domingo, 30 de março de 2014

Corpo Pós Parto

Inspirada na querida Lara Sulianno, também tive coragem de mostrar minha barriga pós parto.

Apesar de saber de meu potencial, toda mulher tem aquele medinho de como o organismo vai reagir a gestação, afinal, tanta mudança hormonal, muitas vezes não temos o controle de alguns fatores. Cada corpo e cada gestação é única.

Quando engravidei estava, no meu ponto de vista, na minha melhor forma física: Com bom volume muscular e começando a secar. Abdomen aparecendo os tão sonhados gomos, e julgo que da cintura para cima estava muito bem, focada nos MMII para conseguir diminuir o % de gordura e deixar um corpo feminino e riscado. 

Aumentei 13 kg até o dia do parto. Não fiquei inchada. Não comi demais. Bebi bastante água e me hidratei. Não apresentei estrias. 

5 dias após o parto

E essa sou eu 5 dias após o parto. Meu parto foi normal. Saí da maternidade com cinta Macom mas não consegui usar. Optei por amamentar em livre demanda, e o faço até hoje. A cinta dificultava minha respiração durante as mamadas. A situação da mãe fresca e de primeira viagem já não é muito agradável. Optei pelo conforto à estética, e aceitei correr atrás do prejuízo da falta da cinta. Acho que fiz bom negócio pois voltei rápido ao peso. 

Além do volume da cintura, o aspecto da pele muda muito após o parto. A barriga, que antes estava durinha, passou um bom tempo parecendo uma massa de pão, molenga. Por mais força que eu pudesse fazer, não era o suficiente para sentir a contração.

Passei a me exercitar 15 dias após o parto. Alguns exercícios leves para melhorar as dores no corpo devido ao cansaço do final da gestação, peso da barriga e o pós parto, a "ardência" no trapézio: Caminhada com a cachorra, Agachamento (sentar e levantar do sofá), Elevação dos Calcanhares, Flexão de Braços na cadeira, Abdominal, etc... Após 2 meses me matriculei na academia para exercitar o corpo mas principalmente a cabeça.

Com 4 meses retornei ao peso inicial, porém ciente que a qualidade do corpo havia mudado. Os 60kg que eu tinha antes de engravidar estavam repletos de músculo. Certamente após o Arthur aqueles 60 kg apresentavam mais gordura. Mas com certeza senti uma pontinha de vitória pois havia me proposto a voltar em 9 meses, o tempo que demorei para aumentar. Logo a balança diminuiu para cerca de 58 kg. Estava treinando e amamentando. A dieta limpa apenas, saudável. Nada de cortes radicais.
Antes, última semana e 4 meses após o parto

Após o 8° mês julguei que poderia apertar um pouco mais na dieta, mas perdi muito peso e volume, o que não é legal. Amamentação pode ser uma forma muito rápida de perder peso, e peso de gordura mesmo, pois o corpo precisa de cerca de 500 kcal no processo de produção de leite. Me perdi um pouco na questão da dieta e fiquei oscilando na balança, 2kg acima e abaixo, pois sem ter um direcionamento, às vezes me permitia delícias e acabava me sabotando.  

Estou bem. Sinto que minha pele está em um bom momento e aquela definição de pernas está melhor do que antes da gravidez. A força ainda não retornou, apesar de estar treinando com frequência, o sono não está grande coisa pois Arthur acorda ao menos 1x toda noite, o que pode comprometer todo o processo de aumento de massa muscular, que é o que deixa qualquer um com o corpo atlético e seco.

Tenho um plano e uma meta até outubro, e quero aproveitar esse momento de amamentação para continuar a perder peso. Estarei me dedicando a partir de agora a uma dieta mais rigorosa. Optei pela dieta cíclica, pois creio que poderá me fornecer a energia suficiente conforme a necessidade de meu dia na semana. Falarei melhor sobre a dieta por aqui, mas basicamente é uma dieta com alto consumo de proteínas, consumo de gorduras boas e alternado consumo de carboidratos bons, variando em alto, médio, baixo ou nulo. Também passarei a postar meu treino, semanalmente. Vamos acompanhando o resultado.

domingo, 23 de março de 2014

Pedagogia do Não???

Arthur é uma menino saudável e portanto curioso. Tem vários brinquedos mas não se contenta com eles, como todas as crianças e como eu mesma quando tinha a idade dele. Enquanto estamos juntos, os brinquedos são mais atraentes. Brincamos juntos. Mas como a obrigação nos chama, temos que fazer comida, limpar a casa, lavar roupas, coisas normais e rotineiras de uma família. Arthur quer ajudar.

A criança aprende pelo exemplo, não é novidade pra ninguém. Quer estar onde estamos e mexer onde
A carinha de arteiro
mexemos. Percebi uma melhora quando passei a deixar em todos os lugares onde ele mexe, diversas coisas para ele explorar: Banheiro tem revistas e toalhas. Cozinha tem os potes plásticos, tampas ou panelas de menor importância, nas gavetas uma ou outra colher de plastico, grande, nos armários, potes vazios. Então simplesmente substituo as coisas que ele não pode pegar, por outras, que não são brinquedos. E que são guardadas ali, para que ele possa usar quando estivermos juntos.

Desde os 9 meses Arthur começou andar, segurando-se nos móveis, e também passou a mexer em todas as gavetas e armários. Iniciaram-se os inúmeros nãos!!

Percebi que de fato, esses "nãos" não são produtivos pois não educam. Se tudo é não como ele vai saber o verdadeiro significado dessa palavra?? Sei que Arthur é um ser único, creio que os seres humanos são feitos de modo artesanal, portanto tem suas particularidades e essa regra pode não se aplicar a outras crianças, mas como aqui funciona muito bem, resolvi compartilhar.

Sou adepta do "Não" com qualidade. Quando é "não" ele sabe, mas no restante, não preciso fazer valer minha autoridade de mãe, aquelas de antigamente que só com um olhar repressor, a criança já sabia que estava errada. Prefiro a cumplicidade de outra maneira, e sei que Arthur me obedece na palavra, sem a necessidade do estresse gerado entre nós. A criança não quer testar limites para desafiar os pais, não nessa idade. E onde não posso substituir os produtos aí uso o "não": Gaveta de temperos porque ele só se interessa pelo azeite, tomadas, vaso sanitário. Também não o faço com repressão, digo a ele que não pode, que fale pro papai, ou pra Mira, ou pra vovó, quem estiver em casa, que "ali não pode", ele sai mexendo a cabeça em negativo e pronto, resolvido o problema.

Eventualmente quando está azedo, como todo mundo tem direito de estar, ou quando o sono está pertinho e ele resolve chorar ou resmungar, simplesmente o retiro dali, com carinho. Converso mas não dou tanta atenção ao chororo... logo desvio o foco. Quero meu problema resolvido e meus ouvidos livres. Quero paz!

Aqui tem resolvido e vivemos em harmonia. Não se estresse tanto com a curiosidade de seu pequeno. Ele está crescendo e a curiosidade faz parte, explorar o mundo a sua volta e copiar suas palavras e principalmente atitudes. Portanto responsabilidade, paciência e amor são a regrinha de ouro.

Espero poder ajudar com minha experiência.

domingo, 16 de março de 2014

Arthur e Seu 1° Km

Pode até parecer ostentação, que é a palavra do momento, mas fico orgulhosa quando consigo influenciar pessoas, especialmente por minhas atitudes que, mais que minhas palavras, condizem com meu estilo de vida.

Tenho alunos na escola que levam as informações das aulas e praticam atividades com seus familiares. Tenho alunos que se formaram no ensino médio e foram cursar educação física na faculdade. Soube de desconhecidos que me viram correndo grávida, e perceberam que atividade física é para todos, pois mantive minha rotina até o 7° mês, e depois, devido a pubalgia, fiz hidroginástica e exercícios em casa. Fui recentemente abordada na rua por duas amigas que se comprometeram a praticar atividade física pois me viam correndo, empurrando o carrinho com Arthur ali sentado, e tantas outras vezes minha família corria completa: Elliot, Arthur, Mira e eu.

Agora, de que adianta tudo isso se dentro de minha própria casa não obtiver sucesso?? Com minha mãe tenho aquela pontinha de frustração, pois desde que iniciei a faculdade a incentivo a fazer atividade, como um remédio, mas antes da doença. Ela, como tantas outras pessoas, arrumam desculpas infinitas, inicia e interrompe. Uma pena! Mas com Arthur, sinto que o exemplo dentro de casa já faz toda a diferença!!

Há pouco tempo a Revista Crescer publicou uma matéria onde consta um estudo da CELAFISCS que comprovou que o rendimento físico das crianças de hoje está menor que as crianças de 10 anos atrás, e ainda outro estudo da Universidade do Sul da Austrália, em Adelaide, comprovou que as crianças estão 15% menos dispostas que a geração de seus pais. (leia a matéria da Revista Crescer). o que é muito triste, uma vez que as crianças estão em pleno vapor em questão de atividade física e desenvolvimento motor. Certamente essa geração terá surpresas desagradáveis cada vez mais cedo como diabetes, triglicérides, colesterol alto, hipertensão, e outras doenças ligadas ao sedentarismo.

Arthur tem em casa uma rotina de atividade física e alimentação saudável. Não impomos isso a ele, simplesmente vivemos assim. Ontem, 16/03/2014, na casa da vovó Cida, em Americana, saímos para jantar. O forte calor e um luar maravilhoso convidava a caminhada. Fomos então a pé, cerca de 1km de distância. Arthur recusou o colo, estávamos papai, vovó, vovô, biza e eu. Foi caminhando a passos rápidos para seu tamanho e idade, 1 ano e 2 meses. Detalhe: Em SUBIDA!!!


Isso muito nos alegrou e surpreendeu a todos. Quanta disposição, o que para ele foi uma brincadeira e um momento gostoso em família. Na volta queria novamente a pé, mas aceitou o colinho do papai, afinal já passava das 22h, e com isso o cansaço do dia todo de brincadeiras.

Deixo registrado aqui meu orgulho sim, de saber que meu filhote terá oportunidade de não ser sedentário por nosso exemplo e convido a você leitor que desde pequeno incentive seu filho a praticar atividade física, brincar, gastar energia. Na rua, no parque, na praça. Ao ar livre, não em shoppings, dentro de casa ou com os aplicativos do tablet, mas em sua companhia, se exercitando e descobrindo o quanto atividade física faz bem. 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Torta Salgada pra Não Sair da Dieta

Você abusou..
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou.....


Em ritmo de samba,  no carnaval abusei demais!! Rei Momo tomou conta da minha mente e cedi aos desejos da gula.

Estivemos durante o feriadão no Quality Resort Itupeva, all inclusive. Aquela cozinha farta, imperdível. Claro que deixou sequelas no culote, e a volta a realidade é inevitavel: trabalho e dieta!

Aqui vai uma receitinha de salgado, sem gluten nem lactose, ótima pra enfim começar o ano. Facil facil, delicia.

 1/2kg repolho
 1 cebola pequena
 1 xc aveia
 2 cs amaranto em flocos (opcional)
 4 ovos batidos
 2 cs xc azeite
 1 cs fermento em pó
 1 cs linhaça dourada (opcional)
 1 cs chia (opcional)
 Pitada de sal
Azeitonas picadinhas
Pimenta a gosto
Oregano a gosto




Triturar o repolho com a cebola. Acrescentar os ovos batidos e os outros ingredientes. Misturar. Salpicar a chia por cima Assar em forma untada e enfarinhada com farinha de rosca em forno medio/baixo, por cerca de 40 minutos.

Pode também acrescentar recheios de outros legumes, queijo, atum, depende do gosto e da dieta. Mas desse jeitinho ja é bom demais!!