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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Foz do Iguaçu - Um Destino para Todas as Idades

Dia 08 de outubro embarcamos em mais uma viagem em família, para um destino seminacional.

E mesmo para nós, viajantes experientes, essa viagem foi um grande desafio pois além de nós dois, parceiros há 10 anos, agora temos Arthur, que ao longo de seus quase 3 anos, já tem suas necessidades e gostos. Levamos também a mãe do Elliot com seus 50 e poucos anos e a vó do Elliot com seus quase 80. 

Foi lindo e prazeroso poder proporcionar a elas duas, a exemplo do que fizemos em outubro do ano passado com minha mãe e irmã (cada um pagando suas despesas, mas emprestamos a coragem daqueles que já se sentem a vontade com malas prontas). Voo pela Gol, hospedagem pela Decolar.com , e aluguel de veículo pela Hertz previamente contratados antes da viagem.

Um voo rápido, e por conta da diversidade de nosso grupo, decidimos sair do aeroporto de Foz com um carro alugado, nunca fizemos isso. Foz e aquela região de fronteira que percorremos, são extremamente fáceis de percorrer, com vias bem sinalizadas.

Nossa hospedagem foi no Foz Plaza, que estava claramente em reforma, portanto não posso ser injusta em fazer um julgamento. Fica bem localizado, relativamente próximo ao terminal rodoviário. Chegamos a noite, nos instalamos e fomos jantar.

A sexta feira amanheceu chuvosa e assim ficou por toda nossa estadia. Acordar e perceber o quanto o tempo havia mudado (chegamos sob forte calor) nos fez respirar fundo. Mas mantivemos nossa programação, afinal, não sabíamos como ficariam os dias seguintes, e ficar confinados no hotel estava fora de cogitação. Vestimos nossas capas e fomos contemplar uma das 7 maravilhas do mundo.

Era véspera de feriado, mas sexta feira pela manhã estava bem vazio, geralmente existem filas quilométricas e o passeio se torna bastante demorado.

Estacionamos o carro com facilidade e compramos nossos ingressos para ingressar no Parque das Cataratas. 

Um ônibus percorre um caminho arborizado e limpo rumo ao parque propriamente dito, que percorrem o lado brasileiro das cataratas. Mesmo a chuva não estragou a força e a beleza daquele lugar. Caminhávamos admirados respirando ar puro, ouvindo a força das quedas, molhados com a chuva (rs) - uma experiência que envolveu 4 dos 5 sentidos. Perfeito! Arthur comentava o quanto era grande e o quanto ia rápido. Meu pequeno aventureiro queria estar no Macuco Safari, porém não foi dessa vez.

Nossa equipe aguentou bem o trajeto, mas pessoas com dificuldades de mobilidade podem utilizar o elevador para chegarem perto daquela maravilha.

Voltamos para o hotel, estávamos com frio, Arthur precisava dormir um pouco.

No sábado, ainda chuvoso, resolvemos ir ao Paraguai. Nunca é nossa prioridade sair as compras, na verdade isso acaba sendo um bônus de viagem e totalmente opcional. A locadora do veículo não autorizava a ida do carro até Ciudad del Este, portanto pegamos um ônibus coletivo (ao custo de R$ 5 por pessoa) e em cerca de 20 minutos chegamos. Um mundo de ambulantes, carros, bicicletas, motos em meio a prédios decadentes. A rua suja e fétida. Queríamos conhecer. Descemos no segundo ponto e fomos direto a Monalisa, um dos poucos lugares que dizem ser confiável para compras no Paraguai. Com o dólar nas alturas (cerca de 4 x 1) as lojas estavam vazias, muitas delas fechadas, comerciantes desanimados. Os valores na Monalisa não valeram o esforço, e os demais produtos certamente estão mais atraentes na paulista 25 de Março.

Saindo de lá, pegamos nosso carro e partimos rumo a Puerto Iguazu. Antes disso demos uma pradinha em uma lanchonete nova, a Yalla, pertencente a uma família de origem turca, comemos esfihas com tempero original e não pude deixar de provar o tradicional café árabe, que é preparado de maneira diferente, além de conter cúrcuma - Adorei! E como o dia cinzento já estava perdido com compras, decidimos parar no Duty Free. Ali os preços estavam um pouco melhores, especialmente comprando em pesos, mas mesmo assim, chegavam a assustar. O Duty Free é antes da imigração e estava sempre cheio. Finalizamos nossa noite na tradicional "Feirinha" de Puerto Iguazu, um amontoado de barracas que vendem secos e molhados com bares que servem "picadas" (petiscos) daquelas delícias pelas quais vamos passando. Empanadas e Patagônia, uma cerveja argentina.

No domingo partimos para Puerto Iguazu, rumo a La Aripuca, uma reserva ecológica que valoriza o cuidado com a natureza e a divulgação da cultura, crenças e tradições locais. Além de apreciação da natureza, não deixe de provar o delicioso sorvete de Mate e Rosas, uma combinação incomum porém deliciosa. Provar também as geleias de hibiscus ou madeira (sim!), e até mesmo o doce de leite com chocolate. Há também o alfajor de mate (vale para provar) e o delicioso alfajor de madeira!!


Fomos visitar o Hito 3 Fronteas (Argentina) que nos surpreendeu: Lindo espaço recém reformado, com fontes coloridas e dançantes, além de uma academia de ginástica toda envidraçada de frente aos outros marcos, pertencente a prefeitura - ou seja, gratuito!!!! Perfeito lugar para se exercitar.

Na segunda, ainda meio nublada mas seca, decidimos visitar o lado argentino. A mãe do Elliot ficou, a vó aventureira foi. Tudo o que lemos em blogs de viajantes nos faziam acreditar que estaríamos embarcando em uma aventura em meio a trilhas fechadas de terra sem qualquer apoio como lanchonete ou banheiro.

Chegamos as 13h no parque. Estava realmente vazio, pois o que lemos é que as filas também são quilométricas. Enquanto o lado brasileiro é todo pavimentado e os turistas são levados de ônibus por estradas asfaltadas, o lado argentino é mais natureza. Após ingressar no parque, caminhamos por alamedas arborizadas até o trem. Quem estiver disposto pode fazer o caminho a pé, mas exigirá um bom preparo físico. 

O Primeiro trem leva até a Estação Cataratas. Pode iniciar sua caminhada ali mesmo. Exitem 2 percursos, o inferior com 1400m, observando as cataratas por baixo, e o superior com 650m, observando as quedas por cima. Descemos do trem mas decidimos pegar o próximo, indo direto até a Garganta do Diabo.

Descemos ali e caminhamos os 1100m sobre pontes e passarelas, muito bem instaladas em meio a natureza rumo a garganta, passando por sobre o rio Iguaçu em meio a mata. Tudo muito limpo e organizado. possível de ser percorrido por pessoas com mobilidade reduzida (havia uma cadeirante no trem no qual embarcamos). Lindo!! Aves, peixes, a natureza em sua plenitude! É indescritível aquele lugar! Qualquer imagem não retrata a real beleza das Cataratas.

Retornamos ao trem rumo aos circuitos inferior e superior. Decidimos iniciar pelo inferior. Quanta beleza. Parávamos para as fotos e para admirar a paisagem, Na velocidade que a vó poderia percorrer. Paramos apenas para ir ao banheiro e decidimos não parar para lanchar, não daria tempo, também havíamos tomado um caprichado café da manhã no hotel. Finalmente percorremos o circuito superior para finalizar aquela maravilha!

Fomos os últimos a sair do parque, literalmente, os guarda parques já estavam checando as trilhas e fechando o parque. O lado argentino pode ser feito durante 1 dia inteiro, com paradas para lanche, até mesmo em 2 dias. Mas conseguimos fazê-lo mesmo assim, em 6 horas!!

Terminamos nossa noite no badalado Aqva, um dos restaurantes mais recomendados de Puerto Iguazu, e não decepcionou. A sobremesa foi na deliciosa "heladeria" Cremolatti, que fica na quadra seguinte,  na rodoviária mas serve um dos melhores sorvetes que já provei.

A terça feira, nosso último dia completo de viagem, fomos visitar a Mesquita Muçulmana - Detalhe para a Doceria Almanara em frente a mesquita, com doces árabes - imperdível!!

Fomos também ao Templo Budista, que confere um clima de paz, ficando ao alto, de onde podemos vier a ponte da amizade, além de apresentar um gramado grande.

Dalí partimos para  uma das grandes maravilhas da tecnologia moderna, a Itaipu Binacional . A usina que compartilhamos com nossos vizinhos paraguaios, foi construída com a contribuição de ambas as partes. Fizemos a Visita Panorâmica, que é uma visita guiada em um ônibus de 2 andares passando pelo empreendimento. Há o restaurante Porto Katamarã que me pareceu ser muito interessante almoçar ali no lago Itaipu. Não o fizemos por falta de programação mas quem puder se prepare para almoçar por la, os ônibus passam a cada 30 minutos.

Fomos direto para o Marco 3 fronteiras, lado brasileiro. Felizmente entrando em reforma. Bem arborizado, representando bem nosso país, porém deixava a desejar com relação a atrações, triste ver o Espaço das Américas literalmente abandonado. No projeto se transformará em um restaurante.

Inicio de noite novamente em Puerto Iguazu e novamente na feirinha, com petiscos de queijos, salames e azeitonas, pedimos também bife de Chorizo (é como eles chamam o corte de carne, equivalente a nossa Alcatra), acompanhados de Quilmes. Fizemos umas comprinhas de alfajores e aqui quero deixar um registro especial: Havanas são bons para serem tomados com um cafézinho preto, agora La Aldea, são di-vi-nos! E por conta da menor procura, o preço também é mais vantajoso. Me arrependi de não trazer outra caixa (não o fizemos por conta de retornar a dieta) pois todos aqui no Brasil reclamaram de não poderem repetir nosso presentinho.

Considerações finais:

Sobre a tal Carta Verde - No hotel, o recepcionista e um taxista disseram que Foz do Iguaçu inteiro vai a Puerto Iguazu e dificilmente pedem a tal carta. Além disso, o taxista - na verdade um motorista particular, disse que há 20 anos vai a Puerto 3 x na semana e JAMAIS foi solicitado a tal carta - Não fizemos.

Hospedagem - Foz do Iguaçu é uma cidade muito limpa organizada e fácil de andar, porém as coisas me pareceram distantes, então para jantar, caso você não saiba onde ir, vai ficar rodando e perdendo tempo. As coisas são meio longe. Portanto de uma próxima vez, irei me hospedar em Puerto Iguazu pois é uma cidade bem pequena, dá pra caminhar a pé e concentra boas opções de restaurantes e hospedagem.

Cambio - Em vários lugares há cambio e também muitos lugares em Puerto aceitam Reais, mas em nossa viagem (isso pode variar), comprar em pesos estava bem mais vantajoso. Fizemos o cambio no Supermercado Mustafa.

Não tivemos a oportunidade de conhecer o Parque das Aves por conta do tempo instável. Também não visitamos o Museu de Cera e o Parque dos Dinossauros.

Foz do Iguaçu é uma cidade/região para ser visitada 2 vezes: Uma quando o rio está cheio e caudaloso, e outra em abril, quando está mais seco.

Se há um lado mais lindo? Em minha opinião percorrer o lado argentino é bem natural e próximo, porém as belezas vistas pelo lado brasileiro são deslumbrantes. Deu empate ;)




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Punta Cana - Férias em Família

Esse mês de outubro de 2014 foi bastante especial. Nosso pequeno Arthur fez sua primeira viagem internacional, e espero que seja o primeiro de muitos carimbos em seu passaporte. Não penso que viajar para fora do país seja uma questão de ostentação, que é palavra e atitude da moda, mas seja um enriquecimento cultural sem tamanho. Além disso conseguimos viajar com minha mãe e irmã, grande privilégio viajar em família. 

Minha mãe tem 77 anos e já com alguma mobilidade comprometida, além dos medos que vão nos acometendo conforme a idade. Arthur pequeno, aprendendo a se expressar e em sua primeira viagem longa. Muita responsabilidade para mim e Elliot. Pesquisamos um caminho mais fácil, afinal, nosso objetivo era descanso. Nessa pesquisa, nos deparamos com a linda, quente e de braços sempre abertos, Punta Cana, na República Dominicana.

Punta Cana é um local que está cada vez mais preparado para o turismo. Conta com aeroporto internacional (apesar de bem quente e ventilado apenas por grandes ventiladores, o tantos resorts encontramos o nosso ideal, que apresentou um custo benefício que jamais imaginariamos o impede o calor caribenho) e mais de 60 resorts para receber hóspedes de todos os gostos de bolsos, do mundo inteiro. Uma indústria turística certamente muito bem embasada pois gera empregos direitos, em seus hoteis, e indiretos, com os produtos e serviços para o abastecimento desses hotéis, como transfer, alimentação, vestuário, serviços de esportes náuticos, dentre tantas coisas que os turistas buscam em suas estadias perfeitas).

Dentre tantos resorts, o que saltou aos nossos olhos foi o Barceló Bavaro Palace DeLuxe. Nossa estadia provou ser esta uma decisão acertada. Achamos uma oferta pela Decolar,com e conseguimos o incrível valor de US$ 745,00 por pessoa. O trecho aereo fizemos no programa Smiles , milhas+money, pelo custo de US$ 479,00 , e o transfer aeroporto/hotel/aeroporto pela empresa Best Day, ao custo de US$ 89,00 para o grupo.

A viagem durou o dia todo. Arthur se comportou lindamente, acordou ansioso e participou de tudo, levando sua bagagem, e explorando a área de check in. Na decolagem foi uma delícia participar de sua alegria ao perceber-se dentro da imensa aeronave, acelerando forte e ganhando o céu. Depois, dormiu maravilhosas 3 horas!!! De um voo com 8 horas de duração, foi muito bom. O restante do tempo pintamos com giz, desenhos impressos que levei, jogamos no tablet, cantamos entre outras distrações.

Chegamos cansados ao resort, já era tarde. Somos recebidos com um super gelado drink de boas vindas e logo perdemos a bagagem para os carregadores. Após um breve check in, somos encaminhados ao nosso apartamento, que nos surpreendeu por seu tamanho e equipamento. Rapidamente fomos ao restaurante buffet pois logo terminaria de atender (23h).

O apartamento é enorme: O quarto do casal tem uma cama king, armário equipado com tábua e ferro de passar, sofá, tv, uma grande varanda com jacuzzi. O outro quarto tem 2 camas de casa, guarda roupa, tv e sua própria varanda. O apartamento conta ainda com um cofre, minibar abastecido diariamente, e banheiro. Um sonho de conforto.

Os dias que seguiram foram de puro descanso e lazer. Sem ter que fazer cama, comida, não ter que lavar louça, ou se preocupar com mais nada. Tudo de muito boa qualidade, à disposição quase que 24 horas.

Com 2 restaurantes buffet que atendem o café da manhã e almoço, com refeições para todos os hóspedes literalmente cansarem de comer. Diversidade que atende aos padrões americano e europeu. Muita comida. A noite, poderíamos escolher jantar nos buffet ou reservar com antecedência um a la carte maravilhoso: mexicano, steak, frutos do mar, japonês, espanhol, francês que surpreendeu tamanho sabor e atendimento.

Por falar em atendimento, o staff sempre sorridente e prestativo, nos restaurantes cada grupo de mesas era atendido por uma equipe de 3 garçons, portanto, seu prato vazio, rapidamente era retirado da sua frente. A bebida chegava a jato. Quando precisamos do serviço de relações públicas, prontamente fomos atendidos.

As piscinas deliciosas e imensas, contavam com bar molhado e espreguiçadeiras molhadas. Duchas massageadoras, um descanso delicioso. Em determinados locais, um som tipo lounge nos levava ao descanso, e outro local, o ambiente era bem animado. Atividades recreativas durante todo o dia, poderiam auxiliar a queimar algumas das calorias das inúmeras refeições.

Dentro desse mesmo complexo, há o Barceló Bavaro Beach, onde menores de 18 anos não são permitidos. Isso porque casais apaixonados e outros adultos em férias podem querer estar longe das vozes animadas, das brincadeiras, respingos e possíveis choradeiras, típicas dos pequeno, preocupando-se apenas em descansar e reaplicar o filtro solar a cada 2 horas.  Inclusive no DeLuxe, há uma piscina reservada apenas para adultos. Mas nada de muros ou correntes, apenas discretas plaquinhas informando que alí os menores não eram permitidos.

Mas as crianças são super bem vindas: Há o Barcy Club, um clubinho para crianças acima de 4 anos com monitores, parque de areia, sala com piscina de bolinhas, tv, video game, e diversos jogos. Há também o Piratas Water Park e outro parque aquático para crianças, que vai de espelho d'agua até os toboáguas, diversão garantida para qualquer idade. Adolescentes contavam com uma balada exclusiva. Os monitores tinham uma programação completa, e levavam as crianças em diversas atividades no resort.

Cassino, Spa, Academia (que usamos para queimar um pouco das calorias), Restaurantes, bares, lojas, Teatro, uma mini cidade pronta para as férias perfeitas dos viajantes que procuram qualquer tipo de lazer.

O Teatro oferecia espetáculos musicais as 22h. As 20, eram as crianças, acompanhadas dos monitores, que fechavam o dia com uma recreação musical e brincadeiras no palco. Arthur adorou sua experiencia multicultural e traz com carinho musicas e lembranças daqueles dias quentes.

Assistimos inúmeros casamentos, quer seja nas areias brancas, no trapiche, na capela ou nos salões, mas acompanham o procedimento tradicional de noivos, padrinhos, convidados e juiz de paz, o que muda é a decoração que a natureza se encarrega.

Atividades esportivas como golf, futebol de campo, jogos de quadra, tênis, levam um público cativo que procura em suas férias um pouco de atividade.

E a praia? Ah! O mar do Caribe. Quente e azul, na verdade esverdeado. As areias brancas e finas, passamos dias maravilhosos nas espreguiçadeiras, mergulhando, caminhando, e aproveitando a natureza de nossas férias perfeitas. Choveu 2 dias, durante menos de 1 hora, e uma noite a mesma quantidade de chuva, afinal, outubro é o mês mais frio e chuvoso. O resort, elegante, não contrasta com a beleza natural de Punta Cana.

Em nossa avaliação, Punta Cana é um local ideal para descanso, quer seja um casal, um grupo de amigos, famílias com ou sem crianças.

Voltamos satisfeitos e renovados, sonhando com nosso próximo destino.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Buenos Aires e 14° Semana

Chegamos à tarde em Buenos Aires após a tranquila travessia do Rio da Prata através do Buquebus. Apesar de ser domingo, já dava pra perceber o quão maior é essa cidade quando comparada a Montevideo, mas o frio parecia ser o mesmo... Jantamos empanadas acompanhadas de Quilmes.

Ficamos hospedados no Hostel Suites Flórida, na calle Florida, uma movimentada rua de comércio do centro. E após um reforçado café da manhã, fomos de trem para um outro município chamado Tigre, onde a vida acontece sobre as águas de seu delta.

Em frente ao Museo de Arte Tigre
Tigre é uma cidade linda, organizada, limpa. As casas dos moradores e as casas de veraneio ficam sobre as "ilhas" do delta, que é cortado por vários de seus afluentes. Tudo chega ao interior da cidade através de vias fluviais, os moradores não tem carro e sim barcos, assim como os "ônibus", o mercado, e tudo o mais. Fizemos então um passeio guiado onde aprendemos e conhecemos um pouquinho da história daquele lugar, bem como seu meio de vida, um tanto charmoso. Descemos na cidade e almoçamos lindamente no restaurante Las Brujas.


No hostel, havia jantar 2°, 3° e 4° desde que se comprassemos as bebidas no restaurante anexo, o Fusion, então por ali ficamos nessas noites.


Visitamos também o Museo de La Pasión Boquense e o Caminito. Tem gente que não gosta, mas nós sim. O bairro, onde nasceu uma das maiores paixões argentinas, o C.A.Boca Juniors, tem uma história incrível, inclusive teve 1 dia em sua história em que foi considerada uma República Independente, gira em torno do clube sim, pois sua história se confunde, mas também é local de nascimento de um dos artistas  mais importantes da Argentina, Benito Quinquela Martin. O Caminito, com suas casinhas coloridas, hoje abriga lojas de artesanatos, restaurantes e ateliers. Almoçamos por lá onde tivemos a oportunidade de assistir a apresentações de Tango e Malambô.

Parece um tanto inusitado, mas visitar um cemitério pode ser incrível. Todos dizem e pudemos comprovar que o Cemitério da la Recoleta é ums excelente opção cultural em Buenos Aires. Após caminhar por suas elegantes ruas, fizemos uma visita guiada ao cemitério. Lá estão os corpos de personalidades importantes da história argentina, então, durante a visita tivemos mesmo foi uma aula de história. O almoço foi no San Juanito (Posadas, 1515), deliciosas empanadas acompanhadas de vinho - Super recomendo!!!


Finalmente conhecemos os principais pontos turísticos do centro: Casa Rosada, Catedral, Cabildo, Obelisco. Visitamos também o bairro de Palermo, onde encontram-se os famosos outlets. Nessa visita, perdemos tempo.... nada de ofertas, aliás, acredito que há algum tempo já não vale a pena comprar em Buenos Aires, tudo está bem caro, até uma água. Neste dia, nos encontramos com amigos de SP, e fomos jantar com muito requinte em Puerto Madero.
Nossos amigos Anderson e Adriana
O Zoo também fica em Palermo, é uma excelente opção, tanto a dois e principalmente com crianças. Muitos animais ficam soltos e todos os outros ficam muito próximos, sendo possível comprar comida especial para alimentá-los. Além disso, a estrutura do parque é linda, e há animais que não temos em SP, como o urso polar. 















Neste dia tomamos um delicioso café da tarde no mais que centenário Café Tortoni, estar alí onde tantas pessoas importantes frequentaram e ainda frequentam é algo peculiar, sem contar que o chocolate espesso é coisa de outro mundo!

Aos finais de semana e feriados, é possível fazer uma visita guiada à Casa Rosada. Aprende-se mais um pouco da história política argentina, e conhecemos as salas onde acontecem as reuniões e decisões daquele país.  

Finalizando a viagem de férias, foram 10 dias de imersão cultural e gastronômica em nossos hermanos porteños (entre Montevideo e Buenos Aires)Muito frio, muita andança, boa comida, boa bebida. 

Foi tudo ótimo comigo, felizmente já havia passado os maus sintomas da gestação, pude tomar vinho e cerveja com moderação - afinal não sou de ferro - mas chegava ao fim do dia "quebrada" de tanto andar. A lombar pedia descanso, assim como os pés. Já estou preparada pra voltar pra academia. Férias assim na cidade, acho que vai demorar um pouquinho...


segunda-feira, 9 de julho de 2012

12° e 13° Semana. Corinthians e Montevideo


Desde a última postagem muita coisa aconteceu.

O Glorioso S.C.Corinthians Paulista sagrou-se Campeão da América, em um jogo fácil contra o bicho papão das Américas, C.A.Boca Juniors.  Estavamos em Montevideo a férias, o Elliot não poderia remarcar a viagem por falta de tempo, comemoramos nosso título dentro do ônibus, só nós dois, os uruguaios nada entendiam, dois brasileiros abraçados, chorando e vibrando por aquele jogo. Claro que gostaríamos de ver o título em SP, no Pacabembu ou até mesmo na sala de casa, mas tinha que ser assim. O Corinthians, quebrando todos os tabus que lhe impuseram, ganhou invicto, tendo passado pelo campeão da edição de 2011, com seu "temido" time completo e fazendo a final com o Boca de Riquelme. O Boca saiu do Pacaembu desmazelado pois Riquelme anunciou sua despedida, muitos jogadores não renovariam contrato, e o técnico estava na corda bamba. Foi um estrago e tanto! Assistir a repercussão do jogo de um outro ponto de vista também é interessante, pois o preciosismo é deixado de lado.

Voltamos a Montevideo pois além de ser uma cidade encantadora, deixamos de fazer algumas coisas na útima vez. Dessa vez ficamos hospedados no Hotel Ibéria. Valeu a experiência, mas recomendo o Urban Express, pois além de melhor acomodação, mais novo, o café da manhã é bufet, o que é muito importante para viajantes como nós que gostam de tomar um reforçado logo cedo e almoçar bem tarde, aproveitando ao máximo o dia.
Parque Rodó
Pela Rambla, visitamos o famoso parque Rodó, lindo e bem cuidado.  Aproveitamos para passear a pé por Pocitos. De ônibus (é muito fácil se locomover por transporte público) fomos almoçar no Mercado del Puerto : maravilhoso Lomo (file mignon) e meio y meio - delícia! Saindo de lá aproveitamos para conhecer o Museu do Centenário, que esteve fechado nos dias de nossa  visita anterior. A história é impressionante, e as peças nos remetem a momentos esportivos interessantes, felizes ou nem tanto.


Museu do Centenário e a Taça Libertadores







O ponto alto de nossa viagem foi a visita a Bouza Bodega, uma vinícola que fica fora de Montevideo, mas também possível de fazer de ônibus. Vá bem arrumado pois o lugar é muito elegante. Essa bodega é de pequena e requintada produção. Visitamos a vinícola e os lugares onde o vinho é produzido, armazenado e engarrafado. Há também a coleção de veículos antigos, pertencente à família. Todos em funcionamento e perfeito estado de conservação. Não almoçamos lá, preferimos o menu desgustação de vinhos, que vem acompanhado de uma tábua de frios e cesta de pães. Terminamos a tarde com um Té completo para dois (chá).
Vinícola Bouza
Degustação

Produção
Visitamos também o Teatro Solis, lindo. Uma agradável experiência. Neste julho estão privilegiando as crianças, então haviam muitas. Durante a visita guiada, além de aprendermos mais sobre a história do teatro bem como a história de Montevideo, ocorrem interferências cênicas que surpreendem e emocionam os visitantes. Vale muito a visita! Além disso, caminhar por aquelas ruas do centro e da Ciudad Vieja também é uma experiência cultural incrível, pois conservam a história em suas paredes e pisos.

Teatro Solis por dentro
Dessa vez estive um tanto mais cansada fisicamente, sentindo então as mudanças por conta da gestação., também, não temos parado durante todo o dia, principalmente caminhando, como sempre.Tenho me sentido super bem e disposta, tenho conseguido me alimentar bem, exceto por alguns alimentos, mas o fato de não ter que cozinhar ajuda bastante. Temos aproveitando bastante esses momentos de lua de mel. A barriga cresce a cada dia, pena não ter trazido minha fita métrica.

Nossa viagem continua do outro lado do Rio da Prata, em Buenos Aires, a qual optamos por ir de Buquebus, deliciosa experiência para uma brasileira que jamais havia viajado de barco.



sábado, 3 de setembro de 2011

Uruguai

Chegamos a um momento de grande ironia: Cheios de milhagens pra gastar e advinhem? Sem tempo !
Quase que trocamos tudo por itens para o lar como lixeira de inox, fruteira de porcelana, potes herméticos... e o coração em frangalhos!
Mas depois de um pouco de pesquisa, Montevideo saltou aos nossos olhos. E como foi bom conhecer esse lugar, certamente voltaremos em outra oportunidade, faça frio, faça calor, Uruguai é uma delícia!

Aeroporto Carrasco
Desembarcamos no moderno Aeroporto Carrasco já quase meia noite. Pegamos um táxi que nos levaria ao centro, para o hotel Urban Express. Nas pesquisas pela internet sabíamos que seria melhor nos hospedarmos em um hotel de frente para o mar, no bairro de Pocitos, mas já não havia mais vaga (não para nosso bolso), mas ficar no Urban foi excelente. No centro, mas longe do barulho, bem localizado, novo, moderno, tudo de bom!

No primeiro dia, era sábado, pegamos um ônibus, cerca de 15 minutos e mais um pouquinho de caminhada, chegávamos ao  Estádio Centenário, pena que estava fechado! Conhecemos apenas por fora, a primeira coisa que ficou para a próxima vez no Uruguai.

Dentro do Mercado del Puerto



Porta de la Cidadela
Saindo de lá fomos voltamos direto ao centro e percorremos as ruazinhas da Ciudad Vieja, que delícia de lugar, conservando sua arquitetura apesar do tempo. Esse bairro concentra os artistas de Montevideo. É onde tem também o delicioso Mercado del Puerto. Foi um mercado, agora abriga dezenas de maravilhosos restaurantes que servem os turistas e visitantes em geral, seus deliciosos pratos, principalmente cortes de carnes suculentas e levemente sem sal (perfeito para a saúde), harmonizados com uma Medio y Medio, bebida típica uruguaia que é uma mistura na medida certa entre vinho e frizante. Perfeito para aquecer o corpo e a alma.

Fomos conhecer uma "famosa" Rambla, não sem antes tomar um helado de dulce de leche, como eles são especialistas nisso! Ramblas são as avenidas à beira mar (rio).

O céu do Uruguai é azul, da cor da bandeira, não importa como amanheça. Naquele dia amanheceu nublado, parecendo que iria ficar assim pelo dia todo, paulista já fica desconfiado, que nada! O astro Rei apareceu tinindo, mas o frio e o vento vieram junto, e forte! Tivemos que voltar pro hotel para eu me aquecer pois havia esquecido as luvas.

Olha a Patrícia ai!
À noite eram as quartas de final da Copa América, que estava acontecendo na rival Argentina. Saímos à procura de bares, quase atrasados, percorremos as ruas do centro e nada, tudo em silêncio. Cadê os fanáticos torcedores da Celeste? Fomos então para a principal das avenidas, a 18 de julio, e mesmo cenário. Chegamos ao El Navio no momento dos hinos, conseguimos mesa bem pertinho da TV. Pedimos empanadas maravilhosas acompanhadas de Patricia, uma das cevejas locais. A cada jogada, os uruguaios do local vibravam baixinho, parecia que estávamos no cinema, tudo com muito pudor. A uma boa jogada, aplausos. Pires, jogador do Uruguai é expulso pelo segundo cartão amarelo. Os nervos foram se mostrando a flor da pele à medida em que o jogo caminhava pra prorrogação, após um dramático 1X1 no tempo regulamentar. E foi uma milonga... não tinha como ser diferente dada a tamanha rivalidade entre os países, que disputam os direitos sobre o doce de leite, tango, além do futebol. Nos pênaltis, Carlitos Tevez erra e dá a vitória pra Celeste!

Essa vovozinha ainda curtiu com nossa cara!
Saímos do bar e aí sim, fomos surpreendidos! Um buzinaço se aproximava e caminhava em direção à Plaza Independencia, certamente a galera estava reunida em outro local, e veio em massa comemorar a boa fase da Seleção. A data não poderia ser melhor, 16 de julho é quase feriado por conta do Maracanazo. E ser brasileiro naquele momento também não estava livre de gozações, inclusive da vovó que se lembrou faceira pois assistiu nossa tristeza em 1950! Voltamos para o hotel satisfeitos pela oportunidade de viver um momento de livre e expontânea manifestação cultural.

No domingo, através da Rodoviária Tres Cruces, pegamos o "busão" para Colonia del Sacramento, cidadezinha que parece ter parado no tempo!

A parte histórica é uma delícia! Percorrer aquelas ruazinhas de pedra nos remete a um passado que parece ter ficado gravado, é viver a história. Por sua posição estratégica, Colonia foi de muitos países que guerrearam ao longo do Rio da Prata, até que foi incorporada ao Brasil, junto com todo o Uruguai, que por sua vez, conquistou sua independência em 1828. Eu queria que fosse minha de tão linda que é!

Foi em Colônia, após percorrer suas ruas, encantados com a beleza do lugar, comemos o tão famoso Chivito! Um lanchão maravilhoso com um corte de carne suculenta (o nosso foi sem gordura), bem servido de batatas, e acompanhado por uma Zillertal geladinha!

Ao cair da tarde assitimos o fiasco do Brasil contra o Paraguai em um charmosinho bar à beira rio, aquecidos por lareira! Chique!

Dia seguinte, segunda feira, feriado do Juramento da Constituição, fomos pra Punta del Este. Ah! que lugar gostoso! O Monumento al Ahogado fica quase na frente da rodoviária. Andamos um pouquinho pela rua principal a procura do que fazer, já que quase tudo estava fechado. Tomamos o café mais caro do mundo: 2 croissants+1 expresso+1 capuccino=R$25,00.

Felizmente encontramos uma agência de turismo aberta e contratamos um tour. Conhecemos então os principais pontos de Punta (rs), pudemos perceber quão segura é a cidade: suas mansões não tem portão nem grades, tudo é limpo e arrumado. Finalizamos nossa viagem na Casapueblo, a antiga casa de verão do artista Carlos Páez Vilaró, construida por ele mesmo, que hoje abriga um museu, uma galeria de arte e um hotel.
Esse Vilaró rodou o mundo!


Era nosso 3° aniversário de casamento e comemoramos com um jantar no Don Pepperoni, brindamos com um Medio y Medio: mais um ano de cumplicidade e alegria, além de outra viagem maravilhosa.

O Uruguai é um lugar pra se viver, tranquilo, sem trânsito, todo mundo ainda se respeita. Eu quero ter a oportunidade de voltar, conhecer melhor, até porque 4 dias foram poucos para um lugar tão rico e cheio de história.
Um brinde!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Santiago!

Palácio da Moneda
Saímos do paraíso e caímos na realidade. Pegamos o confortável voo da Lan que obrigatóriamente para na Ilha de Páscoa e em Santiago (tanto na ida quanto na volta). Teríamos que pernoitar em Santiago uma vez que o voo para SP sai na manhã seguinte. Decidimos então ficar mais 5 dias e conhecer a cidade.


Frio de danar! Saímos do calor da Polinésia para o inverno da América do Sul. Fomos preparados. Saímos do aeroporto e encaramos o ônibus até o centro da cidade, hora do rush... Santiago pareceu um tanto sinistra, claro, cidade grande, em 15 dias de viagem tinha dado até pra esquecer. Sempre nos hospedamos em Hostels, e dessa vez não foi diferente, escolhemos o Che Lagarto (credo!) que fica bem em frente a uma rodoviária. Casarão antigo, um tanto escuro, chega a ser estiloso... o recepcionista era brasileiro e depois de algum tempo ouvir português foi bom, o ruim é que o cara era um mala... o quarto para casal tinha uma beliche e os quartos não estavam bem aquecidos, o banheiro é misto (tudo bem) mas apertadíssimo e por vezes a água não esquentava. O aspecto positivo é que 90% dos hóspedes eram brasileiros e nos primeiros minutos já fizemos amizade a base de Escudo (cerveja), vinho e muitas risadas. O grupo era de cerca de 20 pessoas.

Saímos para jantar, o restaurante não parecia ser dos melhores e um agravante é que podiam fumar, coisa estranha para brasileiros atualmente. O atendimento foi ótimo e o jantar satisfatório. Voltamos para dormir cedo, uma vez que o cansaço da viagem era evidente. Dormimos juntos na cama de baixo da beliche, que era daquelas largas, foi a sorte, senão passaríamos frio. Chegamos quase a nos arrepender de conhecer Santiago naquele momento, depois de todas as belezas naturais da  Polinésia, certamente conhecer uma cidade foi algo injusto.

Museo de Bellas Artes
Dia seguinte saímos para conhecer o centro da cidade, o café da manhã no hostel também deixou a desejar. Visitamos o Palácio da Moneda, Plaza de las Armas, Museo de Belas Artes, fica tudo bem pertinho e fizemos tudo a pé. Fomos também ao Pateo Belas Artes que é um conjunto de lojas, como uma galeria que reúne diversos tipos de arte.
Almoçamos no centro e compramos algumas coisas, tudo lá estava muito barato, bebidas importadas, alfajores, roupas, sapatos, já estavam em liquidação, e valia muito a pena.

Dia seguinte fomos de ônibus visitar a Vinícola Concha y Toro (http://www.conchaytoro.com/ ), o ônibus demora e passa por muitos bairros carentes, quem quiser pode pagar um pouco mais e ir com van. A visita é excelente e começa com um vídeo introdutório já que a vinícola propriamente dita, fica em outra cidade. Conhecemos toda a casa e degustamos vinhos, a taça trouxemos para casa.  Aprendemos a degustar, compramos vinhos, lógico,  porque só se aprende mesmo com a prática. (rs)











À noite fomos com nossos amigos brasileiros à balada no Pateo Belas Artes, com música ao vivo, foi muito bom!

Cerro San Cristobal
No dia seguinte, fomos de taxi até o Funicular, um parque de onde se vê toda Santiago. Infelizmente a Cordilheira retém a poluição, senão a vista seria ainda mais espetacular, pois ela "abraça" toda a cidade. Passeamos bastante por Cerro San Cristóbal, um parque super bem cuidado, com teleférico que passa sobre o bairro, tudo de bom! Almoçamos no centro, no Mercado Municipal, salmão e cabernet sauvignon, uma delícia!!!

Infelizmente não tivemos tempo de visitar Viña del Mar e Valparaíso, são cidades litorâneas que pretendemos conhecer em uma próxima oportunidade. Ao invés disso fomos esquiar.... aff......
Vale a pena conhecer, mas eu que não nasci pra pinguim, acho que não vou novamente. Contratamos o passeio a partir do nosso hostel, a van vem nos buscar bem cedo, 7h, e nos levou para alugar os equipamentos e comprar as roupas. Saímos então umas 9h da loja. A van sobe a cordilheira fazendo um vai vem de 180° que embrulha o estômago dos mais sensíveis. A Paisagem compensa, mas já chega na estação meio mareado... Fomos a El Colorado, com altura máxima de cerca de 3.300 m acima do nível do mar e 22 pistas.

El Colorado
No começo, apesar do frio, foi gostoso, era novidade, mas sinceramente parar em pé sobre aquelas paletas não é fácil. Caímos várias vezes, e quando se cai os joelhos dobram para dentro enquanto os pés vão para fora por causa dos esquis, depois pegamos o jeito e observando os outros, achamos que daria para passar bem o dia. Deveríamos ter investido em aulas, talvez nos divertíssemos mais.

Paguei um tremendo mico pois estava esperando o Elliot e nosso amigo quando de repente senti que estava deslisando lentamente (rs), um brasileiro estava tentando, todo desajeitado se lavantar e quando ele consegiu, se deparou comigo "escorregando para seus braços", foi muito cômico, deslisamos abraçados, eu de frente e ele de costas para a leve descida e quando pegamos velocidade ele novamente caiu, eu por algum motivo me mantive equilibrada e segui para o teleférico, e ele ficou lá, novamente estatelado no chão na frente de seu filho, deve ter me xingado (kkkkkk). Se ler isso aqui, me perdoe!

Quando sentimos confiança ali em baixo tivemos a brilhante ideia de pegar o teleférico e subir a alguma pista, o teleférico não pára e subimos para o nível intermediário, dali nos jogamos literalmente pois senão iríamos parar no topo! Até conseguíamos parar em pé, o difícil pra mim foi controlar o equipamento mesmo. Eu só ia para a esquerda, onde a pista terminava em um precipício daqueles, me jogava para trás, com medo. Foi assim o dia todo só aprendi no final do dia quando já estava estressada, então não me diverti. O Elliot teve mais sucesso, em algum momento pegou o jeito da coisa. Nosso colega passou pior, além de tudo estava se sentindo mal com a altura. Ainda teria a volta, aqueles intermináveis 180°... Valeu por conhecer, a paisagem é bonita e experimentamos um novo esporte, mas por mim, parou por aí.

Esses foram os dias que passamos em Santiago, saliento que deveria ter deixado para um outro momento pois teria aproveitado ainda mais. Apesar de ter sido a pior hospedagem foram os melhores "amigos" que já fizemos em viagens, todas as noites muitas risadas e conversas como se fôssemos amigos há muito tempo, Escudo, Concha y Toro, muita animação. Valeu!!
Beijo quente em meio a neve

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Rangiroa

Se o casamento foi em Bora Bora, a lua de mel foi no próximo destino - Rangiroa. No dialeto local Rangiroa ou Ra'iroa - que significa "céu imenso" ou "vasto céu" - é um atol do arquipélago de Tuamotu, na Polinésia Francesa. Está situado a noroeste do arquipélago, a 350 km do Taiti. É um dos maiores atóis do mundo, com uma superfície total de 1640 km², e uma lagoa de 78 km de largura com uma profundidade entre 20 e 35 m. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Rangiroa).

Embarcamos novamente no Air Tahiti partindo para nosso próximo destino que também nos causava ansiedade. Rangiroa é um destino maravilhoso para quem gosta de sossego e mergulho. Bem menos badalada que Bora Bora, não conta com grandes e luxuosos resorts, mas tem seus bom hoteis, sempre no estilo bangalô.

O azul de Rangiroa é de uma outra tonalidade, pouco mais escura, mas de uma transparência incrível. As praias são mais rochosas, com poucas faixas de areia. Ficamos hospedados no Novotel (http://www.tahiti.pacific-resorts.com/tuamotus/rangiroa-beach-resort/index.html).



Largamos nossa bagagem no bangalô e fomos direto ao deck que servia nosso hotel. Dali de cima já podíamos ver maravilhados a quantidade de peixes coloridos que nos aguardavam. Mergulhamos um pouco. Os peixes vem até nós, curiosos, sem medo! Depois aproveitamos o final da tarde com caiaque. À noite saimos para caminhar um pouco na estrada, saber o que acontecia por lá, a iluminação era somente pela maravilhosa lua cheia e um céu salpicado de estrelas. Havia alguns restaurantes, paramos em um deles e pedimos uma pizza (sair de SP pra comer pizza!) quatre fromages i n e s q u e c í v e l !!! Voltamos lá outras vezes...

Dia seguinte conhecemos o segundo lugar deslumbrante de nosso ranking nessa viagem (primeiro foi Bora Bora, por tudo o que representou para nós) Bleu Lagoon. Cerca de 45' de lancha pela lagoa que se forma entre o atol para um delicioso churrasco - sim, churrasco! Descemos da lancha boquiabertos com tanta beleza, parecia uma piscina no meio do Pacífico. Enquanto os "pilotos" da lancha preparavam nosso almoço, nos servíamos de sucos típicos e água de coco fresquinha. Fomos dar umas voltas e tirar muitas fotos. Quem fez aquele lugar, caprichou!

A água forma um espelho ao redor do motu (ilhota), depois vai ficando mais profunda e de um azul ímpar.
Alí, nadamos com peixes coloridos, em meio a corais de cores e formatos fantásticos! Nesta ilhota nadamos com filhotes de tubarão, esses de curiosidade, chegam a nos morder... Esse grupo de ilhas é protegido por formação de coral, então os peixes maiores e os tubarões adultos ficam de fora. Foi nosso primeiro contato com tubarões. Com tanta fartura, eles não se interessam pela carne humana, que dizem ser bastante ruim ao paladar deles.

Nosso barbecue foi de peixes e frango, uma salada fresca com peixe cru temperada com limão e leite de coco fresco, arroz, sucos frescos, a sobremesa bolo de chocolate com coco - um manjar dos deuses!

Aproveitamos o restante da tarde naquele lugar incrível, felizes por estarmos ali. Um privilégio para poucos.
Parece até que estou voando
olha os tubarõezinhos lá!










Na partida, os tubarões cercavam nossa lancha. Como disse eles não se interessam por comer nossa carne, sequer nos beliscar, de qualquer forma o coração bate a mil, mergulhamos entre eles, que fazem o que mostram os desenhos animados, desenham um círculo ao nosso redor, vem na direção de nossos olhos e desviam quando chegam bem próximo, haja coração! Não foram todos os turistas que tiveram coragem.

No dia seguinte fizemos um mergulho com cilindro, guiados por uma francesa que morava por lá. Descemos uns 15m nadamos com tubarões e aquela deslumbrantel natureza submarina. Por incrível que pareça o valor do mergulho sai mais barato que por aqui... A tarde estava chuvosa e aproveitamos para descansar um pouco.

Rangiroa hospeda a única vinícola de toda a Polinésia, a Cave de Rangiroa, criada pela insistência do francês Dominique Auroy em produzir uva que desse em vinho, naquele filete de terra vulcânica com um calor e umidade constante. Ele conseguiu, e produziu vinhos franceses suaves, compatíveis com o clima tropical.










Rangiroa também tem uma fazenda de pérolas negras onde pudemos conhecer e aprender todo o processo de cultivo e extração dessas jóias raras.

Nossa viagem pela Polinésia chegava ao fim, e em nossos corações já se misturavam sentimentos como saudade daqueles paraísos e dos momentos inesquecíveis que ali vivemos, e a sensação de meta alcançada, pois essa viagem nasceu em nossos corações havia 2 anos, nos preparamos para ela e conseguimos realizá-la. Tudo foi perfeito e mal vemos a hora de voltarmos pra lá.