem com maior nitidez. Ao colocar no papel seus gastos por uma semana, por exemplo, te dará a clareza de onde vem o fantasma que rouba seu suado dinheirinho...

Para mim esse ano está cercado de desafios. Me propus a sair de minha zona de conforto e conquistar algo maior. Sou capaz e preciso disso. Tenho algumas grandes metas a serem alcançadas até o final do ano, mas para isso, preciso dar um passo de cada vez, não vai dar para fazer salto em distância, tentando assim encurtar o esforço. A modalidade aqui é outra, é uma maratona onde posso correr, trotar, caminhar, parar para respirar um pouco e beber uma água gelada, mas desistir jamais...

A mente precisa estar fortalecida porque é tão fácil desviar do objetivo. Por isso, perdão ser repetitiva - PLANEJAMENTO.

Sabe as 5 ou 10 coisas que você escreveu? O que VOCÊ pode fazer agora para amanhã, ou até o final da semana, ter dado mais um passo em direção a sua meta? 

Tenha em mente: "Se fizer o que sempre fez, vai conseguir o que sempre conseguiu". 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Educação Financeira para Crianças

Ao aproximar-se do final do ano, festas, presentes e comemorações, a outra parte do 13°. Um alívio para o orçamento, gastar um pouco a mais, caprichar nos presentes e nas ceias de Natal e Reveillon. Uma boa viagem de férias, tantos planos.... mas a grana parece encurtar. Salvo a inflação, que abocanha boa parte de nosso rico dinheirinho. para tantos brasileiros, esse benefício já está comprometido. 
Educação Financeira para Crianças (imagem internet)

Em pesquisa recente, entre os brasileiros:

25,9% dos entrevistados disseram que não estão conseguindo pagar todas as contas. Em agosto de 2013, o índice era de 21,9%. Tem mais gente que não está conseguindo pagar.
- Por outro lado, diminuiu o número dos brasileiros que fazem a maior ginástica para manter as contas em dia. Neste ano, 44% estão se virando e dando conta. No ano passado, eram 49,3%.
- Já o número de pessoas que conseguem terminar o mês com as contas pagas e ainda com algum dinheiro sobrando, aumentou um pouco. Agora são 29,5%, contra 27,5%. (fonte: G1.globo.com/jornal-hoje).
Esse post estava programado há cerca de um mês... Em casa somos da 3° opção e gostamos disso. Aos poucos vamos introduzindo o conceito com Arthur, pois é de pequenino que se aprende, pelo exemplo e com treinamento. Erros, acertos, novas descobertas, fazem parte do mundo financeiro.

Controlar as finanças nos dá liberdade para tudo. Tem gente que não gosta de controlar os gastos, de anotar ou planilhar. Sem dúvida, o dinheiro não sobra, e se sobra, pode estar certo que poderia sobrar muito mais.

Falar abertamente sobre finanças com crianças poderá permitir um mundo de possibilidades, uma vez que com anos de treinamento, mais que nossa geração que aprendeu às duras penas, nossas crianças terão oportunidade de lidar muito bem com o dinheiro e serem melhores que nós (sonho de todo pai, não?).

Na teoria, lidar com o dinheiro é muito fácil. Se tem, pode gastar, se não tem, não gaste. E é essa a primeira lição. Portanto, se deseja que seu filho seja bem sucedido, coloque suas finanças em dia, e seja um exemplo, afinal, você é o maior modelo.

Não tente compensar ausências com presentes comprados. A ausência se compensa com a presença, física. Brincar com a criança, mesmo que seja rapidinho, é melhor que qualquer brinquedo. Ser humano precisa de contato, olho no olho, pele com pele. Desligue-se do mundo e concentre-se na criança. Mostre o quanto ela é importante para você mesmo, quando você precisa passar o dia todo fora, trabalhando estudando, mesmo viajando. Não compre, ou se comprar, não valorize o objeto. Valorize o tempo juntos. O brinquedo quebra, perde a graça, é doado. A relação interpessoal não!

Desde a mais tenra idade, brincadeiras como blocos de montar, já dão a noção de volume: Quanto mais blocos, maior a torre. Pode não parecer, mas isso já é um conceito financeiro. Todos os blocos para a criança formar uma grande torre ou construção. Dividir os blocos porque é importante que todos tenham suas torres (esse é do bebê, esse é da mamãe/papai). Viu só, em uma única brincadeira, além do momento juntos, a noção de "juntar" para formar algo maior e de dividir.

Por volta dos 2 anos, ao acompanhar os pais no mercado, evitar de abrir as embalagens também é um educativo financeiro: "Precisa pagar primeiro". Todos temos que esperar para obter aquilo que desejamos, mesmo que seja um biscoito. Claro, não vai levar a criança ao mercado no horário de pico, ou ela estando com fome para utilizar essa metodologia. A criança não terá maturidade para esperar, vai chorar, e a pedagogia toda vai por água abaixo.

Aos 3, aproximadamente, a criança já pode fazer sua listinha de compras, em casa, negociando com a família os itens fundamentais, os importantes e os supérfluos. Tudo tem seu espaço em um bom orçamento e deve ser compartilhado desde cedo com os pequenos. Nessa fase também tem as brincadeiras de caixa, de mercadinho e alguns jogos educativos.

A partir dos 4, muitos já podem lidar com o dinheiro propriamente dito. Pequenas "semanadas" já podem ser contabilizadas, uma vez que lidar com a mesada, oferece apenas 1 vez ao mês essa noção financeira, e a semanada são 4 lições mensais. Crianças não tem uma noção tão grande de tempo e tem pequenas ambições com a mesada. Já podem ter a brincadeira do cofrinho, com um objetivo maior. Os pais podem negociar caso o presente seja de grande valor: Junte X% e papai completa o restante, pode funcionar, sendo também um excelente educativo para investimento. Os jogos educativos ainda são de grande valia, uma vez que crianças nessa idade já tem boa noção de números, hoje em dia.

Tenho uma conhecida que dá a semanada conforme a idade do filho: 8 anos = R$ 8,00 semana. Pode ser interessante para a demanda conforme a idade. 

Ao falar com frequência sobre dinheiro, os pais perceberão quando essa mesada poderá virar quinzenada, pois se aproxima mais da realidade: se não economizar, o dinheiro acaba primeiro que o mês.

Não se incomode se em um primeiro momento a criança fizer escolhas "ruins" veja, ela está em aprendizado. Você e eu fazemos bobagens ainda, não queira que ela acerte logo de cara. Aproveite a escorregada para corrigir.

Oriente-a a anotar os objetivos e os gastos. Fazendo disso uma prática, não terá dificuldade na vida adulta. 

Lembre-se, os gastos pequenos são os que geralmente afundam o orçamento: "São só R$5" de 5 em 5 você não sabe pra onde foi o dinheiro.

Acima de tudo, e me perdoem ser repetitiva: Seja você o exemplo para sua criança. Se suas finanças andam desarrumadas, qualquer dia é dia para dar o primeiro passo. Aqui mesmo no blog já escrevi algumas vezes sobre esse assunto, não sou economista por formação, mas lidar com o próprio dinheiro é dever de cada um.




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

É da Nossa Conta - Trabalho Infantil

Para quem ainda não sabe, sou professora de ensino fundamental e médio desde 2006, concursada pelo Estado de São Paulo, e leciono em escolas de "risco" dede então. Após a maternidade alguns assuntos se aproximaram ainda mais, emocionalmente falando, e eu não poderia deixar de manifestar algumas questões a respeito dessa Campanha da Fundação Telefônica, em parceria com a Unicef e a OIT

Hoje vejo Arthur cercado de cuidados a carinho, mas percebo o quanto isso foge da realidade de uma grande parcela das crianças brasileiras. Muitas, em lares desfeitos pelas drogas e crime, muitas rejeitadas por quem deveria apoia-las. Estão expostas as armadilhas da vida moderna e do caminho mais fácil (fácil como modo de dizer).

As leis brasileiras regulam que toda criança, agora a partir de 4 anos de idade, estejam matriculadas, garantindo portanto seu acesso a um lugar de aprendizagem, alimentação, convívio social, ou seja, inseridas na sociedade, e se assim estivessem, seguiriam o curso natural que sonhamos para todas as crianças, de serem adultos responsáveis e cidadãos.

A realidade se mostra muito menos colorida. Apesar da obrigatoriedade, papel nenhum consegue manter crianças em lugares seguros, tampouco em escolas. Muitos logo desistem da vida escolar por não verem uma luz no fim do túnel, em sua pequena jornada de vida, pois sentem a necessidade de terem dinheiro para comprar seu conforto ou mesmo ajudar as despesas básicas da família. 

Crianças sem pais, crianças sem mães, tantas vezes sob os cuidados de algum outro parente próximo ou amigo, a criança se sente uma intrusa em meio as cobranças por espaço e alimento. Quer algum item de consumo e sabe que não tem condições alguma, pois está em luta pela sobrevivência. Crianças cuidam de outras crianças enquanto os responsáveis saem muito cedo para o trabalho e retornam bem tarde, após sua jornada de deslocamentos e labuta. fadigados por essa condição. 

Olhar pela criança? Tarefa quase impossível para quem está lutando por sua própria sobrevivência, por um fôlego de vida.

Gente! É isso que vejo em meu trabalho todos os dias. Saio das reuniões de pais tantas vezes frustrada e desesperançada por saber que, por mais difícil de lidar com alguns casos que temos na escola, aos alunos conseguem ainda serem muito bons perto do que vivem fora da escola. A escola é para muitos, aquele refúgio onde são respeitados, apoiados, recebidos com carinho e alimento (minha escola é de tempo integral), por mais que conscientemente não reconheçam sua importância curricular, mas ao menos sentem-se protegidos.

Tantos de nossos jovens logo cedo decidem largar os estudos e se aventurar em trabalhos de rua como vender doces, limpar vidros, olhar carros, e outros trabalhos degradantes, por suas urgências de consumo. Todos estão consumindo o celular, a calça, o boné, a camiseta, de marcas famosas e caras. Esses jovens sentem a necessidade de estarem inseridos na sociedade, pois ainda guardam algum valor moral. Tantos criminosos desfilam seus carrões, joias, festas e roupas, ostentando uma vida de luxo e riqueza, uma vida tão distante da que esses pequenos vivem. Por muito pouco, ou quase nada, também não se envolvem nessa vida criminosa.

A única esperança para essas crianças é a libertação que o estudo pode promover. É a utilização das políticas públicas em prol da educação e de um ensino de qualidade, onde a escola seja cada vez mais um lugar onde eles queiram estar. Mais que um convívio social ou um prato de comida, um lugar de onde crianças e jovens percebam ser a ponte para um mundo de infinitas possibilidades. E que o trabalho (em termos de responsabilidade) da criança é o estudo.

A valorização da escola, dos ambientes de estudo, dos profissionais da educação se faz urgente em meio a uma sociedade que não consegue enxergar o drama e as necessidades reais das crianças brasileiras. Ao contribuir com o trabalho infantil, mesmo comprando uma bala no farol, dando uma moeda ao guardador de carros, é reforçar para essas crianças que aquele trabalho será compensado, quando o correto é orientá-lo, mesmo que talvez em vão, a retornar a escola e aos estudos, e em seu tempo livre, ler um livro, uma revista e aproveitar para brincar.

Acho que esse post saiu como um desabafo. Acredito que por não ter eu a resposta para esse problema, que ultrapassa os muros da minha escola, só pude dizer de dentro do problema o quão grave e próximo ele é. Está em todos os cantos, esquinas, apesar da Campanha de 2014 dar atenção especial à região Nordeste e ao semiárido brasileiro. O problema está aqui, agora.

Cabe a nós uma reflexão e pensarmos como sociedade a solução desse problema, a partir da educação.

Lugar de criança é na escola, e a escola tem que ser atrativa.